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Aberta a votação do 41º Troféu Angelo Agostini

Até o dia 15 de dezembro de 2025, está aberta a votação popular do 41º Troféu Angelo Agostini. Acesse o site oficial do prêmio e participe!

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Os indicados ao 41º Troféu Angelo Agostini

A Comissão Organizadora do 41º Troféu Angelo Agostini tem o prazer de divulgar a lista dos indicados nas 10 categorias regulares e 3 categorias especiais deste ano (para mais detalhes sobre elas, confira o último post). A votação começará AMANHÃ, dia 03/12, através do site oficial do prêmio e ocorrerá até 15 de dezembro.

A Comissão Organizadora, formada por Adriano Ferrera, Alex Ponciano, Gazy Andraus, Guilherme Smee, Guto Camargo, Lucio Luiz, Manassés Filho, Marcio Rodrigues, Marcos Venceslau, Mhorgana Alessandra, Suzie Elias e Thina Curtis, selecionou os nomes para a categoria Mestre do Quadrinho Nacional (que serão divulgados na próxima semana) e os indicados ao Prêmio Jayme Cortez. A categoria de melhor fanzine contou com uma comissão própria, formada por Ana Basaglia, Bira Dantas, Danielle Barros, Gazy Andraus, Gian Danton, Ícaro Malveira, Marcos Venceslau, Roger BeatJesus e Thina Curtis. As demais categorias tiveram os nomes elencados pela Comissão de Seleção, formada pela Comissão Organizadora e por membros especialmente convidados: Bira Dantas, Cassiano Pinheiro, Claudio Martini, Danielle Barros, Ede Galileu, Fora do Plástico, Guilherme Kroll, Heitor Pitombo, Laudo Ferreira, Lillo Parra, Natania Nogueira, Nobu Chinen, Octavio Aragão, Roberta Cirne, Sergio Chaves, Sonia Luyten e Vinicius.

Importante ressaltar que todos os membros de cada uma das três comissões eram terminantemente proibidos de votar em si mesmos ou em obras às quais estivessem ligados de alguma forma.

QUADRINHO

  • Era Uma Vez no Contestado, de André Caliman (Figura)
  • Filosofia do Mamilo, de Kael Vitorelo (Veneta)
  • Gibi de Menininha: Damas da Noite, de Camila Suzuki, Clarice França, Flávia Gasi, Mari Santtos, Dane Taranha, Fabiana Signorini, Germana Viana, Katia Schittine, Renata CB Lzz e Roberta Cirne (Zarabatana)
  • Intempol: Agora Volume 2, de Luma Rodrigues, Lúcio Manfredi, Luís Felipe Vasques, André Flauzino, Will Tom, Rubens Ângelo, Alexandre Soares, Mariana Queiroz, Ana Carolina Recalde, Mig Mendes, Octavio Aragão, Alexandre Mandarino, Hamilton Kabuna e Carlos Hollanda (Infinitum/Caligari)
  • Muzinga, de André Diniz (Comix Zone!)
  • O Homem do Lado de Fora, de Laudo Ferreira e Rodrigo Mazer (Jupati)
  • O Teatro Fantasma, de Thiago Souto (Conrad)
  • Pigmento, de Aline Zouvi (Quadrinhos na Cia.)
  • Quando Nasce a Autoestima?, de Regiane Braz e Jefferson Costa (Trem Fantasma)
  • Quarto de Despejo, de Triscila Oliveira, Preta Ilustra, Hely de Brito e Emanuelly Araujo (Ática)

QUADRINHO INDEPENDENTE

  • A Grande Aventura de Moacy Cirne em Quadrinhos, de Luiz Elson Dantas (independente)
  • Abandonado Por Elena, de Gabriel Dantas (independente)
  • Não Se Assuste, Isso É Coisa de Mulher, de Bianca Mól, Eliane Bonadio, Fabiana Signorini, Flávia Gasi, Larissa Palmieri, Lorena Valquíria, Luiza Lemos, Má Matiazi, Mari Santtos, Marília Aguiar, Renata C B Lzz, Roberta Cirne, Tatiana Tatsch e Thina Curtis (independente)
  • Mais Uma História Para o Velho Smith, de Orlandeli (independente)
  • Não Sou Orlando, de Helena Cunha (independente)
  • Onde Habita o Medo, de Tai e Nil (independente)
  • Orixás: Griô, de Alex Mir, Bruno Brunelli, Germana Viana, Luiza Lemos, Roberta Cirne e Talessak (independente)
  • Receitas Para (Fingir Que Sabe) Confeitar, de Digo Freitas (independente)
  • Terror em Nanquim 2, de Mhorgana Alessandra, Felipe Manhães, Felipe Tazzo, Nicolas Santos, Rodrigo Ortiz Vinholo, Mari Rolin, Marlos Quintanilha, Marília Aguiar, JP Schimidt e Eder Modanez (independente)
  • Trabalho de Ciências, de Guilherme de Sousa (independente)

