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Troféu Angelo Agostini

O DEBATE (AINDA NECESSARIO) SOBRE A LEI DO QUADRINHO NACIONAL


A experiencia foi MUITO interessante, apesar do tempo curto para realizar o debate. Recebemos criticas, mas foram inumeros os comentarios positivos… Ponto para a AQC que não perdeu a oportunidade de manter aceso esse debate. Ponto contra: o fato de não conseguirmos realizar uma assembleia ou ainda criar um forum amplo onde o debate poderia ter sido construido assim que a Lei foi colocada na ordem do dia.

BREVE RETROSPECTIVA
No Blog Barbas do Ilustrador do Spacca, Marcatti fez criticas contundentes ao processo e tive que concordar com ele em dois pontos:
– Não, nossas opiniões não importam de fato.
– Sim, deveriamos ter criado espaços para discussão mais profunda sobre a Lei.
Em 29/05/11, Marcio Baraldi suspende as atividades do Site Bigorna (especializado em Quadrinhos, Cartuns e Cultura Pop) e sacode o meio dos quadrinhistas com artigo que bate duro, entre outras coisas, na falta de um mercado de HQ no Brasil.
http://www.bigorna.net/index.php?secao=artigos&id=1306717371
Em 20/07, postamos noticia com a Lei dos 20%
http://aqcsp.blogspot.com/2011/07/porjeto-de-lei-n-6060-2009-para.html
Em 26/07, postamos mais detalhes, opiniões e pedimos participação de quadrinhistas e leitores:
http://aqcsp.blogspot.com/2011/07/o-que-falam-da-lei-dos-20-de-quadrinho.html
Em 09/08, o Blog da AQC começou a postar posições (como a do Edgar Guimarães) sobre a Lei:
http://aqcsp.blogspot.com/2011/08/analise-do-projeto-de-lei-do-deputado.html
Nesse meio tempo, Rafael Grampa twitou a noticia da Lei com link de uma noticia de 2009.
Em 03/11, artigo de Paulo Ramos fala no assunto:
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-11-01_2011-11-30.html#2011_11-03_21_31_59-135059040-28
“Uma discussão recorrente ganhou corpo nesta quinta-feira na rede social Twitter. O pontapé para o debate foi dado pelo desenhista Rafael Grampá e rapidamente se espalhou.
Grampá reproduzia um link para reportagem do “Diário do Vale” de 2 de dezembro de 2009. O texto trazia como título “Cida aprova reserva de mercado para quadrinhos”.
Contexto: a pessoa em questão é a ex-deputada federal Cida Diogo (PT-RJ), então relatora da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.
A matéria fazia referência a parecer favorável dela, emitido em 18 de novembro daquele ano, sobre a criação de uma cota mínima de 20% para quadrinhos nacionais.
Pelo texto, a implementação seria gradativa. Cinco por cento no primeiro ano, 10% no segundo, 15% no terceiro até chegar aos almejados 20% mínimos no quarto ano.
Não há informação sobre o trâmite seguinte do projeto de lei 6.060-A, de autoria do deputado reeleito Vicentinho (PT-SP). Sabe-se que neste ano se iniciou nova gestão eleita.
De qualquer forma, é pertinente o debate, qualquer que seja o resultado. Sintetizando em uma perguta: é mesmo necessária a criação de uma reserva de mercado nacional às HQs?
O debate no Twitter envolveu autores, leitores e criadores. A maior parte se posicionou de forma contrário à cota. Também compartilho desse opinião.”
Em 12/12, Paulo Ramos nos reposiciona sobre a Lei:
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-12-01_2011-12-31.html#2011_12-12_11_47_47-135059040-25

Em 16/12, Jota Silvestre organiza o debate pedindo opiniões pro’, contra, ou em termos:
http://revistaogrito.com/papodequadrinho/2011/12/16/a-nova-lei-dos-quadrinhos-na-opiniao-dos-profissionais/
Marcio Baraldi e’ um dos grandes incentivadores e propagandistas deste forum na Web.
O tempo todo, noticiamos e pedimos a opinião dos quadrinhistas e leitores pelo Blog da AQC e pelas listas de discussão na web e redes sociais.
Janeiro/2012: Jal continua com o debate atraves do setor ACB do site “Meu Heroi”:
http://www.meuheroi.com.br/ACB/
Fevereiro/2012: Rio Comicon mantem o debate aberto em seu site:
http://www.riocomicon.com.br/index.php/cota-para-os-quadrinhos/
E’ pouco, concordo. Deveriamos ter convocado assembleias da AQC, ACB, SIB para discutir o assunto.
A festa de premiação e’ um bom momento para debater. Ja’ fizemos outros debates na entrega do AA e foram OK. O problema foi a falta de tempo para o Debate.
O Vicentinho ja’ havia colocado uma Lei sobre Animação
http://reformapsiquiatrica.wordpress.com/2011/03/27/projeto-de-lei-cria-mercado-para-animacao-nacional/
em discussão no Congresso em 03/11 e o Rui Costa pediu para que enviassemos nossas opinões.
Sim, os deputados vão votar isso a nossa revelia, afinal não conseguimos nem ter uma posição final sobre o assunto, apesar deles pedirem nossa participação:
fernanmoretti@gmail.com
(Jornalista e cartunista)
“Projeto de Lei 6060/2009 – Câmara dos Deputados
Pessoal, o Worney recebeu essa correspondência do gabinete do deputado Vicentinho, sobre a Lei (em PDF, no anexo) de Cota de 20% de Quadrinho Nacional para editoras.
Leiam, discutam e enviem suas opiniões para o e-mail do Worney, vamos ver o que a categoria acha do assunto…”
http://aqcsp.blogspot.com/2011/12/lei-dos-20-de-quadrinho-nacional-o.html
O fato e’ que a grande maioria não se posicionou e quando isso acontece…

VIDEO
Renato Lebeau gravou e postou o video quase completo no site Impulso HQ
http://impulsohq.com/noticias/debate-sobre-a-nova-lei-brasileira-dos-quadrinhos-como-foi/
Em breve, Kendi Sakamoto deve colocar no ar as gravações que produziu para a TV Uol. Se houvesse mais tempo, poderia ter mais perguntas da plateia, divisão em grupos depois do debate inicial, aprofundando mais as discussões. Talvez ate’ votar algumas posições, etc… Mas, talvez em outra oportunidade talvez possamos dar continuidade ao debate de um tema tão pertinente ao nosso dia-a-dia. Vejam agora o que comentaram os debatedores e alguns jornalistas presentes:

Jota Silvestre:

http://revistaogrito.com/papodequadrinho/
“Amigos, quero agradecer a todos pelo ótimo debate no sábado. Acredito que todos demos uma grande contribuição ao assunto. Espero ter mais ajudado que atrapalhado com minha mediação 🙂
Até a próxima!”
http://clubelulujo.blogspot.com/2008/10/jota-silvestre-duas-paixes-jornalismo-e.html

Marcio Baraldi:

http://www.marciobaraldi.com.br/
“Eu que agradeço a todos.
Muito obrigado e que tenhamos todos de fato um mercado melhor de HQs no Brasil.
Nós merecemos! Daqui pra frente os sites da AQC e ACB ,e os outros sites e blogs sobre HQs,precisam manter as pessoas informadas sobre a evolucao
dessa discussao e dessa lei.
Deu pra ver claramente la no debate que as pessoas estao interessadas no assunto,elas compreendem que essa lei é positiva para o mercado,
para os profissionais, e para a cultura do Brasil como um todo. Elas so precisam que alguem as mantenha cada vez mais informadas sobre o assunto.
Cabe aos sites e as duas entidades de classe manter a categoria e o publico permanentemente informados.
APROVEITO A DISCUSSAO OPORTUNA SOBRE SINDICALIZACAO E ORGANIZACAO DA CATEGORIA E CONVIDO A TODOS PARA CONHECEREM O RECEM-INUGURADO SITE DA ACB-ASSOCIACAO DOS CARTUNISTAS DO BRASIL, PRESIDIDA PELO JAL.
http://www.meuheroi.com.br/ACB
O SITE ESTA HOSPEDADO DENTRO DO SITE MEU HEROI, DO ELENILDO (DO RIO DE JANEIRO), CONHECIDO MILITANTE PELA DEFESA DA HQ NACIONAL.
O SITE FOI INAUGURADO COM A ATUAL VERSAO DA LEI DA HQ NACIONAL E ALGUMAS FOTOS DO ULTIMO ANGELO AGOSTINI.
HA ESPACO PARA PARTICIPACAO DA CATEGORIA E INTERESSADOS ATRAVES DOS COMENTARIOS.
O SITE, ASSIM COMO ACB, É FEITO PELO COLETIVO DA CATEGORIA , PORTANTO TODOS OS QUADRINHISTAS ESTAO CONVIDADOS A PARTICIPAR COM MATERIAS , SUGESTOES E COMENTARIOS PARA TORNAR O SITE SEMPRE ATUAL E DINAMICO.
AS MATERIAS E SUGESTOES DEVEM SER ENCAMINHADAS AO JAL PELO EMAIL:josealbertolovetro@yahoo.com.br
VAMOS APROVEITAR ESSE BOM MOMENTO QUE A CATEGORIA ESTA PASSANDO, COM MUITOS DIALOGOS E DEBATES, E VAMOS TODOS CONTRIBUIR PARA QUE TANTO O SITE DA ACB QUANTO DA AQC FIQUEM CADA VEZ MAIS COMPLETOS,CHEIOS DE ASSUNTOS E DISCUSSOES DE INTERESSE DA CATEGORIA.
PARTICIPEM TODOS!
GRANDE ABRACO A TODOS.
MARCIO BARALDI
PS:POR FAVOR, TODOS AQUI QUE POSSUEM BLOG OU SITE PROPRIO, COLOQUE OS LINKS DA AQC E DA ACB ENTRE SEUS PARCEIROS.”

