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E O PALHAÇO O QUE É?… PERSONAGEM DE GIBI!

por Alexandre Silva

Em 18 de setembro de 1950, era inaugurada a PRF-3 TV Tupi de São Paulo, a nossa primeira emissora de televisão, com shows de vários artistas, como Hebe Camargo e Ivon Cury.
Logo na estreia, um número cômico do grande ator e comediante Mazzaropi, que havia feito muito sucesso no rádio. Esse comediante caipira se apresentou em muitos palcos antes de chegar à TV, entre eles, o circo. De grande popularidade, as companhias circenses consagraram artistas que seguiram o mesmo caminho. Além de Mazzaropi, Oscarito e Grande Otelo, Fuzarca e Torresmo, Arrelia e Pimentinha, Carequinha e Fred, também foram para o rádio e depois para a TV. E para não ficar só na memória, já que nem vídeo tape existia, eles foram parar nos gibis, iniciando uma prática que se tornaria constante nas décadas seguintes!
Então, ABRAM-SE AS CORTINAS, POIS VAI COMEÇAR O ESPETÁCULO!!

COMO VAI, COMO VAI, COMO VAI?

EU VOU BEM, MUITO BEM, BEM, BEM!

ARRELIA E PIMENTINHA


Waldemar Seyssel era o verdadeiro nome do palhaço Arrelia, que após fazer muito sucesso junto a seu irmão, o palhaço Aleluia, chega à televisão em 1951, com o programa “Circo do Arrelia”pela TV Paulista. Trouxe para a telinha um novo parceiro, seu sobrinho Walter Seyssel, chamado de Pimentinha. Estava formada aí, uma das maiores duplas cômicas da história da TV brasileira.
Todo mundo ria com as trapalhadas dessa dupla na TV. Seus bordões faziam sucesso entre a criançada. Em 1953, a dupla de palhaços troca de emissora e estreia na TV Record.

Página da hq Super-palhaço, escrita por Flávio de Souza, com desenhos de Messias de Mello
Capa de Messias de Mello

Não demorou muito para eles chegarem ao gibi. Estrearam nas bancas em 1956, pela Editora La Selva, com os belíssimos traços do desenhista Messias de Mello, este que também havia trabalhado no circo, bem antes, como cartazista, e até ajudara a montar e desmontar a lona. Messias foi um dos maiores desenhistas de sua época, lançou e influenciou muitos artistas, sendo reverenciado até hoje.
A revista durou até 1959. O programa de televisão foi bem mais duradouro chegando até 1974!


O Anão Teodorico, roteiro de Flávio de Souza, desenhos de Messias de Mello
*
 

ASSIM EU NÃO AGUENTO! – Torresmo

AGUEEEEENTAAAAA!!! – gritavam as crianças

FUZARCA E TORRESMO


Capa de Jayme Cortez
Nascido dentro do circo de seus pais, José Carlos Queirolo (Torresmo), fez carreira por todo o Brasil, junto ao seu parceiro cômico Albano Pereira (Fuzarca). A  dupla Fuzarca e Torresmo estreou na TV no dia 12 de outubro de 1950, como um presente da TV Tupi Difusora, para o Dia das Crianças. Dali em diante, passaram a participar de vários programas, fazendo sempre esquetes cômicas de grande sucesso. Tiveram gibi nas bancas de 1955 a 1959. Com a morte de Fuzarca em 1975, Torresmo passou a se apresentar com seu filho Pururuca.
História de Jayme Cortez. Desenhos de João Batista Queiroz, que foi um dos primeiros a
desenhar hqs Disney no Brasil

História de Jerônimo Monteiro

A dupla fez tanto sucesso que gravou vários discos. Esse é um deles.
*

O BOM MENINO, NÃO FAZ XIXI NA CAMA
O BOM MENINO, NÃO FAZ MALCRIAÇÃO…

HOJE TEM MARMELADA???
TEM! TEM! TEM!  
                                                           
CAREQUINHA E FRED


Também dentro de um circo, em 1915, nasceu George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha. De longa carreira de sucesso nos palcos e no rádio nas décadas de 1930 e 1940, chegou à televisão em 1951, sendo o primeiro palhaço a ter um programa só seu, o Circo Bombril, chamado algum tempo depois de Circo do Carequinha. Ao lado de outro grande artista, o palhaço Fred, ele alegrava a criançada das décadas de 1950 e 1960.

Roteiro de Cláudio de Souza. Desenhos de João Batista Queiroz

Chegou aos quadrinhos em 1958, em histórias escritas por Cláudio de Souza e desenhadas por Julio Shimamoto e João Batista Queiroz.
Prosseguiu com sua carreira na TV, trabalhando em várias emissoras, sempre com atrações infantis. Comandou o programa “Circo Alegre” na TV Manchete  nos anos 1980, que foi precursor do “Clube da Criança” que lançou a apresentadora Xuxa.
Em 2005, com 90 anos, Carequinha interpretou a si mesmo na série “Hoje é Dia de Maria”.

“Hoje o palhaço é figura secundária. Antigamente, era o querido do circo.
E a criança também mudou um pouco. Ela tinha aquele sorriso simples, comum.
Hoje, ela assiste a coisas indecentes na internet, escuta imoralidades na
televisão e se habitua a falar e a fazer tudo isso, infelizmente”.
­

Carequinha

                                                        

OSCARITO E GRANDE OTELO
Anúncio de lançamento de OSCARITO E GRANDE OTELO em quadrinhos
 
Desde os cinco anos de idade, Oscarito já se apresentava no circo. Nascido em 1906, esse ator, comediante, acrobata e trapezista, também passou pelo teatro de revista, antes de chegar as telas de cinema. Através da Cia Cinematográfica Vera Cruz, estrelou filmes de grande sucesso na década de
1950, como Carnaval Atlântida, Dupla do Barulho e Matar ou Correr, sempre ao lado de seu fiel parceiro, o também ator e comediante Grande Otelo. Este, nascido em 1915, se apresentou no circo e no teatro de revista, antes de chegar ao cinema. Participou do primeiro filme da Atlântida, “Moleque Tião”.

Página da hq O PANDEIRO MÁGICO, história de Flávio de Souza e
belíssimos desenhos de Messias de Mello

Durante a década de 1950, a dupla de comediantes reinou absoluta no cinema e na preferência do público, chamando a atenção da Editora La Selva, que entre 1957 e 1959, publicou um gibi mensal da dupla. Assim chegava às bancas, Oscarito e Grande Otelo em quadrinhos, com roteiros de Claúdio de
Souza, Alberto Maduar, entre outros. Os desenhos ficaram a cargo de Messias de Mello, João Batista Queiroz, Aylton Thomaz e Juarez Odilon.