QUADRINHO INFANTIL

  • Aprendiz de Bruxa, de Milena Azevedo, Ju Loyola e Mari Santtos (GHP)
  • As Aventuras do Homem-Chiclete, de Ede Galileu, Edde Wagner, Al Stefano e CMK (Heroica)
  • Maramunhã: Na Terra do Waraná, de Evaldo Vasconcelos, Ray Cardoso, Makila Dahil e Izabelle Regina (independente)
  • Marina: Expressão, de Verônica Berta (Panini)
  • Meu Gibizinho TEA 2, de Gabriel Sorriso (independente)
  • Monstros Não Dizem Adeus, de Thais Leal e Guilherme de Sousa (independente)
  • Super, de Gui Lipari (independente)
  • Teen Orixás Go! e Outras Histórias, de Rafa Bonfim (Mingos)
  • Toda Crespa, de Isabella Ismile (independente)
  • Zuri, de Eliane Bonadio e Bianca Mól (independente)

FANZINE

  • Aisha e o Ghoul (Samir Mourad)
  • Cocó Contos (Vivian & Rafael Munhoz)
  • Corpo Rascunho (Daniel Figueiredo)
  • CosmoAgonia Parte IV: Ou Sobre a Origem da Dúvida (Daniel Figueiredo)
  • Desvios Transtornates Zero (Luana Cristini)
  • Diário de Campo I: Uma Crônica Cemiterial (Daniel Figueiredo de Oliveira)
  • Lés Moderna e Lésbica Retrô (Anita Costa Prado e Regi Munhoz)
  • Por Que Chora? (Renata C B Lzz)
  • SobretudoZine (Edgar Franco)
  • Tchê nº 48 (Denilson Reis)

WEB QUADRINHO

DESENHISTA

  • Al Stefano (As Aventuras do Homem-Chiclete)
  • André Freitas (META: Depto. de Crimes Metalinguísticos volume 3)
  • Bianca Pinheiro (O Menino de Ouro & A Caixa de Alcebias)
  • Germana Viana (Orixás: Griô)
  • Gio Guimarães (As Sereias de Haarlem)
  • Jefferson Costa (Quando Nasce a Autoestima?)
  • Laudo Ferreira (Labirintite)
  • Luiza Lemos (Orixás: Griô)
  • Mari Santtos (Aprendiz de Bruxa)
  • Rodrigo Mazer (O Homem do Lado de Fora)

ROTEIRISTA

  • Alex Mir (Orixás: Griô)
  • Daniel Esteves (Labirintite)
  • Eliane Bonadio (Zuri)
  • Felipe Pan (As Sereias de Haarlem)
  • Ferréz (Carimbê: Uma História do Capão Pecado)
  • Laudo Ferreira (O Homem do Lado de Fora)
  • Milena Azevedo (Aprendiz de Bruxa)
  • Pacha Urbano (Sociedade de Investigações do Oculto: O Caso do Churrasco na Laje)
  • Regiane Braz (Quando Nasce a Autoestima?)
  • Triscila Oliveira (Quarto de Despejo)

DESENHISTA/ROTEIRISTA

  • Al Stefano (Em Cantos da Mata)
  • Aline Zouvi (Pigmento)
  • André Diniz (Muzinga)
  • Camilo Solano (A Balada Para Passear)
  • Germana Viana (Contatos Alienígenas)
  • Helena Cunha (Não Sou Orlando)
  • Orlandeli (Mais Uma História Para o Velho Smith)
  • Thiago Souto (O Teatro Fantasma)
  • Veronica Berta (Marina: Expressão)
  • Wander Antunes (O Silêncio e a Tempestade)