Spacca:
http://asbarbasdoilustrador.blogspot.com/2012/02/lei-dos-20-de-quadrinho-nacional-minha.html

http://www.spacca.com.br
“Bira, foi imperdoável você não ter tocado Love Hurts na gaita…
fiquei até com vontade de imitar gaita fazendo uóu uóu, mas preferi dar destaque ao homenageado Fernando Gonsales, meu primeiro editor de quadrinhos 🙂
Sobre a Lei:
O jornalista Jota Silvestre, organizador do debate, me convidou para debater do lado dos “contra”. Junto comigo, o editor Guilherme Kroll, cuja editora (Balão) só publica nacionais, porque gosta e quer publicar nacionais. Sua posição é admirável, porque ele não defende sua própria situação: a lei não lhe causaria nenhum problema, já que ele não quer – por enquanto – publicar HQ estrangeira. Ele avalia a justiça ou injustiça da lei se colocando mentalmente na situação de outros possíveis editores, o que é uma atitude muito rara em nosso meio (o normal é a pessoa pensar em benefício próprio ou do seu grupo).
Guilherme Kroll – “Sou contra imposições governamentais, quaisquer que sejam elas, na linha editorial de um veículo de imprensa (editora). A Balão até hoje só publicou autores nacionais, mas não o fizemos por obrigação, e sim porque gostamos dos projetos. A obrigatoriedade, ao meu ver, seria ruim. (…) Obrigar um veículo de imprensa a publicar algo que não faz parte da sua linha eu acho inaceitável, sejam quadrinhos, sejam clássicos, sejam receitas de bolo. Imagine uma editora estrangeira que pretenda abrir uma filial no Brasil com o único objetivo de publicar quadrinhos do país dela, uma editora japonesa, por exemplo. Qual é a lógica dela ser obrigada a publicar 20% de material brasileiro? Ao meu ver, isso é retrógrado e impositivo. Sou a favor de todos os incentivos possíveis, mas determinar o que alguém vai publicar ou deixar de publicar é f*.” (depoimento a Jota Silvestre na revista O Grito! / Papo de Quadrinho).

Do outro lado, JAL (presidente da AQC-ESP) e Márcio Baraldi, dois notórios faladores. JAL tem bastante desenvoltura no mundo político-institucional, é cartunista e assessor de imprensa, naturalmente tem um discurso mais técnico e repleto de dados, arredondado há décadas de militância quadrinhística; Baraldi, quadrinhista-camelô-cineasta (*) extrovertido, quando dispara sua metralhadora retórica sindicalista/mano da periferia consegue ocupar com sons todos os espaços. (*cineasta – exibiu parte do seu documentário sobre o mestre de HQ Rodolfo Zalla, “Ao Mestre com Carinho”, feito com surpreendente delicadeza).Para enfrentá-los ou pelo menos conseguir uma brecha para dar o meu recado, precisei preparar com cuidado meu discurso. Se fosse uma exposição do tipo mesa redonda, eu teria falado durante uns 20 minutos. Mas o Jota preferiu um formato mais dinâmico, e creio que isto foi conseguido.
Não faltaram insinuações de que eu era “neo-liberal”, ou que devo parte da venda dos meus livros a projetos de incentivo do governo (uau, que revelação bombástica!). Sim, acho que deixei clara a diferença entre “incentivo” e “camisa de força” na minha fala (eufemisticamente chamada pelos defensores da lei como “regras”, ainda que unilateralmente expostas). Não sou nem liberal, nem neo (acho que não sou “neo” em coisa nenhuma. O liberalismo é uma utopia, jamais existiu um mercado 100% livre de interferência do governo – até porque o governo, mesmo em um sistema relativamente liberal, é um grande comprador e devedor, portanto um grande agente econômico. Devemos defender, isto sim, princípios justos em si mesmos, e uma convivência democrática entre interesses antagônicos, e zelar para que jamais um poder se torne muito mais poderoso que os demais e os oprima. Se quiserem me rotular mais adequadamente, sugiro “anti-fascista”, que não cobre tudo o que me define, mas ajuda a entender alguns dos meus posicionamentos.
Abraços a todos”

Guilherme Kroll:

http://www.balaoeditorial.com.br/
Jota, parabéns pela sua mediação, foi excelente. Quanto ao debate, acho que poderia ter sido melhor, mas por uma série de fatores, foi o que conseguimos fazer.
Sempre que precisarem, estou a disposição.
Grande abraço”
Guilherme

Jal:

“É um assunto que demanda uma discussão com mais tempo. No entanto acho que a platéia começou a se interessar mais pelo assunto e essa finalidade o debate atingiu com perfeição.
Acho que quanto mais tivermos eventos, debates, workshop e premiações, mais estaremos preparados para o mercado.
Temos muitas lutas pela frente para um dia sermos realmente ouvidos. Mas começa por aí. Tô gostando desse agito que a AQC-SP vem implementando nos últimos tempos.
Valeu.
http://www.meuheroi.com.br/ACB/index.php/noticias

No último dia 04 de fevereiro, no evento do 28º Troféu Ângelo Agostini, em são Paulo, aconteceu mais um debate sobre o projeto de Lei do Deputado Vicentinho para incentivo à publicação dos quadrinhos brasileiros.
O debate já é resultado da discussão que vem dos blogs e teve a organização do J Silvestre junto à AQC-SP. A parte mais polêmica da lei é a obrigatoriedade de publicação de 20% de quadrinho brasileiro para editoras e de 50% para jornais. Os desenhistas, em sua maioria, não vêem problemas com os jornais, mas muitos acham que obrigando a publicação de 20% de hq nacional pode não funcionar por estar interferindo na livre escolha de um editor.
No debate participaram os desenhistas Baraldi, Spacca e Jal. O editor Guilherme Krol foi o quarto participante. Baraldi e Jal se posicionaram a favor da lei e Spacca e Guilherme pelo não à lei. Houve intermediação de J silvestre e participação do púbico com vários desenhistas e editores independentes. Cada qual colocou seu ponto de vista e depois, cada um fez uma pergunta ao outro.
A TV Clic (dentro da TV UOL) gravou e deverá expor esse material em sua grade de programação. A importância maior desse debate, independente de quem é a favor ou contra a lei, é o interesse do desenhista pelo mercado de trabalho. Além da aproximação com os editores para chegarmos à uma força conjunta da união das duas pontas desse mercado que é a criação de conteúdo pelos desenhistas e a edição e distribuição pelos editores. Sem isso dificilmente se monta um mercado promissor.
Só por conta disso o projeto de lei já é vitorioso. Se realmente estivermos formando essa força conjunta, teremos voz para exigir do governo uma atenção maior para todo o setor dos quadrinhos no país. Isso nunca aconteceu antes, apesar de várias tentativas de grupos de desenhistas desde os anos 60. Para isso abrimos aqui, nesse espaço, um prolongamento dessa discussão. Leiam com atenção o projeto de lei.
Na última reunião com representantes dos editores o prazo de 3 anos para implantação dos 20% já passou para 6 anos, foi aceito que a lei se aplicasse também ao meio virtual e os 20% podem ser aplicados tanto em títulos no geral de publicações de cada editora em cada ano ou em 20% em páginas dentro de outras publicações estrangeiras.
O projeto de lei, após ser aprovado o novo texto do relator, vai direto para o Senado onde não haverá votação mas aprovação ou rejeição pelas lideranças. E, então, vai para a aprovação ou veto da presidenta Dilma. Depois vai para nova rodada de vistas pelos ministérios para a regulamentação e normas de aplicação. Nessa parte haverá ainda debates, mas a lei já será uma realidade.”

Renato Lebeau:

“Umas das atividades do 28º Prêmio Angelo Agostini foi o debate “A Nova Lei Brasileira dos Quadrinhos na Opinião dos Profissionais”, que teve a participação de Jal, (presidente da ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil), Márcio Baraldi (cartunista), Spacca (cartunista) e o editor Guilherme Kroll (Balão Editorial). A cobertura completa do 28º Angelo Agostini, você confere aqui.

http://impulsohq.com/noticias/debate-sobre-a-nova-lei-brasileira-dos-quadrinhos-como-foi/
Antes de começarmos a falar sobre o debate, primeiro vou explicar porque decidimos gravar a atividade ao invés de colocar um relato escrito como é de costume do Impulso HQ. Como eu, Renato Lebeau, já manifestei publicamente a minha opinião sobre o assunto, a forma que encontrei de fazer um relato fiel e sem correr o risco de ser tendencioso, foi justamente a do vídeo, assim o leitor poderá ter certeza que nenhuma parte do discurso de quem estava na mesa foi omitido.
O que deve ser registrado sem a menor sombra de dúvidas e sem receio de ser tendencioso é a importância de tal discussão, e o quão importante foi o debate e a forma que foi conduzido com competência pelo jornalista Jota Silvestre. Vale lembrar que Jota é o editor do blog Papo de Quadrinho, que fez um post que exibe a opinião dos profissionais sobre o assunto e como os profissionais, enquanto classe, estão divididos sobre a lei.
Graças a forma que o debate foi conduzido por Jota Silvestre a atividade teve dois pontos fortes:
Primeiro: Jota Silvestre logo de cara explicou a lei para os presentes e deixou o tempo todo algumas partes do texto que ainda não é o final. O jornalista explicou o tramite, e a todo momento estava com uma cópia integral do projeto de lei nº 6.060/2009, de autoria do deputado federal Vicentinho, que “estabelece mecanismos de incentivo para a produção, publicação e distribuição de revistas em quadrinhos nacionais”, e inclusive explicou o artigo polêmico que segundo o qual as editoras deverão publicar um percentual mínimo de 20% de produção nacional. Por que isso foi bom? Jota não deixou dúvidas para nenhum desavisado, e ao mesmo tempo deu informações novas para quem já está acompanhando esse fato.
Segundo: o tempo todo a atividade foi tratada como debate e não como mesa redonda. Jota ainda avisou de antemão aos convidados que cada um deveria fazer uma pergunta para o outro lado e assim foi feito. O fato de ser conduzido assim, fez com que em momentos os que estavam na mesa realmente quiseram expor a sua opinião e queriam ser ouvidos. Não se viu a mesmice morna do que geralmente acontece nos “debates” da maioria dos eventos de quadrinhos. Não que eu seja da opinião que o circo pegue fogo e gostaria de ter visto sopapos, mas deu pra notar que a discussão era genuína.
Por todas essas razões os dois vídeos que estão neste post devem ser vistos para quem se interessa no assunto, e por aqueles que serão afetados com a Lei, como editores e quadrinhistas.
Parabéns a Jota Silvestre por ter conduzido o debate da forma que o fez e parabéns a organização do 28º Ângelo Agostini por ter aberto espaço para a discussão.
*obs: infelizmente o cartão de memória da câmera terminou faltando aproximadamente 10 minutos do fim do debate, mas com 70 minutos de video já dá para ter uam boa ideia de como foi. Também peço desculpas pelas tremidas na câmera.”