MAZZAROPI


Amacio Mazzaropi nasceu em 1912 em São Paulo, mas foi criado na cidade de Tremembé, no interior. Começou a carreira contando anedotas e causos em apresentações no Circo La Paz. Em 1946, estreia na Radio Tupi, o programa Rancho Alegre, levado á TV em 1950, com o mesmo nome.
Em 1952, estreia seu primeiro filme, Sai da Frente, produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Nesse mesmo ano, cria sua própria produtora de filmes, e começa a colecionar sucessos. Sucessos que o levaram para as páginas de um gibi, lançado em 1956, também pela La Selva. A equipe da editora, utilizava fotos de Mazzaropi tiradas por Zaé Junior, como base para os desenhos.

Jayme Cortez fez as capas do número 1 ao número13
A partir do número 14, as capas passaram a ser assinadas por Izomar Camargo Guilherme
Essa primeira fase da revista foi até 1958 e saíram 14 numeros. Algum tempo depois, em 1965, a La Selva decide retornar com o título, lançando mais 20 edições, encerrando sua publicação em 1967. Jayme Cortez fazia a maioria das capas e também produzia os cartazes dos filmes de Mazzaropi.
Capa de Jayme Cortez
EDITORA LA SELVA

Fundada em 1950, a Editora La Selva enxergou no sucesso das duplas circenses e nos astros do cinema, uma oportunidade de criar revistas em quadrinhos nacionais. Seu proprietário Vito La Selva, já contava com uma equipe de colaboradores extremamente talentosa que cuidava das revistas da casa, principalmente a TERROR NEGRO, seu primeiro grande sucesso. Dessa equipe faziam parte: Reinaldo de Oliveira, Milton Julio, Claudio de Souza, Alberto Maduar, Flávio de Souza, Messias de Mello, João Batista Queiroz, Miguel Penteado, Aylton Thomaz, Izomar Camargo Guilherme, Gedeone Malagola, Nico Rosso, Sérgio Lima, Syllas Roberg, Jerônimo Monteiro, Julio Shimamoto, Juarez Odilon, Veneziano, José Fioroni Rodrigues e Jayme Cortez, como Diretor Artístico e Capista.
Funcionando em uma casa na V. Mariana, em São Paulo, o ambiente era sempre alegre e festivo, afinal de contas, quem comandava era uma família italiana.
Jayme Cortez e Mazzaropi na sede da Editora La Selva
Aos sábados e domigos eram oferecidos almoços e jantares a todo o elenco da casa, e tudo era motivo pra uma festa ou confraternização. Editando quadrinhos de terror, aventuras, clássicos da literatura e infantis, a La Selva prosseguiu até 1968, quando fechou as portas.


O QUE VEIO DEPOIS

Nas décadas seguintes, o circo e seus alegres palhaços continuaram a aparecer nas histórias em quadrinhos. Em 1972, chegava às bancas de jornais de todo o país, acompanhando de grande campanha, inclusive na TV, a revista SACARROLHA, uma criação de Primaggio Mantovi. Era o resultado de um concurso interno da Rio Gráfica e Editora, cujo ganhador receberia como prémio, a publicação de seu personagem e um contrato de três anos. Primaggio atingiu a marca de 36 edições, sempre retratando o ambiente alegre e festivo do circo, tendo o palhaço Sacarrolha como protagonista.


Na década de 1980, surge pela Editora Abril, o palhaço ALEGRIA, também em revista mensal. 

Criada por uma equipe comandada por Waldyr Igayara de Souza, o palhacinho acabou ficando com o copyright da Editora Abril e foi licenciada para vários produtos. Sua revista teve um total de 57 edições.
A TURMA DO LAMBE LAMBE, de Daniel Azulay, também tinha um pé no circo, através do personagem Tristinho. Derivado do programa de TV de grande sucesso, chegou aos quadrinhos via Editora Abril, também nos anos 1980. Também nessa década vemos surgir o palhaço BOZO (SBT) e a dupla ATCHIM E ESPIRRO.


Ainda surgiram outros que, mesmo não usando a roupa de palhaço, usavam e abusavam das mesmas brincadeiras e truques circenses para agradar às crianças, como SÉRGIO MALLANDRO e CHAVES, mas o maior palhaço televisivo que surgiu após a trupe de cômicos da década de 1950, foi Renato Aragão e o seu quarteto OS TRAPALHÕES. 
Herdeiro das tradições circenses, Renato Aragão declarou em entrevista que, aos quinze anos, chegou a assistir um filme com Oscarito dezoito vezes, e declarou: “Quero ser esse cara!” E partiu para realizar seu sonho.
Começou na TV nos anos 1960, juntou-se ao artista circense Manfried Sant’Anna (Dedé), depois a Mussum e Zacarias. Passaram por diversas emissoras até chegar à TV GLOBO em 1977 e se consagrarem junto ao público e crítica. É claro que virariam gibi, lançado em 1976, por Edmundo Rodrigues e a Bloch Editores. Em meados de 1979, o gibi passa a ser produzido pelo Estúdio Ely Barbosa e torna-se um grande sucesso, sendo lembrado até hoje.



A tradição circense está morrendo. Tudo hoje é muito mais sofisticado e tecnológico. O espetáculo que se fazia sob lonas e encantava adultos e crianças, não é mais o mesmo, embora ainda existam boas e grande companhias circenses. Na TV, eles ainda resistem, com moderado sucesso, vide a dupla Patatí Patatá.
As histórias em quadrinhos perpetuam a tradição e o mundo do circo. Apesar de serem difíceis de se achar, procurando com paciência nos sebos e sites de gibis antigos, ainda se encontra exemplares de clássicos como ARRELIA E PIMENTINHA, FUZARCA E TORRESMO, OSCARITO E GRANDE OTELO, que iniciaram a prática de se adaptar sucessos da TV para as hqs.
Sob o comando de Jayme Cortez, grandes desenhistas emprestaram seu talento para esses gibis e muitos inclusive, começaram sua carreira ali.  Um deles ainda está na ativa, e nos conta na segunda parte dessa matéria, como era produzir esses clássicos das hqs.