COLORISTA

  • Amanda Miranda (Braba: Antologia Brasileira de Quadrinhos)
  • André Caliman (Era Uma Vez no Contestado)
  • Germana Viana (Orixás: Griô)
  • Janis Ierullo (Capa de Culpa)
  • Jefferson Costa (Quando Nasce a Autoestima?)
  • Mariane Gusmão (Coringa: O Mundo)
  • Orlandeli (Mais Uma História Para o Velho Smith)
  • Thais Leal (Monstros Não Dizem Adeus)
  • Veronica Berta (Marina: Expressão)
  • Wander Antunes (O Silêncio e a Tempestade)

DESENHISTA DE HUMOR GRÁFICO

  • Aroeira
  • Bira Dantas
  • Caio Oliveira
  • Carol Ito
  • Fabiane Langona
  • Gilmar Machado
  • Laerte Coutinho
  • Nei Lima
  • Quinho
  • Will Leite

PRÊMIO JAYME CORTEZ

  • 12º Festival Internacional de Quadrinhos (Prefeitura de Belo Horizonte)
  • 8º Gibifest (Coletivo Alvoradense de Quadrinhos)
  • 8ª Top! Top!, convenção paraibana de quadrinhos (Manassés Filho)
  • Arquivo Ota: um mergulho na mente mais maluca da HQ brasileira (Bruno Porto e Marcelo Martinez, organizadores / MMarte Editora)
  • Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial
  • Benedita da Silva, autora do Projeto de Lei n° 24/2020, que deu origem à Lei nº 14.996/2024 que “Reconhece as expressões artísticas charge, caricatura, cartum e grafite como manifestações da cultura brasileira”
  • Guia dos Quadrinhos (Edson Diogo)
  • Letícia Ferreira (Gibiteca Balão)
  • Prateleira de Quadrinhos, que encerrou suas atividades em junho de 2024, após oito anos (Jonatas Varela)
  • Quadrinistas Contra a Fome (HQ Uni-vos e Poc Con)

ESPECIAL: EDITOR *

  • Carlos Rodrigues (Editora Criativo)
  • Cassius Medauar (Conrad Editora)
  • Daniel Esteves (Zapata Edições)
  • Francisco Ucha (Ucha Editorial)
  • Raphael Fernandes (Editora Draco)
  • Rodrigo Rosa (Figura Editora)
  • Rogério de Campos (Veneta)
  • Sandro Lobo (Brasa Editora)
  • Sidney Gusman (MSP Estúdios)
  • Thiago Ferreira (Comix Zone!)

* Registramos a editora na qual os indicados estavam em 2024, ano de elegibilidade do 41º Troféu Angelo Agostini.

ESPECIAL: JORNALISTA ESPECIALIZADO

  • Daniela Capuzzi (Páginas Amarelas HQs)
  • Érico Assis (Virapágina)
  • Gabriela Borges (Mina de HQ)
  • Heitor Pitombo (Mundo dos Super-Heróis)
  • Mariana Viana (Fora do Plástico)
  • Patricia Visconti (O Barquinho Cultural)
  • Paulo Floro (Revista O Grito)
  • Pedro Ferreira (Fora do Plástico)
  • Ramon Vitral (Vitralizado)
  • Télio Navega (O Globo)

ESPECIAL: PODCASTER OU YOUTUBER

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Novidades no 41º Troféu Angelo Agostini

A 41ª edição do Troféu Angelo Agostini (referente à produção nacional de quadrinhos de 2024) apresentará sua lista de indicados amanhã, com a votação popular sendo realizada de 3 a 15 de dezembro. A intenção da comissão organizadora é que os vencedores sejam divulgados ainda este ano e que, em 2026, seja realizado um grande evento de premiação presencial junto com o resultado da 42ª edição, tal qual ocorreu este ano com o evento especial em homenagem aos 40 anos do prêmio.

Esta edição do Angelo Agostini conta com algumas novidades. Algumas categorias tiveram uma atualização em seus nomes para refletir melhor seus objetivos. As três categorias ligadas às HQs, por exemplo, não mais serão chamadas de “melhor lançamento”, passando a ser denominadas “melhor quadrinho”, “melhor quadrinho independente” e “melhor quadrinho infantil”. Além disso, a categoria de “melhor cartunista, chargista ou caricaturista” passa a ser denominada “melhor desenhista de humor gráfico”.