Rio Comicon:

http://www.riocomicon.com.br/index.php/cota-para-os-quadrinhos/
“No ano passado, o deputado federal Rui Costa (PT/BA), relator do Projeto de Lei n. 6.060/2009 de autoria do deputado Vicentinho (PT/SP), participou de reuniões com representantes de entidades de desenhistas e de editores, para debater a lei que estabelece mecanismos de incentivo para a produção, publicação e distribuição de quadrinhos nacionais. É importante destacar que o projeto de lei não passará mais por votação em plenário. A redação final será encaminhada para as lideranças do Senado e seguirá, posteriormente, para a assinatura ou veto da presidenta Dilma Rousseff.
O principal ponto polêmico do projeto de lei diz respeito à cota de 20% de publicação de quadrinhos de origem nacional, que as editoras estariam obrigadas a alcançar, ao longo de quatro anos da publicação da lei. O principal argumento para justificar a cota está na percepção de que, hoje, os quadrinhos norte-americanos tomaram conta do mercado brasileiro.
O que acham os nossos leitores disso?
O nosso portal desejando contribuir para um maior esclarecimento sobre esse projeto de lei, abre o debate com dois importantes atores do mundo dos quadrinhos: Spacca, que é contrário ao projeto de lei, e JAL, que o defende.
Acompanhe a seguir os textos de ambos. JAL, atual presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), fez a reflexão abaixo a partir de outros textos e debates, como o que aconteceu no sábado passado, 4 de fevereiro, quando da entrega do Prêmio Angelo Agostini. Spacca, que também participou do debate, publicou o texto originalmente em seu blog. E participem, comentando e postando seus pontos de vista em nossos comentários. O portal também está aberto para receber artigos, desenhos, cartuns, vídeos que desejem participar da discussão.”

Pada

http://www.prismarte.com.br/pada/?p=1768

Rockway

http://www.rockway.com.br/marcio-baraldi-lanca-documentario-e-participa-de-debate-em-sp-nesse-sabado-042

PRIMAGGIO NO “QUADRINHOS PARA QUADRADOS E REDONDOS”

Entrevista do grande Primaggio Mantovi, na ClicTv.
Segue o link abaixo para voces assistirem
http://tvuol.uol.com.br/videos.htm?tag=quadrinhos+para+quadrados+e+redondos-_380402#assistir.htm?video=bastidores-das-historias-em-quadrinhos-na-ed-abril-04024E1B3370D0A12326&tagIds=380402&orderBy=mais-recentes&edFilter=all&time=all&currentPage=1
Kendi Sakamoto

http://www.gibiraro.com.br

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Geral

HQ NA FNAC CAMPINAS – QUANTACON – SEGREDOS DA QUADRANTE SUL


Dia 22 de Março
Quinta-feira
19h30
Fnac Campinas (D. Pedro Shopping)
Av. Guilherme Campos, 500
http://www.fnac.com.br

Novo Boom dos Quadrinhos no Brasil
Em comemoração aos 10 anos de Fnac em Campinas:
Um bate-papo descontraído com Bira Dantas, Caio Yo, Eduardo Ferigato e Mario Cau, mediado por Ricardo Quintana, sobre o atual momento do quadrinho brasileiro.
Serão discutidos os diferentes estilos de quadrinhos, a sua produção, as diferentes mídias (como o webcomic, o quadrinho impresso e os novos aplicativos), os mercados e as diferentes maneiras de se publicar uma HQ.
Depois do debate, sessão de autografos das revistas Picles (Bira, Carriero, Stegun); Caraminhola (Caio Yo); NÓS, Pieces, Nanquim Descartável, Burocratia e BTSGoG (Mario Cau) e Fractal (Edu Ferigato).
A FNAC Campinas tem sido palco de lançamentos e debates sobre Quadrinhos, Cartuns e Caricaturas.
– 2005 (novembro): Festa do Associado. Cartunista Bira Dantas lançou a revista Birazine e fez caricatura dos clientes associados junto com o quadrinhista Laudo, seu amigo de traço, troça e outros troços.
– 2006 (janeiro): Lançamento da Front #16. Bira, Igor Capelatto, Daniel Tomazini e Eldes falaram sobre o processo de produção on-line e edição da Front, livro de Quadrinhos da Via Lettera. Front foi a primeira experiencia de discussão e edição on-line de Quadrinhos no Brasil, idealizada pelo quadrinhista e ilustrador Kipper e editor Jotape Martins.
– 2007 (novembro): Festa do Associado FNAC. Seção de Caricaturas com Bira.
– 2008 (novembro): Performance artística de Quadrinhos ao vivo com o tema: “Monte sua História” com o Quadrinista Bira Dantas. As pessoas contavam as suas história e ele as desenhava.
– 2009 (março): Semana de Quadrinhos na Fnac. De 24 a 26 de março, Bira Dantas, cartunista/jornalista Fernando Moretti e a turma da Escola de Arte Pandora (Ricardo Quintana, Caio Yo, Mario Cau) deram oficinas e realizaram debates.
– 2010 (março): A FNAC realizou uma homenagem ao quadrinhista Bira, que falou sobre a sua trajetória profissional (do gibi Os Trapalhões a D. Quixote, passando pelas Charges Sindicais) e a exposição da Pandora dos 100 anos sem Angelo Agostini, além de mostrar algumas de suas caricaturas preferidas da história da Fnac em Campinas. O bate-papo foi seguido do lançamento de seu D. Quixote em Quadrinhos (editora Escala Educacional).
– 2010 (agosto): Estórias para Adultos Cartunizadas e Gaitadas
A Fnac apresentou o projeto de Contação de Estórias para o público adulto, voltado para os que se interessam pela arte de contar estórias. Este trabalho foi realizado com muito carinho pela Contadora de Histórias Paula Negrão, nesta 1ª edição, com crônicas de Carlos Drummond de Andrade e a presença do cartunista Bira Dantas que deu vida e som às estórias contadas.
– 2011 (novembro): Festa do Associado “Crie o seu cartum”. Bira desenhou “na hora” piadas e caricaturas dos presentes.
– 2011 (dezembro): Lançamento de O Ateneu em Quadrinhos, de Ronaldo Antonelli e Bira Dantas.

QUANTACON

Evento de HQ (21 e 22/abril) organizado por Rafael Coutinho e Quanta Escola de Arte.
“Será um fim de semana com mesas de debates, aulas-demonstração e workshops com vários dos mais importantes quadrinistas do país. Além disso, também haverá venda de material autoral dos artistas participantes e sessões de autógrafos!
Há alguns anos, a Quanta vem apostando em uma abordagem mais ampla em relação ao que acontece e já aconteceu no mercado de quadrinhos nacional, numa tentativa de abarcar os diversos aspectos e características da produção gráfica no país.
A escola se dedica à formação de novos desenhistas, roteiristas, ilustradores, pintores e amplia os horizontes de jovens que encontraram nos quadrinhos e nas artes gráficas o caminho para expressarem suas ideias e construírem suas carreiras no mercado nacional e internacional.
Este evento é mais um esforço neste sentido: reunir grandes artistas das áreas de quadrinhos, ilustração, animação, cinema e jornalismo – todos profissionais ou entusiastas desta que é uma das mais antigas formas de linguagem utilizada pelo homem: a imagem.
Vamos apresentar um cenário mais amplo deste campo: o quadrinho como pauta nas redações, influência na animação, cinema, graffiti e abrir horizontes, debater estilos, escolas, gêneros e os diferentes processos de interpretar, criar e produzir quadrinhos, além de ajudar no direcionamento da sua arte e do seu trabalho.
Venha debater, conhecer estes artistas, tirar suas dúvidas, encontrar novos caminhos e aprender com suas experiências!

TODAS ATIVIDADES DO EVENTO SÃO GRATUITAS.
ATENÇÃO! Os participantes devem inscrever-se previamente, conforme regras estabelecidas mais abaixo.
As vagas são LIMITADAS!
A Academia abre às 8h e os eventos começam às 10h e vão até às 21h.
http://www.quantaacademia.com
A QuantaCon será realizada na Quanta Academia. Como nossos espaços são reduzidos, as vagas serão limitadas e, a fim de podermos garantir a participação do maior número de pessoas, decidimos que CADA INTERESSADO PODERÁ SE INSCREVER EM APENAS DUAS ATIVIDADES.
INSCRIÇÕES ABERTAS
Obrigatorio confirmar presença pelos telefones:
(11) 3214-0553
(11) 3214-4873
Este evento é um presente de todos nós da Quanta Academia e de Rafael Coutinho a todos os que, como nós, amam Histórias em Quadrinhos! É uma homenagem aos artistas que vivem e batalham por esta arte, e também uma chance de Marcelo Campos, diretor e proprietário da Quanta Academia e Quanta Estúdio, devolver aos Quadrinhos um pouco do que esta arte lhe proporcionou.”

CIDADES EM QUADRINHOS
Os artistas dialogam sobre como se dá, em suas histórias, a construção da cidade enquanto espaço primordial da narrativa. Fábio Moon, Guazzelli e Lélis revelam suas inspirações e interpretações do espaço urbano que, muito mais que apenas cenário de pano de fundo para as histórias, torna-se, especialmente nos quadrinhos, parte indispensável da própria narrativa.
DW Ribatski apresenta uma versão pocket do seu projeto mezzo educacional que visa mostrar de perto as formas pessoais de manipular materiais e criar uma página de alguns artistas de quadrinhos autorais. Participaram da primeira edição na B_ARCO os artistas Rafa Coutinho, Lourenço Mutarelli, Diego Gerlach e ele mesmo, que agora repete a dose nesta demonstração na QUANTA.
Gabriel Bá – Rafael Grampá – Greg Tocchini
UM NOVO TIPO DE HERÓI.
Não é super-herói. Não é alternativo. Não é herói e não é vilão. Não é pulp e não é elitista. Quadrinistas falam sobre essa linguagem que mistura o clássico e o estilizado, tanto na narrativa quanto no traço. Como cada artista pode ser inovador e sucesso comercial.
Felipe Massafera – Amilcar Pinna – Ronan Cliquet
OS PRIMEIROS PASSOS NOS QUADRINHOS DE SUPER-HERÓIS.
Três desenhistas revelam os desafios, vantagens, desvantagens e dificuldades de se publicar em editoras como Marvel e DC. Os artistas falarão sobre estratégias de carreira para quem quer ingressar e se manter em um mercado tão competitivo como o mercado americano de quadrinhos de super-heróis.
Cynthia Bonacossa – Chiquinha – Pryscila Vieira
HUMOR SUJO COM MENINAS NOS QUADRINHOS.
Como três meninas dispensam os arco-íris, unicórnios, romances platônicos e partem para a produção de “quadrinhos podres”, de espírito junkie.
Rafael Albuquerque
O MELHOR DOS DOIS MUNDOS – ENTRE SUPER-HERÓIS E O AUTORAL
Como um grande nome do quadrinho de super-heróis/aventura equilibra sua carreira e abre espaço qualitativo para publicar suas próprias ideias com trabalhos autorais.
Paulinho Caruzo – Heitor Dália.
QUADRINHOS E CINEMA
Dois diretores de importantes produções nacionais falam sobre as influências comuns entre estas duas linguagens e de como se trava o diálogo entre elas.