Na próxima semana:
PARTE 2
Entrevista com
 IZOMAR CAMARGO GUILHERME 


Bibliografia

www.infantv.com.br
www.maniadegibi.com
www.messiasdemello.com.br
www.museudomazzaropi
www.gibiraro.com.br – Kendi Sakamoto
www.sallesfanzineiro.blogspot.com.br
http://tonyfernandespegasus.blogspot.com.br/2012/01/editora-la-selva-imigrantes-italianos.html
Gonçalo Junior – A GUERRA DOS GIBIS – Cia das Letras
Bigorna.net
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Continua aberto o período de inscrições para o 7º Concurso Cultural da Turma do Gabi – Desenho.

Continua aberto o período de inscrições para o 7º Concurso Cultural da Turma do Gabi –
Desenho, promovido pelo Estúdio EMT em parceria com a Prefeitura por meio da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba. O concurso, que neste ano terá como tema “Consciência Negra”, é direcionado a crianças e adolescentes com idades entre 9 e 14 anos.

São aceitas todas as técnicas de desenho, que devem ser feitos em papel ofício e constar o nome completo do autor escrito na parte superior frontal do trabalho. Juntamente com o desenho deverá ser enviada a ficha de inscrição preenchida com os dados do autor para o seguinte endereço: Casarão Cultural Pau Preto, Rua Pedro Gonçalves, 477, Jardim Pau Preto, Indaiatuba – SP, CEP: 13.330-210. Os desenhos também podem ser entregues diretamente na secretaria do Casarão. O período de inscrições seguirá até o dia 29 de junho.

Os autores dos três melhores trabalhos serão premiados com um ‘tablet’ cada e outros três desenhistas receberão uma menção honrosa e kits com revistas da Turma do Gabi. O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.turmadogabi.com.br. A equipe do Estúdio Moacir Torres selecionará os trabalhos para exposição no Casarão Cultural Pau Preto, prevista para julho. Mais informações pelos telefones: (19) 3875-8383 ou 3834-6319. Texto: Darlene Ribeiro (Assessoria de Imprensa – PMI)
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ZINE “O SÓTÃO” PARA BAIXAR, IMPRIMIR E DISTRIBUIR

Neste primeiro número, temos a participação do Worney Almeida (WAZ) como criador e editor, Bira Dantas, Rice Araújo, Wagner Rocha, Bia Kassar, Novaes, J. Nogueira e Gazy Andraus. Participe também, mande sua arte deitada em formato retangular, na proporção: 14,5 (base) x 10,5 cm (altura). Vale cartum, charge, quadrinhos, tiras, ilustração, caricatura, texto, grafismo e grafite. O autor receberá 20 exemplares. E a edição será reproduzida no blog da AQC. O autor será identificado pelo nome completo e pelo endereço eletrônico ou endereço de blog ou página na internet.

O autor será incluído na página “Associados” da associação com um link para sua página de portfólio eletrônica.

Como foi anunciado, o Fanzine da AQC tem formato A4, frente e verso, tiragem de 300 exemplares, com periodicidade mensal. A distribuição é gratuita e qualquer um pode fazer cópias, fazer as 2 dobras e distribuir entre os amigos. Ou, se você não tiver um impresso, é só baixar os arquivos acima (com 300 dpi) e imprimir na sua casa. Faça parte desse movimento.

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MILITÂNCIA EM DEBATE: LATUFF, MARCATTI E BIRA DANTAS

O debate faz parte do IV Eneimagem, evento realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná. O evento começou na terça-feira e está tendo discussões com temas como “análise de imagens” e “patrimônio e memória”.

Mesa-Redonda “Charge, Quadrinhos e Militância”Nesta quinta-feira, 20h00, auditório da UEL.

– Carlos Latuff – chargista do Rio de Janeiro. Faz ilustrações para o movimento sindical.

http://latuffcartoons.wordpress.com

– Bira Dantas – chargista de Campinas. Faz ilustrações para o Sinergia, Petroleiros (Campinas e Norte-fluminense), FUP, Sindae e CUT.

http://chargesbira.blogspot.com

– Francisco Marcatti – Quadrinhista em São Paulo, foi chargista e ilustrador do Sindicato dos Químicos Sp e CUT.

http://marcattihq.blogspot.com.br

Mais informações em:

http://www.uel.br/eventos/eneimagem/2013/programacao.php

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Novidades sobre projeto de lei das cotas para as histórias em quadrinhos no Brasil

Bernardo Aurélio (Conselheiro do Núcleo de Quadrinhos
do Piauí) e Dep. José Stédille, atual relator do projeto de lei
sobre cotas para os quadrinhos nacionais

(por Bernando Aurélio do Núcleo de Quadrinhos do Piauí) 

Em 2009 o deputado federal Vicentinho (PT/SP) apresentou o projeto de lei (PL) nº 6060 que trata sobre cotas para as histórias em quadrinhos no Brasil. O projeto é praticamente o mesmo texto apresentado pelo então deputado federal Simplício Mário (PT/PI), em 2006, a PL nº 6581, que foi recusado pela Câmara por considerarem anticonstitucional a obrigatoriedade de cota mínima de 20% de quadrinhos originalmente brasileiros a serem impressos pelas editoras nacionais.

Acontece que o Dep. Simplício é meu pai, fui eu quem escrevi aquele projeto de lei em 2006 e, não querendo que a iniciativa do Dep. Vicentinho esbarrasse no mesmo problema, resolvi procurá-lo. Fui à Brasília nos dias 23 e 24 de abril e o procurei em seu gabinete. Infelizmente, o deputado não estava, mas falei com Paulo, seu assessor. Descobri com ele que o PL nº 6060 estava nas mãos do relator da Comissão de Cultura José Stédille, deputado federal pelo PSB/RS. Descobri também que o prazo para emendas parlamentares que alterassem o texto do projeto de lei havia acabado recentemente, dia 04/04/13. Conversando com o Dep. Stédille, expliquei como é importante que o projeto perca o caráter de cota obrigatória sem nenhuma contra-partida para as editoras e torne-se uma lei de incentivo fiscal para aquelas editoras que, espontaneamente, atinjam uma cota mínima de quadrinhos nacionais. Falei que o incentivo fiscal poderia acontecer como previsto na Lei Rouanet (até 4% de desconto do valor total do imposto de renda para pessoas jurídicas). Falei também que a revisão no PL nº 6060 poderia sugerir a criação de um edital nacional de incentivo à publicação de quadrinhos nos moldes do PROAC, do município de São Paulo que premia com R$ 40 mil projetos inéditos de quadrinhos de autores nacionais. O Dep. Stédille ficou interessado nas alterações que eu coloquei, da mesma forma que o Paulo, assessor do Vincentinho. Até onde entendi, o Dep. Stédille teria duas opções depois de considerar desfavorável o PL nº 6060 como ele se encontra hoje: 1º) pode apresentar um substitutivo na PL nº 6060 incluindo todas as alterações que eu coloquei tornando muito mais fácil sua aprovação no Câmara e no Congresso e 2º) ou ele ou o Vicentinho apresentam um novo projeto de lei nos termos colocados por mim. Espero que tudo posso acontecer rapidamente, já que minhas expectativas (e de muito outros) com relação a um projeto de lei como esse desenrola-se desde 2006.