Houve ainda a criação de uma nova categoria, “melhor desenhista/roteirista”, destinada aos quadrinistas responsáveis simultaneamente pelos desenhos e roteiros das HQs nacionais publicadas no ano anterior ao da edição do prêmio. Com isso, as categorias de “melhor desenhista” e de “melhor roteirista” passam a focar nos profissionais que tenham desenhado a partir de roteiros de outras pessoas e vice-versa.

Por fim, pela primeira vez desde 2005, o Angelo Agostini terá categorias especiais, que são aquelas laureadas de forma não regular (ou seja, que não ocorrerão todo ano). Serão três este ano e outras três diferentes em 2026.

As categorias especiais deste ano serão: “melhor editor” (voltada às pessoas que trabalham com edição de histórias em quadrinhos nacionais e que tenham atuado em 2024 em editoras formais, independentes ou em eventuais iniciativas individuais), “melhor jornalista especializado” (destinada a jornalistas profissionais que tenham produzido reportagens, divulgações, resenhas e/ou outros tipos de conteúdo jornalístico de forma regular sobre quadrinhos no decorrer de 2024) e “melhor podcaster ou youtuber” (para quem seja participante titular de podcasts e/ou canais de YouTube exclusivos sobre quadrinhos ou que tenham quadrinhos como tema recorrente, excetuando-se quem se enquadra na categoria anterior).

Neste momento, a relação dos dez indicados de cada categoria está sendo revisada pela comissão de seleção (que terá os nomes de seus membros divulgados junto com a lista de indicados). Maiores informações sobre o Angelo Agostini podem ser conferidas no site próprio da premiação.

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Eventos Troféu Angelo Agostini

Troféu Angelo Agostini: 40 anos

É com satisfação que a comissão organizadora do Prêmio Angelo Agostini, em parceria com o Educa HQ e a Casa de Cultura do Butantã, convida a todas e todos para a Cerimônia de Entrega do Troféu Ângelo Agostini, promovida pela Associação de Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP).

Este ano estaremos fazendo a entrega presencial dos troféus dos últimos cinco anos, período em que as cerimônias ocorreram apenas de forma online.

O evento acontecerá na Casa de Cultura Municipal Butantã (Av. Junta Mizumoto, 13 – Jardim Peri Peri, São Paulo – SP, 05537-070 | Tel.: (11) 3742-6218), entre os dias 3 e 5 de outubro de 2025, conforme a programação:

Sexta 03/10:

19h – Abertura oficial do evento
Roda de conversa com o tema: “Os impactos da IA no mundo dos quadrinhos”
Mediação: Guto Camargo
Convidados: Edgar Franco, Thina Curtis, André Freitas.

Sábado 04/10:

Roda de Conversa – das 17h às 18h – Sala Multiuso
“Autoria de quadrinhos nacionais: desafios, invisibilidades e reconhecimento.”
Mediação: Karoline
Convidadas: Karoline Brito e Samela Hidalgo
Apoio: Marcos Venceslau e Danilo Leite

18h30 – Abertura do dia
Homenagem aos falecidos 2024 – Gazy Andraus
Apresentação: Alexandre Silva

18h30 – Entrega do 36º Troféu – 2020 / 2019
20h – Entrega do 37º Troféu – 2021 / 2020
21h30 – Entrega do 38º Troféu – 2022 / 2021

Domingo 05/10:

Roda de Conversa – das 17h às 18h – Sala Multiuso
“Intencionalidade narrativa e feminismo nas HQs”
Mediação: Natália Sierpinski
Convidadas: Germana Viana e Vivian Munhoz

18h30 – Abertura do dia
Homenagens aos falecidos 2025 – Gazy Andraus
Apresentação: Alexandre Silva

18h30 – Entrega do 39º Troféu – 2023 / 2022
20h – Entrega do 40º Troféu – 2024 / 2023

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Vencedores do 40º Troféu Angelo Agostini

Temos o prazer de anunciar os vencedores do 40º Troféu Angelo Agostini. Este ano, não haverá cerimônia de premiação. Todos os premiados desta edição, assim como os das edições 36 a 39 (que foram realizadas de forma on-line), receberão seus troféus em um evento especial em homenagem aos 40 anos do prêmio em 2025.