GUSTAVO DUARTE
O artista apresenta um passo a passo, desde a ideia inicial até a obra pronta, de seu processo de criação de personagens, bem como da forma como tais personagens são concebidos de maneira a direcionar o leitor na narrativa de suas HQs e Charges.
Workshop – Sidney Gusman.
Rafael Coutinho – Edu Medeiros – Rafael Sica – Rafael Salimena
EXPERIÊNCIAS NA INTERNET
Como foi a experiência destes quatro artistas em publicar em um grande portal de internet. Qual a viabilidade comercial desta mídia. É possível a profissão “webquadrinista”?
Spacca – Rodrigo Rosa – Índio San
ADAPTAÇÃO LITERÁRIA Como transpor obras literárias clássicas e biografias de personalidades históricas para os quadrinhos. Artistas discutem os processos de pesquisa, decupagem e adaptação.
Pedro Franz detalha a produção de “Promessas de Amor a Desconhecidos Enquanto Espero o Fim do Mundo”, trabalho em que utilizou diferentes formatos e materiais. O autor também falará sobre as escolhas que envolveram o projeto e as ideias desenvolvidas ao longo do trabalho, além de apresentar artes originais.
André Diniz – Marcela Godoy – Daniel Galera
VIDA DE ROTEIRISTA
O cotidiano e os processos criativos, as neuroses e as aventuras de roteiristas que atuam em quadrinhos e outras áreas! Como eles enfrentam o mercado e as crises criativas!

D´SALETE
Mostra seu processo de construção nos quadrinhos (com apresentação de artes originais), comenta e analisa obras que o influenciam, fala sobre estrutura de página, composição de cena e, ainda, sobre a finalização de uma página.
André Dahmer.
Um dos mais importantes autores contemporâneos de quadrinhos fala a respeito de seus processos criativos e sobre academicismo.
Lourenço Mutarelli – Allan Sieber – Caeto
AUTOBIOGRÁFICOS E SEUS DESDOBRAMENTOS
Lobo (Barba Negra) – André Conti (Quadrinhos na CIA) – Douglas Quintas Reis (Devir)
COMO TRILHAR A ESTRADA DE TIJOLOS AMARELOS ATÉ OZ
Saiba a melhor maneira de estruturar e apresentar seus projetos para os editores! Os erros e acertos mais comuns e quais as melhores formas de apresentar seu talento, criatividade e histórias para grandes editoras!
Paulo Muppet e Luciana Iguti (estúdio BIRDO).
O Estúdio Birdo apresenta seu portfólio, detalha seus processos de trabalho e também mostra como funcionam as colaborações com diferentes ilustradores e diretores.
Laerte.
Um dos maiores autores do país faz uma reflexão sobre o humor produzido no Brasil.
Arnaldo Branco – Yuri Moráes
QUADRINISTAS E A TELEVISÃO
Debate sobre como dois roteiristas/quadrinistas (ou quadrinistas/roteiristas) trabalham para mídias diferentes. O que eles aprendem e como cada mídia influência a outra.
Renato Guedes.
O desenhista brasileiro cujo traço já foi visto em títulos como Superman e Wolverine produz um trabalho ao vivo enquanto discute seus processos e técnicas de trabalho.
Fábio Zimbres.
Zimbres dá um apanhado de seus trabalhos e fala sobre os processos de criação e produção de “Música para Antropomorfos”, livro no qual o artista explorou a relação entre música e quadrinhos. Este processo bastante original será detalhado por Zimbres durante o evento.
Confira no site os trabalhos que estarão à venda durante o evento. Alguns dos materiais estarão disponíveis em apenas um dos dias, por isso, fique atento às informações.
http://www.quantaacademia.com/escola/evento_quantacon.htm

FESTA DOS CARTUNISTAS

Uma festa comandada pelo quadrinista CAETO e os autores convidados do evento da QUANTA, com discotecagem da pesada e com barraquinha com produtos ligados as histórias em quadrinhos.
Uma festa de confraternização dos autores e uma boa chance para os fãs de quadrinhos ficarem perto de seus cartunistas favoritos.
Dia 21 de Abril as 23:00 horas
Local: CLUBE BERLIN
Entrada R$ 20,00
Para mais informações acesse:
http://www.clubeberlin.com.br

QUADRINHOS GAUCHOS

(Por Marcelo Tomazi: designer, artista visual, Mestre em História da Arte e professor da Universidade de Caxias do Sul).
“Tudo começa por uma ideia, dirão os mais objetivos e práticos. Pois a ideia de publicar uma revista de quadrinhos já era uma certeza, em meados da primeira década do novo século (aos que não estão entendendo do que estamos falando, leiam primeiro “História Secreta da Quadrante Sul – Parte I”). As reuniões do Grupo Quadrante Sul, frequentes a partir de 2007/2008, serviram de pretexto para que os interessados pudessem discutir e alinhavar propostas. O ponto de partida já era conhecido: a revista Quadrante Sul voltaria a ser publicada “regularmente” seguindo sua numeração original e mantendo o perfil de conteúdo que a consagrou nos ano 80 no mercado alternativo de quadrinhos e fanzines. Mas os que pensam que boas intenções já bastam e que todo o restante são flores, aviso que a jornada foi demasiado longa, complexa e repleta de dificuldades.

http://www.marcelotomazi.com/
Porém estar decidido (ou ser teimoso, depende do ponto de vista) é fundamental e essa força os editores – Alex Doeppre, Daniel HDR, Denilson Reis, Gervásio Santana e Marcelo Tomazi – tinham de sobra. O que nos levou à inevitável pergunta: como pagar por nosso “sonho”? É fato que publicar quadrinhos nos dias de hoje é infinitamente mais barato que nos anos 80, quando a Quadrante original foi lançada. Naquele tempo era preciso diagramar à mão (recortar e colar, para os que não entenderam), produzir fotolitos (alguns nem sabem mais o que é isso) e recorrer a gráficas. Hoje você monta a revista no Corel ou InDesign, exporta PDFs e leva a qualquer gráfica expressa. Do seu pendrive direto para a máquina de impressão. Ainda assim, não sai de graça. Como discutir dinheiro (sobretudo como gastá-lo) é extremamente cansativo e estressante, veio a luz ao final do túnel: Alex Doeppre, nosso co-editor (naquele momento eleito Editor-Chefe, com honras), ofereceu gentilmente parte do que acabara de ganhar como Fundo de Garantia, ao sair dos Correios, para os custos da revista. Eis que a mágica estava pronta para iniciar.
Tínhamos o projeto e agora o dinheiro. Mas logicamente o principal ainda estava faltando: o conteúdo. Mais uma vez as reuniões foram a base para convocar pessoas e distribuir tarefas. Precisávamos de HQs. Inéditas. A principal, “Caçador & Alfa”, um projeto meu dos anos 80 que trouxe das cinzas da minha gaveta de ideias, era um grande problema, pois tinha 15 páginas. Quem desenharia 15 páginas? Vamos esclarecer um ponto importante: sem remuneração. Pois o dinheiro que arrecadáramos era suficiente apenas para a impressão da revista, não para pagar colaboradores. O que decidimos, na época (e ainda hoje é uma boa solução), foi dividir a HQ em partes, capítulos, e assim cada desenhista poderia fazer “apenas” três páginas. O co-editor Daniel HDR ofereceu a farta mão-de-obra de seu estúdio, o Dinamo, para o desenho da HQ. Com o roteiro entregue, 15 páginas estavam, simultaneamente, em andamento. Três foram desenhadas por Carlos Lima, da Paraíba. Assim a principal HQ (ao menos em tamanho) pôde ser realizada. Não vamos discutir agora os problemas de se fazer uma HQ com tantos desenhistas envolvidos, isso fica para outros arquivos ou memórias. Para as demais HQs da revista: Denilson Reis conseguiu que seu colaborador frequente, ninguém menos que Júlio Shimamoto, desenhasse uma história de seu personagem, Bruce, o Exterminador; para a HQ do Eliminador – outro personagem de Denilson! –, Fabiano Höltz cuidou do roteiro e Marcel de Souza e Alex Doeppre, da arte (Fabiano e Marcel, por exemplo, era parceiros das reuniões Quadrante); por fim, O Aproveitador, personagem de Gervásio Santana, teve roteiro dele mesmo e arte de Juliano Machado e Alex Doeppre. Assim o conteúdo estava em produção acelerada…
Editar uma revista pode parecer fácil, mas não é. Todos os problemas que qualquer editora tem, a Quadrante teve: atrasos na produção das HQs, artes refeitas e/ou substituídas, decisões de última hora, etc. Mas cabe fazer um registro importante: Alex Doeppre foi incansável na produção da revista. Não só colaborou com o mais importante, os recursos, como arte-finalizou HQs, co-roteirizou (a HQ do Bruce) e, acreditem, diagramou todo o trabalho. Contamos, também, com o competente letreiramento de Diego Müller, a capa de Matias Streb, uma ilustração de Jader Corrêa e a contracapa de Laudo Ferreira Júnior e Omar Viñole.
Assim, ao longo de 2009, a Quadrante Sul nº 4 estava sendo concluída. Em novembro houve o primeiro lançamento, seguido de outros, também no ano de 2010. Um longo e, em parte, tumultuado caminho. Mas que ilustra as dificuldades que qualquer editor ou editora poderá enfrentar: recursos, colaboradores, prazos, etc. Foi uma vitória para todos, especialmente para os editores, que empenharam seu tempo e recursos para que o sonho pudesse se tornar realidade.
Lançada a Quadrante Sul #4, foram feitos os primeiros balanços e, claro, projeções. A revista deveria continuar? Todos concordaram, porém, como é comum em quase todo tipo de atividade coletiva, alguns colaboradores não puderam continuar: Gervásio Santana decidiu dedicar seu tempo e recursos ao novo empreendimento que lançara, a comix shop TexBR, bem como à revista em quadrinhos de mesmo nome; e Daniel HDR, hoje desenhista da poderosa DC Comics, resolveu que não poderia abraçar o mundo, já que mantinha um estúdio de produção, o Dinamo, dava aulas de quadrinhos e era professor universitário. Assim os três editores remanescentes, Alex, Denilson e Marcelo, continuaram com o projeto, buscando novos colaboradores e, por que não, co-editores. Em 2010 juntou-se ao projeto Jerônimo Fagundes de Souza, editor da Hangar. Mas isso é assunto para outro capítulo da História Secreta…”