Obrigado a todos pela atenção que recebi em Brasília e espero que nosso projeto possa acontecer e agradar a todos para que possamos, autores, editoras e leitores, torcer juntos pela sansão da canetada final da presidente Dilma. Bernardo Aurélio Conselheiro da Associação Núcleo de Quadrinhos do Piauí OBS: Segue abaixo modelo da revisão do PL 6060/2009 que apresentei tanto ao deputado Stédille quanto no gabinete do deputado Vicentinho:

REVISÃO DO PROJETO DE LEI Nº 6060/2009, DE INCENTIVO AO QUADRINHO NACIONAL. Estabelece mecanismo de incentivo para a produção de histórias em quadrinhos nacionais. O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei estabelece incentivo para a produção de histórias em quadrinhos de origem nacional no mercado editorial brasileiro.

Art. 2º As editoras que atingirem um percentual mínimo de histórias em quadrinhos de origem nacional, considerando-se o conjunto das publicações do gênero produzidas a cada ano, receberão incentivos fiscais através da redução do Imposto de Renda, de acordo com a proporção: se atingirem um mínimo de 30% de quadrinhos nacionais, poderão reduzir do Imposto de Renda valor de até 50% do total investido na produção desses quadrinhos nacionais; se atingirem 20% poderão reduzir até 25% do total investido na produção desses quadrinhos nacionais.
§ 1º O incentivo fiscal obtido através dessa lei deverá estar dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária. Para empresas, até 4% do imposto devido; para pessoas físicas, até 6% do imposto devido, de acordo com a Lei Rouanet (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991).
§2º Considera-se história em quadrinhos de origem nacional aquela produzida, escrita e desenhada por artista brasileiro, ou por estrangeiro radicado no Brasil, e que tenha sido publicada originalmente por empresa sediada no Brasil.
§3º O percentual de títulos estipulado no “caput” deste artigo será estipulado da seguinte forma: a cota mínima de quadrinhos nacionais deve ser calculada em comparação com o total de páginas de quadrinhos lançados pela editora durante um ano, não sendo consideradas na conta páginas como capa, editorial, expediente, sessão de cartas e outras.
§4ºA distribuição das páginas nacionais em quais e quantas revistas fica de acordo com a conveniência da editora.

Art. 3º As editoras que quiserem se fazer valer dos incentivos fiscais previstos em lei deverão, além de atingir o percentual mínimo de obras brasileiras em quadrinhos entre seus títulos do gênero, obrigar-se a lançá-los comercialmente na forma impressa.

Art. 4º Em se tratando de veículos impressos de circulação diária, semanal ou mensal, deverá ser observada a mesma relação percentual de tira nacional em comparação com as tiras estrangeiras publicadas.

Art. 5º O Poder Público, por meio dos órgãos competentes (MinC e Funart), implementará medidas de apoio e incentivo à produção de histórias em quadrinhos nacionais, através do Edital Nacional de Incentivo à Publicação de Quadrinhos Brasileiros que selecionará e financiará projetos específicos da área.
§1º O Edital Nacional de Incentivo à Publicação de Quadrinhos Brasileiros deverá ser redigido e implementado, em seus pormenores, pelos órgãos competentes e implementado, anualmente, um ano após esse lei entrar em vigor.

Art. 6º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Veja aqui os comentários referentes à este texto no blog do Núcleo de Quadrinhos do Piauí

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FANZINEIROS DO SÉCULO PASSADO – ANTICAST E A POLÊMICA TABELA DE PREÇOS DE ILUSTRAÇÃO

ASSISTA O VÍDEO:Toque do Marcio Sno: “Terceiro capítulo do documentário que eu produzi, Fanzineiros do Século Passado, será exibido na TV Aperipê de Sergipe e na internet! Confiram e ajudem a espalhar a notícia!” http://www.facebook.com/pages/Fanzineiros-do-Século-Passado/144973758870074

Exibição: 24/04 quarta-feira 20h Reapresentação: 29/04 segunda-feira 19h Para assistir on-line:

http://www.ideastek.net/aperipetv/

Chamada:

http://vimeo.com/64633943

DISCUSSÃO IMPORTANTE NO MEIO DOS ILUSTRADORES: A TABELA DE PREÇOSResolvendo a polêmica da tabela.

http://www.brainstorm9.com.br/36541/anticast/anticast-urgente-3-resolvendo-a-polemica-da-tabela/

“Olá, antidesigners e brainstormers. Neste Urgente #3, Ivan Mizanzuk recebe os convidados Thais Linhares (ilustradora), Ceu D’Ellia (animador), André Beltrão (designer e autor do livro “Quanto Custa meu Design?”), Elenay Oliveira (Revista Leaf) e Bernardo Silva (também da Revista Leaf) para se aprofundarem na questão da tabela de preços da Design & Chimarrão e tentarem dar um ponto na discussão toda. (OBS.: Como diz o nome, o fator de urgência é grande, portanto a edição é bem mais crua. Pedimos aos ouvintes que relevem esse fator.)”

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“O SÓTÃO”: NOVA PUBLICAÇÃO DA AQC

“O Sótão” é uma nova proposta de apresentação da arte dos associados da AQC-ESP. Enquanto esperamos as definições com a editora que vai lançar o livro “100 vezes AQC”, vamos criar um pequeno fanzine de 08 lados (numa simples folha de sulfite dobrada). Terá a periodicidade mensal, com 300 exemplares, distribuído gratuitamente em eventos, gibiterias, pelo correio e, quem sabe, encartado em publicações da associação e de quem se interessar.

A motivação é a síntese, o tema é livre, a arte será em preto e branco. O autor deve mandar sua arte deitada em formato retangular, na proporção: 14,5 (base) x 10,5 cm (altura). Vale cartum, charge, quadrinhos, tiras, ilustração, caricatura, texto, grafismo e grafite. O autor receberá 20 exemplares. E a edição será reproduzida no blog da AQC. O autor será identificado pelo nome completo e pelo endereço eletrônico ou endereço de blog ou página na internet.

O autor será incluído na página “Associados” da associação com um link para sua página de portfólio eletrônica.