Mestres do Quadrinho Nacional: Ana Luiza Koehler, André Diniz, Lúcia Nóbrega e Rogério de Campos

Lançamento: Contos dos Orixás: O Rei do Fogo (Hugo Canuto / editora Trem Fantasma)

Lançamento independente: Orixás: O Monstro do Vale (Alex Mir, Bruno Brunelli, Laudo Ferreira e Marcel Bartholo)

Lançamento infantil: Meu Gibizinho TEA nº 1 (Gabriel Sorriso / independente)

Fanzine: Eu Quero Ser a Sua Casa (Laura Athayde)

Web quadrinho: O Capirotinho (Guilherme Infante)

Desenhista: Germana Viana (Gibi de Menininha: Contos de F*das; Carmilla; Ménage)

Roteirista: Alex Mir (Orixás: O Monstro do Vale)

Colorista: Hugo Canuto (Contos dos Orixás: O Rei do Fogo)

Cartunista, chargista ou caricaturista: Laerte Coutinho

Prêmio Jayme Cortez: 3º PerifaCon

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Vote no 40º Troféu Angelo Agostini

Está aberta a votação popular para o 40º Troféu Angelo Agostini, premiação é promovida pela Associação de Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-SP). Se o formulário não aparecer, clique aqui para votar.

A votação será realizada até 15 de dezembro de 2024 e é aberta a qualquer pessoa interessada na valorização da produção nacional de história em quadrinhos (profissionais de história em quadrinhos, jornalistas, colecionadores, leitores etc.) de qualquer Estado brasileiro ou residente em outros países.

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A “dinâmica” da seleção de indicados

O Troféu Angelo Agostini tem como principal “filosofia” o fato de ser totalmente democrático. Ou seja, mesmo tendo uma lista de indicados em cada categoria, todos são livres para colocar uma opção que não esteja presente (desde que, naturalmente, seja pertinente à categoria). Com isso em mente, e tendo a intenção de apresentar uma variedade cada vez maior de nomes entre os indicados, fizemos algumas melhorias no sistema de seleção de indicados que, por motivos de transparência, vamos apresentar abaixo.

Categorias de melhor lançamento, melhor lançamento independente e melhor lançamento infantil:

A partir da lista de quadrinhos nacionais de 2023 (formatada a partir das indicações dos próprios autores e da comissão de mapeamento), os títulos são separados nestas três categorias e os indicados são escolhidos pela comissão de seleção (que, este ano, foi formada por Antonio Carlos Rodrigues da Silva, Denilson Rosa dos Reis, Edgar Silveira Franco, Germana Viana, Gian Danton, Guilherme Smee, Lucio Luiz, Márcio dos Santos Rodrigues, Marcos Venceslau, Mhorgana Alessandra, Regi Munhoz, Rodrigo Ortiz Vinholo, Sandro Merg Vaz, Suze Elias, Thina Curtis e Walter J. Martins Jr. – sendo que ninguém poderia escolher obras com as quais estivesse envolvido). A HQ que estiver em uma dessas categorias não pode estar simultanemanete em outra.

Os critérios para que uma obra se enquadre em cada uma dessas categorias são os seguintes:
Lançamento – Todos quadrinhos de autores brasileiros lançados por editora em 2023 em primeiro volume, primeira edição ou edição única (excetuando os títulos voltados ao público infantil).
Lançamento independente – Todos quadrinhos de autores brasileiros lançados de forma independente em 2023 em primeiro volume, primeira edição ou edição única (excetuando os títulos voltados ao público infantil).
Lançamento infantil – Todos quadrinhos de autores brasileiros voltados ao público infantil lançados por editora ou de forma independente em 2023 em primeiro volume, primeira edição ou edição única.

Categorias de melhor roteirista, melhor desenhista e melhor colorista:

A partir da lista de quadrinhos nacionais de 2023 (formatada a partir das indicações dos próprios autores e da comissão de mapeamento), os indicados são escolhidos pela comissão de seleção. Importante registrar que, diferente das categorias de lançamento, nesta não há a obrigação de que uma obra esteja em primeiro volume ou primeira edição, precisando apenas ser inédita.