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COQUETEL DE INAUGURAÇÃO DA NOVA LIVRARIA HQMIX EM SAMPA

DIA 24
FEVEREIRO
SEXTA-FEIRA
19:00

HQMIX LIVRARIA
RUA TINHORÃO Nº 124
VILABOIN – HIGIENÓPOLIS – SÃO PAULO – SP
[REFERÊNCIAS: TRAVESSA DA RUA ALAGOAS, EM FRENTE À FAAP, AO LADO DA LOJA DA KOPENHAGEN e PERTO DO ESTÁDIO DO PACAEMBU ]
TEL (11) 3259 1528
Não deixe de prestigiar!!
Veja no mapa como chegar:

CONVIDAMOS TAMBÉM PARA O LANÇAMENTO DO SKETCHBOOK “SÃO PAULO” DE FLOREAL
http://florealandrade.blogspot.com/

PARQUE GLAUCO EM OSASCO

GLAUCO VILAS BOAS, o Parque.
Rice Araujo avisa:
“Acabo de me encontrar com o secretário de cultura de Osasco
e conversamos rapidamente sobre a inauguração do Parque Glauco.
Ele está bem disposto a ajudar a fazer do parque um espaço para o
cartum e para o humor gráfico.
Além dele e do prefeito vão estar presentes também a Ministra da
Cultura e o secretário de meio ambiente que era amigo pessoal do
Glauco e da família (e idealizador do parque), por isso acho que é uma
ótima oportunidade para apresentar vocês e quem sabe montarmos um
salão Glauco de Humor ou pelo menos conseguirmos apoio para
iniciativas futuras como workshops.”
http://www.osasco.sp.gov.br/InternaNot.aspx?id=5199
“Dia 25 de fevereiro, no primeiro sábado da quaresma, as 5 da tarde, o prefeito de Osasco entrega ä população o Parque Ecológico Glauco Vilas Boas, aqui, aos pés do Céu de Maria, no lago do Jardim Tres Montanhas. Compartilhe, divulgue e participe. Contamos com sua presença para acontecer uma linda festa.”
http://incaenmapia.blogspot.com/2012/02/25-fevereiro-2012-5pm-parque-ecologico.html

CICLOS NO MIS CAMPINAS: CINEMA POLONES E FESTIVAL CURTA CLARO

http://miscampinas.com.br/index.php
Museu da Imagem e do Som – Campinas – São Paulo
Palácio dos Azulejos
Rua: Regente Feijó, 859 – Telefone: 3733.880
Programação sujeita a alterações
Entrada Franca (40 lugares)
Curadoria: “Casa Redonda”
Dia: 25 / 02 / 12 (sábado) – 19h30min – Debate após a Exibição.
Exibição de vídeos de 30 a 90 segundos feitos a partir de celulares,
webcams, câmeras fotográficas digitais ou outros dispositivos móveis
premiados na I e II Edição do Festival Nacional de Curtíssima Metragem
Claro Curtas, valorizando talentos e uma nova geração de criadores que
produzem e compartilham vídeos por meio das novas tecnologias
digitais. Duração: 90 minutos

VELTA 2012
(Emir Ribeiro)
emir.ribeiro@gmail.com
“É uma edição para quem gosta de nostalgia, e dos bons tempos de
empolgação e inocência nos quadrinhos (se bem que Velta jamais foi
inocente… Rs).

A capa (acima) é uma pintura feita por mim, em 2005… e ficou todos
esses SETE anos esperando a melhor oportunidade de ser publicada.
No verso da capa frontal, a página 2, os leitores neófitos (ou quem
perdeu alguma) terão lista completa das edições anteriores ainda
disponíveis para venda. Aproveitem.
A página 3 abre a edição com um desenho da Velta, inédito, do Edi
Guedes, um paraibano agenciado pelo Estúdio Rascunho, que está
mostrando sua arte em algumas editoras estadunidenses. A tinta sobre o
lápis de Edi Guedes, foi minha.
A 1ª HQ da edição – “PAU DE ARARA” – já teve uma 2ª versão publicada
na “Impacto fabricado no Brasil” nº 2, editada no final dos anos 90,
por Gabriel Rocha. Esta versão recente, foi desenhada em 2002, ainda
no auge da influência das exigências dos editores estadunidenses, para
os quais eu ainda trabalhava. O roteiro se situa, cronologicamente,
alguns dias após o primeiro caso de Velta, resolvido junto com o
detetive Gilberto Gomes (e publicado em VELTA 2009, na HQ
“Detetives”), e mostra uma Velta nos seus tempos iniciais, ainda sem
um “nome de guerra”, e uma quase desconhecida.
Em seguida, o texto ilustrado “INDO BEM NAS ORIGENS” detalha sobre os
primeiros tempos da loura gigante nos jornais paraibanos dos anos 70.
De quebra, também: algumas piadas do SABIDO, da época.
“CURIOSIDADES DAS PRIMEIRAS HISTÓRIAS” é outro texto ilustrado que
comenta sobre as HQs desta edição, com enfoque nos fatos daquele
momento, inclusive relatando o que era exibido nas TVs, teatros e
cinemas, e cujas divulgações estavam no derredor das tiras da então
Welta, publicadas pelos jornais, nos cadernos de cultura e
entretenimento.
“A AMEAÇA NOTURNA”, série de tiras iniciadas em 01 de agosto de 1975,
no jornal “A União”, mostra nossa loura preferida às voltas com um
zumbi que era imune aos seus raios de energia.
“SEM ENERGIA”, série publicada semanalmente, em meias-páginas, no hoje
extinto jornal “O Norte”, a partir de 03 de agosto de 1975, encontra
nossa loura gigante sem seu poder, fazendo verdadeiras loucuras, e
enfrentando perigosos empresários/financistas assassinos.
“BONECOS VIVOS” é uma série de tiras cronológica e imediatamente
antecedente à “Sem energia” que, mesmo produzida por volta de 1975, só
foi publicada em 1977. A então Welta, junto com a Garota-de-Borracha
penaram para vencer bonecos de cêra animados, criados pelo cientista
louco Dr. Ozéas.
GAROTA DE BORRACHA – O INÍCIO é 1º capítulo escrito, ilustrado com
desenhos de várias épocas, sobre a quarentona personagem.
“SUPERNOVAS – 1 ANO APÓS CRIADA, VELTA JÁ ERA MÃE” é outro texto
ilustrado, seguido da HQ “WELTA E AS SUPERNOVAS” (tiras de 1976), que
detalha sobre as futuras filhas gêmeas da heroína. E o mais curioso…
no cálculo feito na época para essa projeção futurista, consegui
acertar a data de um calendário do século XXI (ver quadro 1 da tira 9,
página 57 desta edição).
“A QUADRILHA DO CAOLHO” é sequência imediata a outra HQ publicada na
edição “Homem de Preto 2009”, causadora de grande rebuliço em 1976,
quando Velta, encurralada por um bandido, abaixou a calcinha para
distrair e prender o meliante. Na época, a 1ª dama do Estado da
Paraíba fez uma reclamação ao jornal…
A última capa conta com desenho inédito do Ricardo Jaime, colorido por
Alzir Alves, ambos do Estúdio Rascunho.
PARA COMPRAR
Preço de lançamento da VELTA 2012, válido até 31 de março de 2012:
R$ 12,00 . Após 31/03/2012, passará para R$ 16,00. Aproveitem.
Para comprar, depositem R$ 15,00 (revista + porte) na Caixa Econômica
Federal (ou qualquer casa lotérica), para a agência 0548, operação
001, conta nº 747-0

LAERTE ARRASA NO RODA VIVA

“Não me contive, não me detive e tive de fazer.
O Laerte tá arrasando. Daqui a pouco todos os cartunistas vão querer se vestir de mulher.
Menos eu!!!!!
Abraço”
Xavi
http://www.xavi.com.br

LANÇAMENTOS DO DANILO MARQUES

De 2009 a inicio de 2011 semanalmente eu enviava aos amigos, colegas, parceiros e amigos clientes uma felicitação de “Boa semana”, ilustrada com um desenho inédito para a ocasião seguindo a comemoração da semana ou eventualmente um trabalho já conhecido que eu queria divulgar, meu ou de um colega.
Para receber, envie mensagem para:
contato@danilomarques.com.br
Para ver os ultimos lançamentos, acesse o site:
http://www.danilomarques.com.br
– Eu escrevo com pinturas
– Num idioma de figuras
– Aprendido na reinação;
– Minhas linhas são estranhas
– Pra evitar confusão tamanha
– Chamaram de ilustração

II COMICON AMAZONIA
http://www.amazoniacomicon.blogspot.com/

Entre 25 e 29 outubro de 2011, Belem do Para foi palco para os Quadrinhos, como podemos ver no Diario do Para:
http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-139898-AMAZONIA+COMICOM+ANIMA+CENA+DE+QUADRINHOS+EM+BELEM.html
… e no Zine Brasil:
http://zinebrasil.wordpress.com/2011/08/17/amazonia-comicon-2011/
O homenageado foi o Mestre Jayme Cortez, com uma bela exposição:
http://www.guiart.com.br/noticias_interna.php?id=1493&cat=DIV
http://hqpoint.blogspot.com/2011/08/amazonia-comicon.html

HOMENAGEADO DE 2012: JOSE LANZELLOTTI
http://jussaralanzellotti.blogspot.com

“Lanzellotti nasceu em 21 de julho de 1926 em São Paulo, filho de Bartholomeu Lanzellotti e Filomena Del Ré. Na introdução, texto de apresentação do fotolog, a Jussara diz: “Meu amado pai. Um homem que já nasceu com um dom, autodidata, e batalhador desde sua infância. De Ilustrador, a Escultor, de pesquisador a desenhista de adereços cinematográficos. Seus primeiros trabalhos brotaram ainda criança e eram feitos à base de palito de dente, desfiado no lugar de um pincel, e pasmem: escondidos, por temer a concepção do seu pai, que achava a arte um oficio banal. Contudo, os empecilhos naturais não o impediram que mais tarde, ele viesse a ser, um dos mitos da arte brasileira…”
http://fotolog.terra.com.br/joselanzellotti
http://www.nostalgiadoterror.com/quem_e_quem.html

Luiz Claudio Negrão, um dos criadores do evento, lançou a campanha pela criação do Museu dos Quadrinhos na Amazônia e convidou a AQC para exposição especial na ComiCon.
E ainda estuda a possibilidade de convidar artistas do Manhwa Coreano para o Festival, que aquece sua programação com a “Invasão Cosplay”:

PONTO DE FUGA E OS QUADRINHOS EM BELEM
http://hqpoint.blogspot.com/2011/08/amazonia-comicon.html
“O fato da realização do I Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos de Belém, organizado pelo grupo de quadrinistas Ponto de Fuga marcou história na Casa da Linguagem em 1992, espaço da Fundação Curro Velho que durante um bom período foi o local de referência do grupo, onde aconteciam as clássicas reuniões dos sábados a tarde, a galera vinha de longe, alguns até a pé. Mas afinal valeu a pena, ter ou ser de um grupo de quadrinistas, principalmente em Belém do Pará? Talvez esteja enganado mas ainda acredito que sim! A necessidade de se associar e de compartilhar idéias, de viver ou pelo menos ter que conviver com outros de sua espécie. E por mais que tenha passado a fase adolescente dos jovens que um dia fizeram parte dele , acredito que como todo com personagem , sempre pode ser revivido, reformulado, recomposto e com certeza ainda vai dar muito o que falar no mundo dos quadrinhos.
Passados 20 anos, muitos cráss, bruns, zásss… é hora de reunir novamente os muitos jovens que fazem parte da história do quadrinho paraense e nada melhor que realizar o Amazônia Comicon Festival Internacional de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop, evento comemorativo aos 20 anos de criação do grupo e do fanzine. Voltar a realizar eventos de HQs como nos tempos da formação clássica do grupo, retomar parte desse movimento e conquistar outros para o fantástico mundo das hqs, ainda está na ordem do dia, pois muitos dos que fizeram parte do grupo Ponto de Fuga e outros artistas das HQs locais do período ainda são árduos defensores do quadrinho nacional e da linguagem das histórias em quadrinhos, seja no campo da educação, da publicidade, do cinema, da arte em geral, como também é hora de conhecer e reconhecer os novos talentos que estão produzindo a todo vapor a Arte sequêncial em nossa cidade.”
Luiz Cláudio Martins Negrão
PONTO DE FUGA

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Lançamentos

Documentário sobre o mestre Rodolfo Zalla

Rodolfo Zalla nasceu na Argentina em 1931 e imigrou para o Brasil em 1963 onde encontrou um farto mercado de trabalho para desenhistas de histórias em quadrinhos. Em meados dos anos 70, quando as editoras fecharam suas portas por pressão da ditadura militar e da censura, Zalla migrou para o mercado de livros didáticos.

Na década seguinte o artista fundou a sua própria editora, a D-Arte, pela qual lançou os gibis Johnny Pecos, Calafrio e Mestres do Terror. Estes dois últimos durariam dez anos ininterruptos nas bancas. Hoje, aos 80 anos de vida e 60 de carreira, Zalla é um dos últimos Mestres vivos de sua geração. Em sua homenagem, foi lançado durante a festa do 28º Prêmio Ângelo Agostini, o documentário realizado pelo Marcio Baraldi.

Mais informações aqui:
http://marciobaraldi.blogspot.com/2012/01/cartunista-marcio-baraldi-lanca.html

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CARNAVAL NO CORREIO POPULAR: TATU-MAN, ESPELHO E NHO QUIM

Tatu-man (personagem de Quadrinhos publicados no Jornal de Campinas) contracenou com o argentino Eternauta
http://revistaogrito.com/papodequadrinho/2011/06/11/o-dia-em-que-el-eternauta-encontrou-o-tatu-man/
e com o italo-estadunidense TEX
http://texwillerblog.com/wordpress/?p=26575
Agora, faz parceria com personagens de Angelo Agostini.
Bom carnaval!






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Troféu Angelo Agostini

ANGELO AGOSTINI NO TRAÇO DOS COLEGAS
















Alan Souto Maior, Flávio de Almeida, Head (Fabrício), Hilton Mercadante, Laerte, Mauricio Rett, Marcio Marchini, Mario Mastrotti, Moretti (mais uma), Nestablo Ramos Neto, Rice Araujo, Siqueira e os históricos desenhistas Emir Ribeiro (Velta) e Eduardo Vetillo (OS Trapalhões, Chaves) são alguns dos cartunistas a retratarem o Mestre.





















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Fanzines nas zonas de Sampa – Oficinas gratuitas

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CARNAVAL, CARICATURAS, ROCK, BLUES E QUADRINHOS

EXPO CARRIERO EM CAMPINAS

Expo do Carriero no Almanaque Cafe durante este carnaval, 25 sambistas clássicos escolhida pelo Riva Rock Discos e na ocasião discotecada pelo Lucas Barata.
O Almanaque Café preparou uma surpresa para o Carnaval! O SALÃO DO ALMANAQUE. Serão 2 bandas tocando marchinhas e samba, e na matinê com As Caixeirosas!
Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1240 – Barão Geraldo (Campinas SP)
Uma parte das caricas ja’ foi exposta no ano passado.

REINAUGURAÇÃO DA HQMIX LIVRARIA EM SAMPA
DIA 24 DE FEVEREIRO

Reinauguração da lendaria HQMIX LIVRARIA, dia 24/02.
Rua Tinhorão, bem em frente a FAAP

AUTO ROCK 6ª EDIÇÃO: ENTREVISTA BIRA DANTAS
(B-Side)
Compre o DVD completo pelos emails
contato@sinistrostudios.com
sinistrostudios@gmail.com
http://sinistrostudios.com/autorock-6a-edicao-entrevista-com-bira-dantas/

Da esquerda para a direita: Bruno Mothe, Paulo Gazela, Fabiano Carriero e Bira Dantas
“A sexta edição do Autorock, festival dedicado à cultura independente na cidade de Campinas, contou com exibições de vídeos, exposições e oficinas, além inúmeras atrações musicais. A programação, sob o comando de Daniel Etê, incluiu a exposição “Bluseiros”, realizada no Carriero Estúdio. Foram expostas caricaturas de autoria dos artistas Fabiano Carriero e Bira Dantas em homenagem a grandes figuras do Blues, como Muddy Waters, Eric Clapton, B. B. King entre outros. Houve também a apresentação do Bluesman campineiro Paulo Gazela, gaitista e vocalista, em parceria com o guitarrista Bruno Mothe.
O Sinistro Studios conferiu de perto essa exposição e ainda bateu um papo exclusivo com os artistas Bira e Carriero. E vocês podem conferir logo abaixo a entrevista:

Tirinha feita por Bira Dantas da Expo Bluseiros, na Carriero Estúdio.
Publicada no jornal Correio Popular de Campinas
EXPO BLUSEIROS NO CARRIERO ESTUDIO – CAMPINAS SP
03/12 – Sábado
17:00h – Exposição de caricaturas:
“ Bluseiros” – De Fabiano Carriero e Bira Dantas.
Show com: Dokery Duo – Campinas/SP
Local: Carriero Estúdio – Av. Barão de Itapura, 2043 – Guanabara

S – Quando você iniciou sua carreira de cartunista?
Bira: Comecei a trabalhar com quadrinhos em 1979. Eu fui desenhista do gibi ‘Os Trapalhões” pela editora Bloch e de 82 pra cá eu tenho trabalhado com Charge Sindical. Eu tenho publicado no Sindicato dos Químicos, dos Petroleiros, dos Eletrecitários, no Sindai (o pessoal da Sanasa), até mesmo nos petroleiros do norte fluminense. Essa área sindical sempre me atraiu muito, porque a comunicação com as categorias através das charges se dá melhor. Então eu trabalho com isso desde essa época.

S – Você já expôs na Mostra Luta?
Bira: Já, já.

S – Você sempre participa da Mostra Luta?
Bira: Sempre! Primeiro porque eu conheço o pessoal que organiza e que publica o Fanzine Miséria, que eu sempre curti. Ele tem uma coisa de luta, mesmo porque o quadrinho sempre esteve numa luta contra o sistema. Principalmente o Fanzine, que veio para combater o quadrinho dos super-heróis: aquela coisa da grande editora, como Marvel, DC. Ele veio para mostrar uma outra possibilidade de fazer quadrinhos e mostrar uma outra versão, não a versão dos poderosos: aquela coisa dos Estados Unidos, Tio Sam, mas uma coisa mais Underground mesmo: os que não tinham nada, os que estavam fora do sistema, e estavam ali representados nos quadrinhos Underground. A Mostra Luta tem toda essa pegada do cartoon político e enfocando temas como a desigualdade no planeta, países ricos e países pobres. Isso sempre foi um assunto que me atraiu.

S – O que levou você ao Autorock?
Bira: O Daniel Ete! Eu conheço o Daniel, principalmente o trabalho dele. Desde que ele começou a fazer os cartazes aí pelas ruas de Campinas, de cara eu já gostei muito do traço, da arte final dele, aquilo me chamou a atenção. Depois eu soube que ele era da banda Muzzarelas e finalmente, um dia, numa oficina de Fanzine no Sesc de Campinas, eu conheci o Daniel em carne e osso. Inclusive porque um amigo meu, o Maurílio, dizia que o ele tinha a loja Chop Suey Discos com camisetas, Discos de Vinil, CDs, DVDs, tudo ligado ao rock, ao punk rock, etc. Depois, comecei a frequentar a Chop Suey.
O Fabiano Carriero, quando teve a idéia de montar essa exposição de Blues, conversando com o Daniel, pensou em mim porque eu adoro Blues e eu faço essas caricaturas de Blues desde 1989-90, por influência de outro amigo em comum (a todos: Carriero, Daniel Etê), que é o Marcatti. Um dos maiores desenhistas de quadrinhos Underground do Brasil, com quem eu participei de diversas revistas como a Pântano, Tralha (quando eu morava em São Paulo lá por 87, 88). E ele foi o cara que me mostrou, pela primeira vez (em 1982), um disco de Blues do Muddy Waters produzido pelo Johnny Winter, e eu adorei muito aquilo. Eu já conhecia a banda The Animals, do Eric Burdon. Conhecia o estilo mais Rock n’ Roll da banda. E ele me mostrou um disco que se chama “Before We Were So Rudely Interrupted”, que tem um título estranho, “Antes que fossemos separados tão rudemente”, não sei por que tem esse título. Esse disco possui alguns Blues muito legais. Eu curti muito aquilo e aí virou uma paixão.
Eu gostava de Rock n’ Roll, Punk Rock e até tive um programa de rádio em Paulínia, em 1991, na Rádio Planalto AM. Antes do meu programa havia outro chamado “Programa da Amizade”, de música brega, e depois tinha o “Panorama Sertanejo” de música country, sertaneja. Aí eu imagino que o povo de Paulínia desligava o rádio quando meu programa começa. E nessa eu tocava de Blues a Hardcore, tudo misturado. E eu comprei muito disco. Cheguei a ter quase 600 discos de vinil, a grande maioria era de Blues. E eu sempre gostei mais do Blues Rural, aquele Blues do Mississipi, voz e violão, tipo Leadbelly, um dos caras que eu mais gosto. Muddy Waters é muito bom porque fez a transição do Blues Rural para o Blues Elétrico de Chicago, além de ter toda aquela influência sobre todos os outros músicos. Robert Johnson, Leadbelly, Big Bill Broonzy são caras da velha guarda, da década de 20, da década de 30, e eu realmente tenho um xodó especial por esse Blues de Raiz, que é meio rasgadão, repetitivo, com aquele barulho do pé. Aí tem que falar, é claro de John Lee Hooker, que é sensacional.
Eu fiz, inclusive, uma história em quadrinhos sobre a vida do Robert Johnson para a revista Mosh, uma revista de quadrinhos do Rio de Janeiro, que agora inclusive parou de ser publicada. Foi uma honra, porque a Mosh é uma revista de muito Hardcore, muito Hard Rock e eles puseram o Blues. Quando eu perguntei “Não tem problema?” eles falaram “Claro que não, afinal o Blues é o pai do Rock e o Rock somos nós.” Então, estava tudo em casa.
Realmente, esse imaginário que está por trás do Blues me atrai muito. Não só pelas letras, que muita gente pode até falar que o Blues tem uma letra muito simples, aquela temática meio restrita, mas os caras estavam falando da vida deles há 70 anos atrás, 80 anos atrás, 100 anos atrás, crônicas de vida, caras que viam, por exemplo, o amigo pendurado na árvore, enforcado, porque era negro. Inclusive, eu costumo falar que muita gente não gosta de Hip Hop ou de Hardcore porque dizem que é um som difícil de escutar. Eu acho que o Blues era o Hip Hop, o Hardcore daquela época, pois tinha muita gente que ouvia aquilo e falava “Pô, não quero ouvir isso! Esse som lamentoso… Essas denúncias todas… Esse submundo… Eu não quero ouvir isso!”. Só que essa era a realidade. Então, na verdade, eu acho que o Blues tem esse papel de escancarar essa desigualdade, de mostrar que o mundo não é tão bom quanto muita gente tenta pensar que é. E o cartoon tem esse lado de mostrar o comportamento, de ter um humor, de tirar sarro dessa situação, de ser uma denúncia. E eu acho que tem tudo a ver: Blues, Cartoon, o Autorock, a Revista Mosh, o Fanzine e o Underground. Eu acho que tem tudo a ver.