A ideia é divulgar a AQC-ESP, a arte de cada autor e criar uma pequena, mas eficiente publicação de experimentalismo e de desafio dos artistas interessados.

Envie seu trabalho para: produtoraculturalwaz@yahoo.com.br

O Sótão está aberto, é só entrar!”

Worney Almeida de Souza

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AQC LAMENTA E PROTESTA: O ESTADÃO PERDEU O “ÃO” (*)

CARTA ABERTA AO ESTADÃO: Lamentamos que o jornal “O Estado de S.Paulo” tenha demitido dois dos maiores caricaturistas da atualidade: Baptistão e Carlinhos Müller. Premiados nacional e internacionalmente, ambos arrastavam uma legião de profissionais, estudantes ou apreciadores da arte da Caricatura ao hábito diario de comprar e folhear o jornal.

Protestamos, pois este mesmo jornal sempre criticou a superficialidade de seu principal concorrente: a Folha de S. Paulo. Criticava a falta de senso crítico esperado por um orgão de imprensa. Senso crítico este, muitas vezes, melhor desempenhado pelos profissionais da charge e da caricatura do que por muitos editoriais (é antiga a frase: 1 imagem vale mais do que mil palavras). Apesar disso, a Folha mantém um grande número de ilustradores, chargistas, caricaturistas e tiristas (mesmo em esquema de free-lancer), já o Estadão… Esta mesma sanha demissionista fez duas vítimas na década de 90. O espaço de charge editorial antigamente ocupado pela história Hilde Weber, depois ocupado por Claudius Ceccon e Maringoni, também foi extinto pelos donos do jornal.

Protestamos porque isso acontece numa época como esta, em que vemos um maior número de publicações em Quadrinhos (de grandes e pequenas editoras); em que vemos as livrarias criarem grandes espaços dedicados a Nona Arte, incluindo livros de Charges, Animação, Cartuns e Caricatura (como o excelente História da Caricatura Brasileira de Luciano Magno – indicado ao Troféu HQmix); em que vemos eventos como Cartucho (Santa Maria-RS), FestComix, GibiCon Curitiba, ComiCon Rio, POA, Manaus, Amazônia; Gestalt dos Quadrinhos (de Marko Ajdaric); Gibitecas pululam pelo país resgatando uma história de ousadia e bravura de pioneiros como Araujo Porto-Alegre, Angelo Agostini e centenas de outros artistas gráficos.

O cartunista Érico San Juan escreveu: “ADEUS, ESTADÃO Ao contrário da maioria dos meus colegas cartunistas, especialmente os paulistanos, nunca tive o sonho, a meta, o desejo, de trabalhar para a Folha de S. Paulo. Minha maior identificação sempre foi com o Estadão. Adquiri o hábito de ler o jornal O Estado de S. Paulo no meu primeiro emprego: na redação do Jornal de Piracicaba, nos anos 90. Depois, continuei leitor e assinante. O “meu” Estadão tinha Paulo Francis, Ruy Castro, Daniel Piza. Meus perfis de artistas e crônicas, que a atividade de ilustrador e cartunista sempre deixou em segundo plano, sempre tiveram como inspirações a produção desses jornalistas. Todos cultos, coloquiais, elegantes, bem-humorados. Na ilustração e na caricatura, colecionei, a partir dos anos 90, as caricaturas gigantescas que saíam no Caderno 2. A maioria era da lavra de Eduardo Baptistão. Com o tempo, e um maior entrosamento com os colegas cartunistas, cruzei com o Bap numa das pizzadas anuais promovidas pelo Custódio Rosa. O gosto em comum pela MPB estreitou nosso contato. Baptistão homenageou os ídolos do cancioneiro nacional com uma exposição de caricaturas dedicada a eles. Exposição que tive o prazer de acompanhar ao vivo, em São Paulo, com o Spacca e o Paulo Ramos. Também fui espectador de outras atividades tendo o caricaturista como foco das atenções. Uma delas, no Salão De Humor Piracicaba, em 2012. O anúncio da saída do Bap do Estadão, feito pelo artista em seu Facebook, surpreende pela homenagem ao jornal. Uma lição de humildade, de esperança, de devoção aos colegas e ao ex-empregador. Paulo Francis e Daniel Piza se foram deste mundo. Ruy Castro mudou-se para a Folha de S.Paulo, onde não mais publica mais aqueles artigos quilomètricos sobre a cultura do século 20. E o Baptistão deixa as páginas d’O Estado de S.Paulo. Eu também: a partir de hoje, deixo de ser leitor do jornal.”

Osvaldo Pavanelli: “Quando a situação aperta, os melhores são os primeiros a serem demitidos pelos idiotas da objetividade. Ruim para quem sai, pior para quem fica.”

Cyntia Carneiro: “O Estado ficou pequeno… tá na hora de conquistar o Mundo!”.

Gilberto Maringoni: “fiquei chocado com a notícia. Esses “dirigentes” da grande mídia são uma praga. Soltam nas ruas produtos de qualidade cada vez pior – parciais, interessados e afeitos a lobbies de todo tipo – e estão destruindo a atividade jornalística. Há pouquíssimas exceções. Dispensar um talento estelar como o seu diz muito do que é o Estadão atualmente: um jornal que caminha aceleradamente para o nada. Minha solidariedade total a você, um gênio da caricatura de todos os tempos!”

Resta lamentar profundamente. E acompanhar seus trabalhos na web:

http://baptistao.zip.net http://carlinhosmuller.blogspot.com.br (*) Escrito no Facebook.

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PARTICIPE DA QUADRECA

” A Quadreca, revista de quadrinhos da Escola de Comunicação e Artes da USP, existe desde 1977 e foi criada pelos alunos do curso de Editoração. O projeto teve altos e baixos e foi cancelado e ressuscitado um milhão de vezes. Já publicamos Laerte, em 78; Bira Dantas (1984 e 2006); uma das capas foi feita pelos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon e a primeira HQ do Daniel Esteves foi numa publicação nossa.

Desde 2010 alguns alunos do curso de Editoração têm trabalhado para o retorno da revista. Temos o apoio de uma editora universitária para bancar a impressão, mas continuamos como um projeto independente da USP.

Estamos totalmente reestruturados e pretendemos divulgar a Quadreca para Deus e o mundo (incluindo a ACQ) através do e-flyer que está em destaque em nossa fanpage no Facebook. É um projeto muito bacana, mas pouco conhecido, apesar de ter 40 anos.