Considerando que uma mesma pessoa pode ser, ao mesmo tempo, roteirista, desenhista e colorista de uma HQ e que a intenção é que a lista de indicados tenha a maior variedade possível de pessoas, foi estabelecido um novo critério que restringe que alguém que esteja na lista de indicados de uma dessas categorias também seja adicionado na lista de indicados de outra. Lembrando que, como existe a opção “Outros”, a pessoa continua podendo ser votada e até, se for o caso, vencer em mais de uma categoria.

Obs.: Arte-finalistas são indicados na categoria de melhor desenhista.

Categoria de melhor cartunista, chargista ou caricaturista:

A comissão de seleção define os indicados dessa categoria considerando todos os profissionais de humor gráfico do país que tenham tido uma produção regular (impressa ou on-line) de cartuns, charges e/ou caricaturas no decorrer de 2023. A única restrição, seguindo o mesmo princípio apresentado no tópico anterior, é que se alguém já tiver sido indicado nas categorias de melhor roteirista, desenhista ou colorista, não poderá estar na lista de indicados desta categoria (reforçando que isso não impede da pessoa ser votada na opção “Outros”).

Categoria de melhor web quadrinho:

A comissão de seleção define os indicados dessa categoria considerando todas as publicações de webcomics, webtoons, quadrinhos digitais e afins que tenham sido lançadas ou tido uma produção inédita regular em 2023.

Categoria “Prêmio Jayme Cortez”:

A comissão de seleção define os indicados desta categoria considerando pessoas ou instituições que tenham dado apoio ao quadrinho nacional em 2023.

Categorai de melhor fanzine:

Diferente das categorias anteriores, os fanzines devem ser inscritos (gratuitamente), com o envio de um PDF ou link para acesso a seu conteúdo. A seleção de indicados é feita por uma comissão especializada (este ano, formada por Gazy Andraus, Bira Dantas, Marcos Venceslau, Gian Danton e Ícaro Lênin Maia Malveira).

Categoria de Mestres do Quadrinho Nacional:

Por fim, os quatro nomes selecionados como Mestres do Quadrinho Nacional são definidos pela comissão organizadora do Troféu Angelo Agostini que, este ano, é formada por Adriano Ferrera, Alex Ponciano, Gazy Andraus, Guilherme Smee, Guto Camargo, Lucio Luiz, Márcio Rodrigues, Manassés Filho, Marcos Venceslau, Mhorgana Alessandra, Natania Nogueira e Suze Elias.

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Lista de quadrinhos nacionais publicados em 2023

Estamos começando a organizar a 40ª edição do Troféu Angelo Agostini e você pode nos ajudar a manter essa como a mais democrática premiação de quadrinhos do país. Publicamos uma lista de todos os quadrinhos nacionais publicados em 2023, que servirá de base para a comissão de seleção escolher os indicados deste ano ao prêmio.

Até o final de julho, manteremos um formulário aberto para que sejam indicadas eventuais omissões ou erros na lista (é muita HQ, então pode ter algum errinho aqui ou ali 😅). Clique aqui, leia com atenção as explicações referentes à lista e, se for o caso preencha o formulário (apenas atualizaremos, após conferência, informações enviadas pelo formulário – não envie e-mails ou mensagens diretas, por favor).

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A identidade visual do Troféu Angelo Agostini

Enquanto nos preparamos para iniciar as atividades do 40º Troféu Angelo Agostini (muito em breve), vamos conhecer um pouco sobre a identidade visual do prêmio nas palavras do designer Flavio Roberto Mota, que cuida disso desde a 35ª edição.

* * *

O desenvolvimento da identidade visual para a 39ª edição do Troféu Angelo Agostini foi um trabalho que vale a pena deixar registrado.

Quando eu comecei a trabalhar no design da AQC, a ideia era criar uma lógica visual que permitisse que, a cada edição, desse para criar visuais temáticos, para que determinados gêneros, artistas, movimentos, etc. dentro dos quadrinhos pudessem ser evidenciados, homenageados, ganhassem maior visibilidade desde a identidade visual, podendo se expandir também para os movimentos artísticos, manifestações culturais e demais linguagens que influenciam as HQs.

A primeira edição que esse material foi aplicado foi a do 35º AA, mas, como ainda estava tudo bastante incipiente, as mudanças começaram tímidas para aos poucos se tornar mais evidentes. Quase todas as edições iniciais foram baseadas em composições e arranjos com retículas coloridas, enquanto que o grande diferencial estava por conta da criação do selo do Troféu, até então inexistente.