S – Quais são as suas influências como cartunista?
Bira: Olha, [Robert] Crumb é realmente uma influência para todo mundo, com o Blues e com as caricaturas. Ele fez aqueles Cards com a história do Blues e é sensacional. Mas, além do Crumb, eu gosto muito dos brasileiros, do Ziraldo e do Henfil, um cara que na Charge Política e no Cartoon tinha uma posição quase que de um Guerrilheiro Cultural. Ele não tinha papas na língua, não passava a mão na cabeça de ninguém. Ele tinha uma posição, defendia uma posição política e brigava por ela. Inclusive, ele brigou com Angeli, que é outro cara de quem eu gosto muito, mas eles brigaram porque o Angeli achava que o chargista não podia ter lado, o chargista tinha que detonar todo mundo, tinha que ser “contra tudo e contra todos”. O Henfil dizia que não, que o chargista tinha que defender uma bandeira e que é muito fácil pra você falar que não vota em ninguém, que é anarquista, como o Angeli falava, sendo que você tem um país que precisa resolver tantos problemas profundos, de trabalho, de emprego, de desenvolvimento, de acesso à cultura, à educação, à alimentação, à moradia, à saúde e isso ai é gritante. Falar que isso não faz diferença, não é bem assim, pois eu levanto bandeiras. Sou muito criticado por isso, porque, inclusive, acabamos de publicar uma revista de Charge, “Picles”, que é uma revista da AQC, Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas de São Paulo, e o tema da revista foi “Dilma”. Eu fiz três Charges, as três a favor da Dilma. Também fiz campanha a favor do Lula através das minhas Charges. O pessoal mete o pau, mas eu dou risada. Eu estou com o Henfil: eu me posiciono. Sou criticado por isso, porque o pessoal fala de tudo, pergunta se eu recebi dinheiro do Mensalão, esse tipo de absurdo e eu dou risada. Levo numa boa porque é humor. Quando você realmente veste uma camisa, veste uma bandeira, você esta dando sua cara pra bater, e aí a gente tá nessa.

S – Campinas possui espaço para exposições como os “Bluseiros”?
Bira: Quanto aos espaços de Campinas, eu acho que a iniciativa do Fabiano Carriero e do Daniel Etê em dar esse viés artístico ao Autorock é muito legal. Eu acho que é o caminho mesmo, Campinas precisa disso e seria legal que nós tivéssemos espaços em que, por exemplo, pudessem ter exposições como essa o tempo todo. Aqui estamos invadindo a praia do Carriero, o estúdio dele (risos), o que é uma grande coisa. Foi muito legal da parte dele abrir o espaço, montar essa exposição, mas eu acho que Campinas precisava ter mais Blues, Rock’n Roll. Isso faz parte de uma cultura Underground, e acho que a gente deveria promover mais coisas nesse sentido.”

PAULO RAMOS CONTA HISTORIA DA HQ NO SESC POMPEIA (SP)

http://gibitecacom.blogspot.com/2012/02/historia-das-historias-em-quadrinhos.html
“Sábados, das 14h30 às 16h30.
O curso irá abordar a trajetória das Histórias em Quadrinhos, partindo dos primeiros exemplos, no período anterior ao século 20, até as produções atuais. O percurso histórico irá apresentar e ilustrar a evolução dos gêneros e dos trabalhos em quadrinhos sob diferentes perspectivas: a norte-americana, a europeia, a japonesa, a argentina e, por fim, a brasileira. Orientação de Paulo Ramos Duração: 12 encontros. Paulo Ramos é jornalista e professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo. Possui pós-doutorado em Linguística pela Unicamp e doutorado em Letras pela USP. Integra o Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP e coordena na Unifesp o Getexto (Grupo de Estudos do Texto), que pesquisa assuntos ligados a quadrinhos. É autor de diferentes livros com estudos e análises sobre o tema.”
Inscrições: Terça, 28/2, para comerciários matriculados; Quarta, 29/2, para demais usuários.
Inscrições para vagas remanescentes a partir de 3/3, sábado, 10h, até o preenchimento total das vagas.
Não recomendado para menores de 16 anos
R$ 60,00 [inteira]
R$ 30,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 15,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

EXPOS EM LONDRINA CONTINUAM
http://londrinacomiccon.blogspot.com/2012/02/exposicoes-londrina-comic-con.html
Para quem não conseguiu visitar as exposições do Londrina Comic Con, ainda há tempo! As exposições que estão localizadas no SESC Londrina e no Centro Cultural Eloyr Pacheco irão permanecer abertas para visitações até 11 de março.

Gustavo Machado desenhista de Didi Volta para o Futuro
Seguem as exposições e localizações:

Tarzan – 1912-2012 – 100 Anos
Revistas antigas e raras e placas de impressão (clichês) dos anos 1940 e 50
Curadoria: João Marin (Juka) e Eloyr Pacheco
Local: SESC Londrina (Rua Fernando de Noronha, 264 – Londrina)

O Zé Carioca de Renato Canini
A coletânea Mestres Disney #5, publicada pela Editora Abril, vai para a parede!
Local: SESC Londrina (Rua Fernando de Noronha, 264 – Londrina)

Raio Negro de Gedeone Malagola
Páginas originais do mais conhecido super-herói do Quadrinho Brasileiro
Curadoria: Eloyr Pacheco
Local: Centro Cultural Eloyr Pacheco (Av. Jorge Casoni, 2242 – Londrina)

20 Anos de Didi Volta para o Futuro
Páginas, estudos e provas de impressão com arte de Gustavo Machado
Curadoria: Gustavo Machado e Eloyr Pacheco
Local: Centro Cultural Eloyr Pacheco (Av. Jorge Casoni, 2242 – Londrina)

Mostra La Bouche du Monde
Reproduções de capas e páginas da revista editada na França por Edu Barbier
Curadoria: Seleção do próprio editor
Local: Centro Cultural Eloyr Pacheco (Av. Jorge Casoni, 2242 – Londrina)

HQ EM LEOPOLDINA (MG)

http://iforumnacionalartesequencial.wordpress.com/

Waldomiro Vergueiro: Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, onde atua como professor titular e exerce a chefia do Departamento de Biblioteconomia e Documentação. Fundador e coordenador do OHQ. Membro do Conselho Consultivo e colaborador dos periódicos especializados International Journal of Comic Art e Revista Latinoamericana de Estudios de La Historieta, além de contribuir para as matérias dos sites Omelete ePop Corn. Organizador do livro Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula (Ed. Contexto). Lattes
Cesar Piva– Gestor cultural da Fábrica do Futuro.

Gestor cultural com experiência em políticas públicas de cultura e formação de redes sociais criativas e produtivas.
Atua na produção e gestão cultural desde 1987. Após uma longa militância política social e trajetória em produtoras culturais de Belo Horizonte, no interior mineiro e na Unesco no Rio de Janeiro, desde 2002 vem atuando diretamente no fortalecimento do Terceiro Setor.
Em Cataguases, Minas Gerais, coordena um programa amplo local de Cultura e Desenvolvimento local com foco no audiovisual, novas tecnologias e juventude. Um programa que tem como metas a implantação de politicas publicas e um pólo de economia da cultura na região.
É gestor cultural do Ponto de Cultura FÁBRICA DO FUTURO – Residência Criativa do Audiovisual, incubadora de diversos projetos. É gestor executivo do FESTIVAL DE VER E FAZER FILMES.
Em âmbito nacional participou da coordenação da TV TEIA dos Encontros Nacionais dos Pontos de Cultura, do PROGRAMA CULTURA VIVA, em 2006 e 2007; no conselho do Programa PONTO BRASIL da TV Brasil de 2007 a 2009.
Atualmente é do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura – CNPC, e atua nas redes de cooperação internacional: REDECINEPORT: Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal e na RAIA – Rede Audiovisual Ibero Americana, com a Argentina, Chile, Bolívia e Espanha.”

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Billy The Kid & Outras Histórias

Billy The Kid & Outras Histórias, revista nacional de faroeste, publicação independente da Editora Opção2, de Arthur Filho, edição nº15, 38 pgs..

Capa de E. Thomaz, HQs inéditas de Sandro Marcelo & Teo Pinheiro, E.Thomaz, Arthur Filho, mais ilustrações de página inteira, Correio do Billy.