Estamos abertos para receber material para a próxima publicação e queremos de tudo um pouco, resenhas, trabalhos acadêmicos, roteiros, ilustrações, tiras, Hq’s, mangás, tudo mesmo. Queremos movimentar de verdade os quadrinhos brasileiros e demais trabalhos relacionados ao assunto.

Abaixo seguem as nossas páginas e site:

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Barbara Gândara

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INDIQUEM O LIVRO HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA AO HQMIX

O ano de 2012 sacudiu o mercado de Quadrinhos e Cartum no Brasil com inúmeros lançamentos de primeira linha. O excelente livro de Luciano Magno (pseudônimo de Lucio Muruci) “HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA” foi um desses que sacudiu com força. Seja pela excelente pesquisa de texto e imagem, seja pelo formato ou número de páginas. É um livro grandioso e merece ser pré-indicado ao prêmio que completa 25 anos e tem uma importância monstruosa para o Quadrinho nacional. A questão é que a Comissão do Troféu HQmix define (como em todo ano) os 7 principais de cada quesito e deixou o livro de Lucio de fora. Mas aceita sugestões no Blog, e os 7 indicados podem mudar de acordo com a justeza dos comentários deixados lá (desde que com argumentos fundamentados e sem agressão escrita). É justíssimo que este livro esteja entre esses 7 indicados.

http://trofeu-hqmix.blogspot.com.br Luciano Magno enviou carta aberta a Comissão HQmix, reclamando de seu livro não ter sido pré-indicado, recebeu muito apoio de vários leitores e profissionais da área, como Fabricio Mano Head (caricaturista de Garopaba, SC): “A obra História da caricatura brasileira” de Luciano Magno, não foi pré indicada? O autor fez um trabalho fantástico, um verdadeiro tesouro para a caricatura nacional. Deveria ganhar um prêmio especial por tal legado, além de concorrer em algumas categorias.”

Este livro não constou dos pré-indicados da lista provisória elaborada pela Comissão do Troféu. A lista final ampla que trazia as centenas de lançamentos NÃO será feita este ano. Como esclarece a Comissão: “Realmente este ano acabamos não colocando o listão para consulta geral. De qualquer forma, essa conversa no blog serve para suprir também essa falta, toda sugestão que aparecer aqui, caso seja uma publicação que não estava na lista consultada pela comissão, será levada em consideração e poderá aparecer na cédula oficial. Mesmo que não apareça, estando dentro dos critérios poderá ser votada.” O que não impede que os jurados votem como acharem que devem. Ainda sobre o caso, esclarece o Jal: “SOBRE O LIVRO HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA – PRIMEIRO VOLUME Essa fase de discussão aberta a todos, inlcusive aos que não votam no HQMIX é para colocar mesmo a cara à bater. Justamente para evitar esquecimentos no levantamento de mais de 600 lançamentos no ano. E pode haver sim um equívoco justamente quando os lançamentos são em dezembro. Os jurados, humildemente, enfrentam às vezes uma virulência expontânea pelo calor da disputa. Algo que nos mostra o quanto o troféu é desejado e necessário. Só prova que estamos certos em expor nossas falhas para serem revistas nessa fase das indicações. O futuro é haver inscrição para todas as categorias. Mas a evolução do HQMIX passa por todo esse processo.”

CARTA ABERTA AOS CARICATURISTAS E QUADRINHISTAS NACIONAISE a Nobu Chinen Da Comissão Organizadora do 25º Troféu HQMIX Prezados Admiradores da obra História da Caricatura Brasileira, Vi que já saiu os pré-indicados para o 25º Troféu HQMIX, referente aos lançamentos do ano de 2012. Como vocês sabem, o livro História da Caricatura Brasileira foi lançado no final de 2012, em dezembro, no Rio e em São Paulo, com um debate até no Instituto Cervantes SP, mas já em novembro estava sendo anunciado seu lançamento. O livro teve divulgação nacional, nos principais jornais do país, com matérias de página inteira, as vezes 2 a 3 páginas, de norte a sul do país, desde o Zero Hora do RS, ao Diário de Pernambuco e o Liberal, de O Pará, além da imprensa do sudeste. E em revistas também, Isto É, Veja Rio, Carta Capital, com 2 a 3 páginas, já publicadas. E repercute até hoje, tanto é, que a revista “Brasileiros” publicará matéria na edição de abril, em breve. A obra, em 528 páginas, 90 capítulos e formato em edição de luxo, trouxe revelações inéditas, como trazer todo um itinerário das primeiras caricaturas brasileiras, antecipando a data da caricatura nacional em 15 anos, de 1837 a 1822, ao mesmo tempo reconhecendo o mérito do patrono da caricatura brasileira Manoel de Araújo Porto-Alegre. O livro teve e está tendo circulação nacional, disponível através de site e nas principais livrarias do país, sendo um feito independente e um esforço do autor em disponibilizar a obra, pois ele mesmo vem fazendo a distribuição. Álias, a obra é mesmo um esforço independente, de um historiador que pesquisa a caricatura nacional há 25 anos e que vem trabalhando mais de uma década, das 9 horas da manhã e indo dormir às 2 horas da manhã seguinte, sem férias, durante vários anos, cotidianamente, para realizar essa que será a maior obra sobre a caricatura brasileira de todos os tempos, em vários volumes, feito que somente Herman Lima, no Brasil, e Osvaldo Macedo de Sousa, em Portugal, fizeram no mundo. Além disso, logo de saída, em apenas 11 dias depois do seu lançamento, a obra foi escolhida como “um dos melhores livros do ano de 2012” pela crítica especializada e imparcial de um dos mais importantes jornais brasileiros, O Globo. Mas pasmem foi a minha surpresa hoje, o livro e a obra da História da Caricatura Brasileira sequer foi pré-indicada na categoria “Livro Téorico” entre os indicados ao Troféu HQMix. De minha parte, por falta de visibilidade parece que não foi, porque até na Festa do Prêmio Angelo Agostini, ocorrida no Memorial da América Latina em SP, no dia 02 de fevereiro passado, o livro foi mostrado na platéia para todos os caricaturistas e quadrinhistas presentes, e eram muitos. De minha parte, por falta de comunicação da existência da obra e do Projeto Editorial também não foi, porque ela foi divulgada e comentada em todos os jornais da grande imprensa escrita, de norte a sul do país, e em blog, na televisão, em rádio, no facebook – havendo até um debate sobre sua importância entre os cartunistas –, em sites, como os famosos Brazilcartoon e da AQC-SP, este último que a classificou como “Impressionante”, e que divulgaram seu lançamento e palestra no Rio e SP, em novembro e dezembro de 2012.