Eu aproveitei para ajustar o logo da AQC, para que ela permitisse uma identidade visual completa. Com o ajuste realizado, foi possível determinar uma fonte para usar no título “Troféu Angelo Agostini” (Penumbra Sans) e para as demais aplicações (Gotham Family Font).

No entanto, a pandemia estremeceu todo o esquema de trabalho que já estávamos acostumados na AQC, tanto que tivemos que nos adaptar ao formato da premiação à distância e em estabelecer uma produção digital que não estava nos planos da equipe. Muita gente teve dificuldades, seja ela financeira, seja de saúde, seja mental, todos ficaram extremamente abalados. Muitos planos tiveram que ser adiados e até mesmo cancelados e essa dificuldade se refletiu na organização, assim como também na identidade visual das edições do Angelo Agostini que seguiram esse período.

Justamente por conta desse período extremamente atribulado, quando enfim, a COVID recuou, as mudanças na política assinalaram pelo menos que alguma civilidade seria possível de ser resgatada, nós sentimos novamente que era preciso deixar claro a importância de se respirar um ar puro e livre da convivência pacífica entre os diferentes, que é possível haver democracia, com liberdade e respeito à todos, todas e todes. Era preciso comemorar, celebrar o fato de que somos um país multicultural, multifacetado e que todos são bem vindos e aceitos.

A 39ª edição seria a primeira a ser celebrada depois dessa era das trevas, era como se a primavera surgisse de um longo e tenebroso inverno, e, como em toda primavera, era necessário novas luzes e cores, para a alegria reinar, inspirando e resgatando a esperança a todos os seres. Isso nunca havia ficado tão evidente para mim, e, por consequência, senti a necessidade que essa edição inaugurasse avanço maior na identidade visual, que nós pudéssemos demarcar um novo tempo, um novo movimento, uma nova realidade, para que as trevas da ignorância, do medo e do ódio nunca mais retorne das suas próprias trevas existenciais.

Logo, a intenção ao criar a identidade visual para o 39º Troféu Angelo Agostini foi de representar as principais massas populacionais que construíram esse país: os negros, que vieram expulsos de seus lares por 400 anos de uma escravidão desumana, dos indígenas, nossos verdadeiros pais, avós e bisavós, que mesmo vendo seu mundo se destruído, suas terras expropriadas, sua identidade, cultura e espiritualidade reduzida quase que a pó, tiveram a grandeza de nos dar toda a base para que fôssemos o povo que somos, por mais que a grande maioria dos brasileiros sequer tenha consciência do peso da herança indígena em nosso espírito coletivo. A terceira massa populacional homenageada foi a dos nordestinos, que numa onda migratória gigantesca, por décadas e décadas forneceu a mão de obra e o intelecto necessário para que os grandes centros pudessem desenvolver todo o arcabouço da sua civilidade e que passou sempre inviabilizado, desprezado, humilhado e explorado.

O caminho para essa representatividade foi usar como referência os grafismos relativos a sua cultura, pesquisar dentre o tipo de grafismo de cada um desses povos, elementos que fossem mais comuns neles que permitam ser agregados no nosso material.

Os grafismo africanos revelaram principalmente um uso característico de cores com uma carga alta de saturação e predominância de tons terrosos, os grafismos indígenas já eram mais restritos no quesito cor, enquanto que o grafismo nordestino era o que apresentava uma maior gama de tons, geralmente numa paleta mais clara, dando a impressão de certa luminosidade. Com relação às cores foi escolhida uma palheta não muito saturada para os logos e mais clara para o fundo, sendo esse predominantemente amarelo com alguns elementos puxando levemente para tons frios enquanto o logo ficou com as cores vermelho e verde um pouco mais escurecidas, complementadas por branco.

Com relação aos desenhos a escolha foi um pouco mais difícil. Nos grafismos africanos havia uma quantidade e variedade de elementos que permitia uma possibilidade gigantesca de padrões gráficos, como os exemplos a seguir.

Alguns elementos chamaram atenção, como as espirais que algumas vezes compunham grafismos que podiam se assemelhar ao sol ou alguma flor, por isso foi escolhido esse tipo de representação para ser utilizada no fundo amarelo, mas sem grande destaque.