Pedidos: arthur.goju@bol.com.br (editor)
ou http://www.bodegadoleo.com/

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RESENHAS SOBRE QUADRINHOS MELHORES DO MUNDO, RAC E BLOG DOS QUADRINHOS


MELHORES DO MUNDO: BRASIL 1500, SEGREDO DE ESTADO
Bugman (*)
http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo/2012/01/03/a_gente_lemos_brasil_1500_segredo_de_est/
“Ousado lançamento da editora Devir, Brasil 1500 – Segredo de Estado conta os bastidores do descobrimento das terras tupiniquins com um viés conspiratório. Este é o primeiro número da saga.
O trabalho lembra um pouco a ótima Jambocks! – Parte 1, lançada há alguns meses. Um trabalho envolvendo a história do Brasil e muita conspiração política. Confiram a sinopse da editora:
O final do século XV ficou conhecido como o período das grandes explorações. Destemidos navegantes partiam em missões pelos mares sem saber se, um dia, retornariam às suas pátrias, movidos apenas pelos sonhos e promessas de riquezas. No entanto, por trás dessas expedições europeias, houve muitas intrigas, disputas políticas e espionagem.
E é nesse cenário repleto de mistérios e aventuras sem limites que a história do descobrimento do Brasil ganha novos contornos através de uma trama, ao mesmo tempo inteligente e divertida, escrita por Fábio Fonseca e ilustrada com maestria por Andrei Miralha e Otoniel Oliveira.
A avaliação do roteirista Fabio Fonseca fica mais difícil já que a história é quase um prelúdio da aventura. O cara mostra grande domínio nos diálogos que são bem verossímeis e na montagem da trama, mas a primeira parte de Brasil 1500 – Segredo de Estado acaba tendo mais jeito de “ato um” do que uma história completa. Talvez fosse melhor que a saga inteira saísse em uma única edição.
Andrei Miralha está em grande forma e faz um ótimo trabalho, rico na ambientação de seus personagens e cenário. Gostaria de ter visto mais cenas de ação com seu traço, mas fica pra próxima. As cores de Otoniel Oliveira dialogam bem com a arte de Miralha.
O acabamento da Devir e a qualidade da edição valem os R$ 26,00, mas é bom que não demore em lançar os próximos números. Quanto antes a história ficar completa, melhor. Brasil 1500 – Segredo de Estado é o tipo de lançamento que deveria ser mais frequente por aqui e chamar mais a atenção. Afinal, é uma história muito mais nossa do que outras, desde que seja bem contada. É o caso.”

Brasil 1500 – Segredo de Estado
Preço: R$ 26,00
Formato: 20,5 cm X 27,5 cm
Estrutura: 48 páginas coloridas em papel couchê 115g, capas coloridas com
reserva de verniz
História: Fábio Fonseca
Arte: Andrei Miralha e Otoniel Oliveira
Nota: 7
(*) Bugman não curtia estudar história do Brasil

RAC: LIVROS CLASSICOS GANHAM VERSÃO EM QUADRINHOS

(Delma Medeiros)
http://www.rac.com.br/noticias/projetos-rac/correio-escola/111758/2012/01/04/livros-classicos-ganham-versoes-em-quadrinhos.html
“Revisitar textos da literatura universal de uma forma divertida e acessível para crianças e adultos é a proposta da Editora Nemo, com sua nova coleção Shakespeare em Quadrinhos. Para o desafiante trabalho de adaptar os textos para histórias em quadrinhos (HQ), a editora aposta nos talentos nacionais. A famosa comédia Sonho de Uma Noite de Verão inaugura a coleção, completada por Romeu e Julieta e Otelo. “A iniciativa teve por objetivo atender a demanda dos leitores por essas obras. O quadrinho é um caminho diferente e mais acessível ao grande público”, afirma o sócio e diretor executivo da Nemo, Arnaud Vin. A Nemo, de Belo Horizonte, integra o grupo editorial Autêntica, que inclue ainda as editoras Autêntica e Gutenberg. “Muitos jovens leitores nunca tiveram contato com obras de Shakespeare. A partir dos quadrinhos podem ser incentivados a querer saber mais e migrar para os textos originais”, avalia, frisando que essa é uma forma divertida de mostrar o quanto essas obras são atuais e de fácil leitura. Nesse sentido, depois de Shakespeare, o grupo ampliou o leque também para outros autores, e pretende lançar outros títulos no ano que vem. “A receptividade foi muito boa, animadora mesmo. A resposta do público foi uma grande felicidade”, completa Vin.

Em Sonho…, o roteiro e ilustrações ficaram a cargo, respectivamente de Lillo Parra e Wanderson de Souza, que recontam a história com o humor e todo encanto e magia que ela encerra. “Adaptar um clássico de Shakespeare é uma grande responsabilidade, transportar a peça para os quadrinhos sem perder o humor e a fantasia, que são a essência dessa obra não foi fácil”, afirma Wanderson de Souza. Para Lillo Parra, criar um mundo coerente com a concepção original de autor e ainda assim fazer uma HQ atraente aos leitores não foi tarefa fácil. “Esse foi sem dúvida o maior desafio do processo: apresentar Shakespeare a toda uma nova geração de leitores que pouco ou nunca tiveram contato com a obra original”, diz Parra. Segundo ele, o processo todo foi muito prazeroso, mas o melhor foi a mãe de um menino de 8 anos ligar porque o filho queria saber se teria continuação. “Isso foi impagável.”
Com a presença de todos os personagens fundamentais, a obra reproduz fielmente a história, apenas resumindo de forma eficiente os longos “bifes” (textos longos de um mesmo personagem) do texto original, de forma a agradar tanto aos fãs de HQ como os de literatura clássica.
O enredo gira em torno de dois jovens casais: Hérmia, prometida pelo pai a Demétrio, mas apaixonada por Lisandro; e sua amiga Helena, que já foi namorada e continua apaixonada por Demétrio. Para escapar da lei ateniense que a obriga a obedecer ao pai, Hérmia e Lisandro se encontram no bosque para fugir de Atenas. Lá também estão Demétrio, perseguindo a noiva, e Helena, que não consegue se afastar do amado. Em paralelo ganha vida, à noite, o mundo mágico das fadas e duendes. Se enganando ao cumprir uma ordem de seu rei Oberon, o duende Puck causa uma grande confusão, misturando os amores do quarteto.
Ao invés de fazer com que Demétrio se apaixone por Helena, Puck se confunde e quem, por magia, se toma de amores pela moça é Lisandro. Para amenizar o caso, Oberon encanta também Demétrio e ambos, que eram rivais pelo amor de Hérmia, passam a disputar a antes desprezada Helena.
Em paralelo outras histórias permeiam o enredo, como a disputa entre o rei dos duendes, Oberon, e sua esposa, a rainha das fadas, Titânia. A comédia traz também personagens populares, artesãos toscos que tentam montar uma peça para ser apresentada no dia do casamento do duque Teseu com Hipólita, rainha das Amazonas. As confusões causadas pelo erro do duende e pelos amores desencontrados são mostradas de forma lúdica e divertida, seguindo os caminhos do texto original, um dos mais famosos do bardo inglês. A adaptação fiel garante o entendimento da história mesmo para quem toma contato com ela pela primeira vez.
A escolha de Shakespeare para abrir a coleção é plenamente justificável. Nascido na Inglaterra em 1564, o escritor é autor de tragédias, comédias, poesia e peças históricas, é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos e criou os mais influentes personagens da história da literatura.”

GUSTAVO DUARTE ENTREVISTADO NO BLOG DOS QUADRINHOS
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/

(Paulo Ramos)
“Monstros invadem a orla de Santos, no litoral sul de São Paulo. São gigantes. Três ao todo. A cidade está um caos. Por enquanto, são as únicas informações disponíveis.
Os motivos do ataque ainda são desconhecidos. Sabe-se apenas que pelo menos duas pessoas têm informações privilegiadas sobre o caso.
Uma delas é o editor do Quadrinhos na Cia., André Conti, que aprovou o roteiro da história em quadrinhos no último dia 15. A outra pessoa é o autor, Gustavo Duarte.
É dele a ideia de fazer uma invasão de monstros made in Brazil, à moda dos antigos seriados japoneses, tema de seu próximo trabalho.
***
Duarte revela pouco do projeto, além do registrado acima. Diz que será uma história maior, entre 70 e 80 páginas. Será seu trabalho mais longo em quadrinhos.
Será em preto-e-branco ou em duas cores, falta definir. O nome também não foi acertado. Entre ele e a editora, usa o termo “monstros” para se referir à obra.
O que está certo é que seguirá o estilo de seus trabalhos independentes: terá algum animal – monstros, no caso – e será uma narrativa muda, sem uso de balões e legendas.
Ele tem o roteiro pronto e começa a rascunhar os primeiros esboços, como o mostrado acima. Programa entregar tudo à editora em maio. Se tudo der certo, sai em agosto.
***
A inspiração foram os antigos seriados japoneses, que passaram no Brasil entre as décadas de 1960 e 80. “Spectreman”, exibido pelo SBT, era especial. Ele adorava.
“Desde moleque eu gostava mais dos monstros do que dos heróis”, diz, por telefone. Tanto que a madrinha dizia que, para agradar, era só dar a ele um “bicho feio” de presente.
Nos quadrinhos, os “bichos feios” serão intencionalmente superlativos. “Imagine que eles têm o dobro de um prédio de Santos.”
Pelo desenho acima, já dá para imaginar…
***
A cena irá se passar no Gonzaga, um dos bairros mais conhecidos e turísticos de Santos. Duarte, hoje com 34 anos, aproveitou um evento por lá para fotografar as ruas da cidade.
“Eu parecia um turista louco. Eu fotografava o chão, o topo do prédio, bem de baixo, com ângulos diferentes.” Voltou para São Paulo, onde mora, com 200 a 300 fotos clicadas.
Além deste, Duarte tem agendado outro álbum para este ano: uma história com Chico Bento, personagem de Mauricio de Sousa. Ao contrário das demais, esta terá diálogos.
“Assim que acabar este, começo o outro.” Pela sua programação, a história de Chico Bento estará pronta para ser publicada em dezembro e terá em torno de 60 páginas.
***
Gustavo Duarte era mais conhecido até pouco tempo atrás pelas charges esportivas feitas para o diário “Lance!”. Em 2009, ele dividiu o serviço com a produção de quadrinhos.
O primeiro foi “Có!”. Depois vieram “Taxi”, em 2010, e “Birds”, no ano seguinte. E os prêmios. Ganhou o HQMix em 2010 e 2011 e, neste início de ano, o Angelo Agostini.
Para este 2012, ele não programa nenhum lançamento independente. Os trabalhos para o Quadrinhos na Cia. e a Mauricio de Sousa Produções tomaram o restante do tempo livre.
“Poderia ser em anos separados”, diz. “Mas trabalho é trabalho. Eu sempre vivi de desenho. Mas é a primeira vez que eu tenho uma demanda tão grande.”