Sei que os organizadores do Troféu HQMix são todos patriotas e profundos defensores do quadrinho e do humor gráfico nacional, mas para que aquilo que o Ota falou há anos atrás não se torne uma verdade absoluta, que o Troféu HQMix é uma “ação entre amigos”, e para evitar futuras críticas que “parece até que alguns dos jurados não moram no Brasil”, segue aqui o meu registro, evitando uma injustiça com a obra “História da Caricatura Brasileira”. Porque afinal não é apenas demonstrar desconhecimento sobre a obra do autor, mas ignorar praticamente a história dos artistas fundadores e que consolidaram a caricatura e o quadrinho no Brasil e que estão registrados de forma digna na obra: Manoel de Araújo Porto Alegre, Rafael Mendes de Carvalho, Frederico Guilherme Briggs, Sebastien Auguste Sisson, Henrique Fleiuss, Angelo Agostini, Pinheiro Guimarães, Flumen Junius, Joseph Mill, Cândido de Faria, Antônio Vale, Pedro Américo, Aurélio de Figueiredo, Luigi Borgomainerio, Rafael Bordalo Pinheiro, José Neves, Pereira Neto, entre tantos outros. Além da categoria “Livro Teórico”, em que concorrem os livros publicados em 2012 sobre a história de importantes artistas, fanzines, associações e publicações históricas brasileiras no ramo do quadrinho e da caricatura de nosso país, categoria que muito se enquadra o livro em questão, por justamente a obra HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA registrar e fazer um apanhado dos nossos mais importantes artistas e publicações dessa arte no Brasil, cabe a indagação se a obra ainda poderia disputar na categoria Projeto Editorial, porque trata-se realmente do mais ambicioso projeto editorial sobre a caricatura no Brasil, no presente momento, sendo esse volume lançado em 2012 o primeiro volume da obra. Sei que a não indicação da obra a qualquer categoria (que ainda pode ser revista nessas duas semanas em que haverá debates), não reflete o pensamento de todos na Comissão Organizadora do Troféu, pois a obra foi felicitada por um dos seus integrantes, o historiador e pesquisador Nobu Chinen, que prestigiou o seu lançamento e reiterou em comunicado ao autor, que o livro História da Caricatura Brasileira é: “Perfeito nas informações, impecável na qualidade e fantástico na produção. Tenho certeza de que está destinado a ser a mais importante referência nacional sobre o assunto”.

Acrescentando ainda: “Eu admirava o trabalho do Herman Lima pela abrangência e densidade dos textos, ainda mais numa época em que, certamente, a obtenção de informações era bem mais complicada, mas o seu livro é muito superior. Se você conseguir publicar os demais volumes, e torço muito para que isso aconteça, será sem dúvida, a mais significativa contribuição para o estudo do humor gráfico que já se fez neste país.” Dito isso, fica o meu registro e apelo aos cartunistas, caricaturistas e quadrinhistas nacionais que reflitam, Protestem, divulguem e registrem na Seção Comentários do blog http://trofeu-hqmix.blogspot.com.br/, sua indignação sobre o que está acontecendo, a lacuna da ausência da obra entre os pré-indicados, ressaltando a importância de indicar o livro também no Cadastramento para concorrer nas categorias citadas. De minha parte, como autor da obra, por uma questão ética, não postarei esse meu texto na seção “Comentários” do Blog do HQMix, tampouco qualquer ressalva. A importância da obra da HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA ultrapassa a questão pessoal, e caberá aos cartunistas e caricaturistas brasileiros e admiradores da obra, no Brasil, defendê-la. Fica o meu apelo. Muito Obrigado.” Luciano Magno (pseudônimo de Lucio Muruci) Autor da obra HISTÓRIA DA CARICATURA BRASILEIRA

___________________________________________________________ SAIBA MAIS SOBRE O LIVRO: O monumental livro História da Caricatura Brasileira, com 528 páginas, foi lançado no final de 17 de dezembro de 2012, e 18 de dezembro em São Paulo, e em pouco tempo obteve sucesso de crítica e de público no Brasil. Foi escolhido como “um dos melhores livros do ano de 2012” pela crítica especializada e imparcial de um dos mais importantes jornais brasileiros (O Globo), isso em 28 de dezembro, apenas 11 dias depois do seu lançamento. Feito memorável, trata-se do primeiro volume de uma série de sete volumes, o que constituirá uma das maiores obras já realizadas na história da caricatura mundial, no que tange a um único país. O autor do trabalho é Luciano Magno, pseudônimo do pesquisador Lucio Muruci. Nascido no Rio, o historiador, pesquisador, caricaturista, editor e sociólogo dedicou 25 de seus 40 anos ao tema. De seu esforço, sai um trabalho monumental, bilíngüe: português e inglês – a primeira obra sobre a caricatura brasileira traduzida para o inglês na íntegra, visando divulgação internacional. O primeiro volume da obra apresenta 90 capítulos e mais de 700 imagens em um livro de arte, belíssimo, de 24 por 32 centímetros, com 3,5 quilos. “Um livro de peso”, como está sendo chamado. Mas basta uma olhada mais atenta para se perceber o subtítulo: “Os Precursores e a Consolidação da Caricatura no Brasil”, volume que examina a trajetória e a produção dos protagonistas da saga dessa maravilhosa arte na sua origem e no seu século de formação, o século XIX. A História da Caricatura Brasileira refunda a caricatura no Brasil, estabelecendo novo marco inaugural e fundador dessa arte no país, reconhecendo a charge publicada no periódico pernambucano O Maribondo como a primeira caricatura brasileira, refun­dando a data da caricatura no Brasil para 25 de julho de 1822. Ao mesmo tempo, destaca a fundamental importância, também precursora, da mag­nífica série de estampas caricaturais de Manoel de Araújo Porto-Alegre, um marco dessa arte em nosso país. O projeto História da Caricatura Brasileira, resgata mais de 300 célebres caricaturistas brasileiros, em vários volumes, constituindo a maior obra sobre a caricatura no Brasil, em grande formato e edição de luxo, sobre os nossos artistas desde o século XIX até o final do século XX.