Em compensação, o elemento que demonstrou-se presente na maioria dos grafismos foras as formas geométricas concêntricas. Logo, criamos um padrão de quadrados concêntricos dispostos em tamanhos diferentes para margear o fundo. Essa mesma ideia serviu para também criarmos um fundo com quadrados concêntricos alinhados de maneira uniforme, que foi aplicado ao logo do 39º AA.

Analisando os grafismos indígenas percebemos um curioso ponto comum entre eles.

Os desenhos em si variavam também de maneira ampla, embora não houvesse representações de figuras como o sol ou algum animal. O que saltou aos olhos é o fato de que, seja qual fosse o padrão indígena, a disposição de linhas diagonais era predominante, bem mais do que nos grafismos africanos. Por isso, a escolha foi a de representar os traços diagonais alinhados se revezando no seu sentido. Como variação para ser aplicado ao logo do 39ª AA, fizemos um padrão usando os mesmos quadrados concêntricos, só que agora na posição diagonal.

Ainda estava faltando acrescentar a identidade visual um toque de brasilidade representando os imigrantes nordestinos que fugindo da fome e da miséria que sofreram por tantos anos de secas, se espalhando pelos quatro cantos, ajudando a construir esse país com muito suor, dedicação e muitas vezes até mesmo sangue.

Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais da arte popular do nordeste, seus quadros, artesanatos, gravuras, a literatura do cordel, e nos chamou atenção a produção do Movimento Armorial, que teve como um dos expoentes o mestre Ariano Suassuna.

Embora os elementos gráficos da estética da arte nordestina seja riquíssima, um elemento persistia quase que onipresente em praticamente todas as suas manifestações, que é a presença do ponto, seja ele redondo, em forma de traços curtos, folhas, estrelas ou cruzes, essa pontuação parece remeter a uma herança medieval, assim como muitos dos elementos, para nos lembrar que a nossa origem européia não é nobre, mas popular, ibérica e moura.

De posse dessas três formas de representatividade, foi então realizada a finalização do selo oficial para o nosso 39º Troféu Angelo Agostini, que celebrou a diversidade e resgatou essa conexão com a base dos artistas de quadrinhos premiando mulheres em suas principais categorias, num resultado surpreendente até mesmo para o restante da equipe organizadora, além de ter sido a primeira cerimônia, ainda virtual, em que trouxemos a questão da realidade e dificuldades dos trabalhadores de quadrinhos no Brasil, para que a democratização ultrapasse os limites da representatividade e possa ser construído também pela luta da categoria visando conquistas reais para os artistas que representamos.

É preciso que essa caminhada, no entanto, prossiga, solidificando esse processo de representatividade e democratização para os quadrinhos nacionais, e, vamos agora para a 40ª edição montar mais um trabalho, com a ajuda e participação de todos que assim desejarem e quiser construir uma AQC e um Troféu Angelo Agostini cada vez mais brasileiro, reforçando que os quadrinhos também fazem parte da cultura brasileira e que precisa ser devidamente valorizada.

– Flavio Roberto Mota

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Vencedores do 39º Troféu Angelo Agostini

Os vencedores do 39º Troféu Angelo Agostini acabaram de ser anunciados na live. Para quem não teve a oportunidade de assistir (o vídeo está aí em cima, por sinal 😉), trazemos abaixo a relação de todos os premiados.

Lançamento: Nos Olhos de Quem Vê (Helô D’Angelo / editora HarperCollins)

Lançamento independente: Amarras (Cecilia Marins, Barbara Teisseire e Giulia Tartarotti)

Lançamento infantil: Afeto (Natália Sierpinski e Vivi Melancia / editora Outside.co)

Fanzine: Papo de Mulher: Almanaquezine de fotonovelas (Danielle Barros, organizadora)

Web quadrinho: As Tiras da Helô D’Angelo (Helô D’Angelo)

Roteirista: Helô D’Angelo (Nos Olhos de Quem Vê)

Desenhista: Helô D’Angelo (Nos Olhos de Quem Vê)

Colorista: Mariane Gusmão (O Menino Rei)

Cartunista, chargista ou caricaturista: Laerte Coutinho

Prêmio Jayme Cortez: PerifaCon

Mestres do Quadrinho Nacional: Adriana Melo, Érica Awano, Laudo Ferreira e Nilson Azevedo