REPERCUSSÃO: O Jornal O GLOBO, em 17/12/2012, assim escreveu: “São 528 páginas, 90 capítulos e mais de 700 imagens em um livro de arte de 24 por 32 centímetros, com 3,5 quilos. Afinal, como diz o título, trata-se da “História da caricatura brasileira”. Mas basta uma olhada mais atenta para se perceber o subtítulo: “Os precursores e a consolidação da caricatura no Brasil”. Isso mesmo. Apesar do gigantismo, este é apenas o primeiro volume de uma coleção que vai se estender por mais cinco ou seis tomos.” De seu esforço, sai um trabalho monumental, bilíngue (português e inglês), que traz revelações e corrige injustiças sobre uma arte que, diz ele, sempre teve papel de relevo”. O Jornal Estado de São Paulo, também em 17/12/2012, escreveu: “A ilustração mostra um homem corcunda acossado por um enxame de marimbondos. Publicado em 25 de julho de 1822, em uma gazeta pernambucana chamada “O Maribondo”, o desenho revela a animosidade entre brasileiros (representados pelos insetos) e portugueses (o pobre cidadão), às vésperas da proclamação da independência. É justamente essa irônica crítica que marcou o surgimento da caricatura no Brasil. A informação, inédita, é um dos principais trunfos de uma obra de fôlego que será oficialmente lançada nesta terça-feira, no Instituto Cervantes: “História da Caricatura Brasileira”, de Luciano Magno. Trata-se do primeiro livro de uma coleção que terá seis (talvez sete) volumes, empreendimento raro até mesmo em países com tradição nesse tipo de pesquisa. E sua importância histórica não se resume a apontar a evolução do traço caricatural no País, mas, principalmente, a revelar uma forma crítica de se contar a História. “Busco mostrar como o jornalismo registrou importantes passagens como a campanha abolicionista, liderada pelo artista Angelo Agostini; a questão religiosa, que envolveu a participação de grandes caricaturistas nacionais durante mais de 20 anos; e a causa republicana, que tinha adeptos em inúmeros artistas”, conta Magno. Faz 15 anos que ele iniciou sua pesquisa, respaldado pela experiência – há mais de 25 anos que Magno se debruça sobre a trajetória da caricatura nacional, buscando romper fronteiras. Como identificar o desenho publicado em “O Maribondo” como a primeira manifestação dessa arte no Brasil – até então, a honra cabia a Manoel de Araújo Porto-Alegre, com um trabalho publicado em 14 de dezembro de 1837. “Mesmo assim, ele pode ser considerado o primeiro caricaturista nacional e patrono dessa arte no Brasil”, observa Magno. O Portal UOL, online, de Notícias classificou: “História da Caricatura Brasileira”, para começar, redefine o marco inicial do desenho de humor no Brasil, uma vez que o autor levantou uma charge anônima, publicada em 1822, no jornal “O Maribondo” (veja álbum), anterior ao trabalho de Manuel Araújo Porto-Alegre, de 1837, considerado até então o pioneiro. No entanto, não retira o mérito de Porto-Alegre, autor, organizador e animador das artes plásticas no país no século 19, que foi, efetivamente, o primeiro profissional do gênero.” O Jornal Diário do Nordeste, em 23/12/2012, destacou: “O projeto impressiona. “História da Caricatura Brasileira – Os precursores e a consolidação da caricatura no Brasil” é um livro grande, de 23 por 21 cm, com mais de 500 páginas (mais da metade colorida), impresso em papel de qualidade. É só o primeiro dos sete volumes que seu autor, Luciano Magno, pretende publicar sobre essa expressão artística no País”. O Jornal Folha de São Paulo, em 17/12/2012, sublinhou: “O marco inicial dado pelo “O Maribondo” há 190 anos é uma das revisões estabelecidas pelo livro “História da Caricatura Brasileira”, cujo primeiro volume Magno lança agora. Pesquisas anteriores se dividiam entre duas datas para o nascimento do gênero entre nós: 1831 e 1837. Magno, 40, dedicou mais da metade de sua vida às caricaturas. Tanta devoção toma forma em seu livro, o mais ambicioso projeto no Brasil já dedicado ao gênero. O livro traz cerca de 700 imagens, mapeando o que de mais significativo se produziu na caricatura brasileira no século 19. “A caricatura”, escreve ele, “é o mais completo, minucioso e indelével inventário do caráter de uma sociedade”. Até por isso, seu nascimento quase simultâneo ao do Brasil como nação independente é mais do que uma coincidência feliz”. Revista VEJA Rio, em 16/01/2013: “Sucesso de vendas — para seu padrão editorial — e de crítica, História da Caricatura Brasileira, com 528 páginas, escrito por Luciano Magno, foi lançado no dia 17 de dezembro e em três semanas praticamente se esgotou nas grandes livrarias da cidade. Na terça (8), tanto a Travessa carioca como a Cultura paulista telefonaram para a editora (Gala) pedindo nova remessa de exemplares. Muito se falou do trabalho, mas poucos destacaram a forte presença do Rio nas histórias, especialmente no Império: a então capital do país reunia no século XIX caricaturistas como Bordalo Pinheiro e Angelo Agostini e publicações especializadas, a exemplo de O Besouro e da Revista Illustrada. No dia 21 o livro será relançado, agora na Associação Brasileira de Imprensa, no Centro, com palestra do autor”.

O Jornal Estado de Minas, escreveu, em 02/02/2013: “Primeiro dos sete volumes da monumental História da Caricatura Brasileira, de Luciano Magno, recupera os pioneiros do humor nacional e revela a obra de mais de 300 chargistas e desenhistas”.

LINKS NA WEB:

O lançamento da História da Caricatura Brasileira, em 2012, recebeu cobertura nacional, entre outros jornais:

O Globo http://oglobo.globo.com/cultura/paginas-da-historia-da-caricatura-no-brasil-7067366

O ESTADO DE MINAS http://beneviani.blogspot.com.br/2013/02/torniquete-e-ferroadashistoria-da.html

VEJA Rio http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/historias-cariocas-730772.shtml

Estadão ( Estado de São Paulo) http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,colecao-resgata-a-historia-da-caricatura-no-brasil,974715,0.htm

Folha de S.Paulo http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/84216-livro-reve-inicio-e-consolidacao-da-caricatura-no-brasil.shtml

Istoé http://www.istoe.com.br/reportagens/261325_A+HISTORIA+PELAS+CHARGES

Jornal de Brasília http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20121217-jornal/pdf/31.pdf

ZERO HORA – Rio Grande do Sul http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2013/01/serie-de-seis-livros-resgata-a-historia-do-humor-grafico-brasileiro-4023212.html

UOL http://educacao.uol.com.br/album/2013/01/17/caricatura-um-passeio-bem-humorado-pela-historia-do-brasil.htm#fotoNav=10

Observatório da Imprensa http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed725_a_saga_da_caricatura

O GLOBO – OS MELHORES LIVROS DE 2012 http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/12/28/os-melhores-livros-de-2012-480231.asp