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AQC entrevstia Flavio Mota (*) sobre Henfil

1. Como você conheceu o trabalho do Henfil? Lembra da ocasião?

Eu conheci o trabalho do Henfil muitos anos após sua morte. Apenas conhecia o seu nome até então e na verdade tive o meu primeiro contato, bastante breve, em 1990, na casa do meu professor de desenho na época, o quadrinhista Ismael dos Santos. Naquela época eu viajava quase todo final de semana para estudar na sua escola que ficava na Lapa e geralmente eu dormia na própria escolinha. Num desses finais de semana ele me convidou para dormir na casa dele, pois os filhos estavam em viajem de trabalho ou alguma coisa assim e teria como usar o quarto deles. Na manhã seguinte eu fiquei no estúdio que ele tinha nos fundos da sua casa, um lugar repleto de materiais de desenho, livros e revistas. Ali eu encontrei um exemplar de uma coletânea de tiras do Henfil e fiquei entretido enquanto o Ismael ainda não havia chegado no estúdio. Para mim foi extremamente impactante, porque a leitura era fácil, rápida, com um desenho leve, simples, rápido e ao mesmo tempo seu humor era pesado, denso, conseguia transmitir a tensão daqueles anos de chumbo que ele publicou no Pasquim. Eu fiquei anos sem ter contato com nada dele até que alguns anos mais tarde numa edição da Bienal do Livro eu encontrei a coleção de suas tirar publicadas em uma série de livros. Comprei todos. Eu considero aquele momento minha real interação com a obra do Henfil.

2. Qual foi o impacto inicial?

Não sei se dá para descrever porque o desenho era simples e rápido, quase feito de qualquer jeito, no entanto, era cativante, gostoso de ver, engraçadíssimo. A criatividade do Henfil era preponderante no seu trabalho. Não era necessário um grande e complexo cenário, personagens cheios de detalhes, truques e mais truques como enquadramentos radicais, diagramações arrojadas. Tudo estava ali servindo da maneira mais simples e direta possível, apenas sendo usado para contar uma história, e bem contada. Mas havia a história, o contexto histórico, o humor. mas não um humor boboca, sem direção, sem função. Seu humor era certeiro, ácido, porque não dizer incômodo porque mexia com alguns padrões que eu tinha como sendo a maneira de se fazer tiras, com muitas nuances, muitas camadas. Até o espaço vazio funcionava. E o traço… era magia pura. Eu fiz da experiência de ter a coleção dos trabalhos do Henfil uma oportunidade de aprender tudo o que me era possível. Tanto que hoje quando vou montar um layout de HQ eu faço como imitando os desenhos do Henfil.

3. O que chamou mais atenção o humor escrito, as gags visuais ou o traço?

Impossível dizer uma coisa só. Era a obra, não tem jeito. O resultado final chama atenção. Mesmo se você não quiser ler, sem que você perceba já está lendo as tiras. É impossível resistir. O desenho chama atenção a ponto de você ler e continuar lendo tudo até o fim, o trabalho dele é magnético, te prende e ao mesmo tempo soa despretensioso.

4. Seu trabalho teve influência direta? Se teve, em que sentido?

Evidente que teve, muito mais do que dá pra se imaginar. Na composição dos layouts de quadrinhos eu costumo usar muito a maneira dele montar as sequências das cenas muitas vezes baseadas apenas nas expressões dos personagens, usar a diagramação a serviço da história, perceber que uma imagem pode ser resolvida com poucos traços, aliás montar uma imagem com poucos traços ajuda a resolver uma cena, mesmo que o desenho final não seja composto de poucos traços. Eu também aprendi a valorizar a “sujeira” no desenho, aquela sujeira do desenho que parece não ter sido terminado, a beleza do traço corrido e a valorizar textos e sequências que possam ser um pouco mais pesados de uma maneira que seu peso não fique tão evidente. Eu juro que ainda não cheguei a seus pés, mas que isso me influencia, me influencia. Inclusive existe um projeto que está parado por um tempo de desenvolver uma espécie de fanzine com um grupo de artistas periféricos de um coletivo que eu me relaciono aqui em Bauru que terá um trabalho de tiras de quadrinhos meus representando a realidade da periferia, do povo preto, pobre e periférico que é a reprodução do estilo do Henfil sem tirar nem por. Eu penso que realizar esse projeto adotando o estilo do Henfil é o maior presente que eu posso dar ao projeto, porque mostra uma realidade crua de uma parcela considerável da população brasileira com um tipo de arte que ao meu ver melhor representa essa brasilidade, essa simplicidade, essa crueza.

5. Qual foi a impacto dos Quadrinhos e Charges do Henfil na Imprensa Sindical? E na esquerda? E entre seus amigos?

A maioria das pessoas que eu conheço talvez não conheça o seu trabalho e se conhece não conhece muito a fundo. Eu tenho contato com muita gente de idade bem mais nova e gente que não teve a mesma sorte de uma formação artística tão privilegiada como a minha, tanto que meu desejo é fazer de alguma maneira com que essa nova geração tenha um canal para conhecer certas coisas, certas realidades e certas linguagens, dentre elas a linguagem desenvolvida pelo trabalho do Henfil. Quanto a imprensa sindical e nada posso dizer, eu não tenho contato com ela. Na esquerda eu vejo que o trabalho do Henfil é mais influente entre os mais velhos, não está muito presente entre o pessoal mais novo, parece que faz parte do imaginário da esquerda sem que eles saibam exatamente do que se trata. As novas gerações demonstram muito poucas referências com coisas anteriores de suas gerações, coisa que não havia na minha geração, o que me preocupa porque eles perdem muito em termos de repertório de tudo.

6. Acompanhava as entrevistas do Henfil na Imprensa?

Eu não tive como, eu sou de uma outra geração. Quando eu ouvi falar do Henfil pela primeira vez foi quando saiu a notícia da sua morte.

7. O que achou da iniciativa da Editora Noir em reunir estas entrevistas em um livro? Que efeito acha que este livro terá em você e nos demais leitores?

Mais do que necessário, essencial para que sua imagem, sua obra e sua mensagem possam permanecer.

8. Sabia que Henfil era um profissional multimídia, atuando também na TV e no Cinema?

Não tinha conhecimento disso.

9. Pra você, qual é o tamanho da falta que Henfil faz?

Do tamanho que faz a falta de uma esquerda combativa e atuante num momento histórico como o atual.

10. As novas gerações conhecem pouco do trabalho do Henfil. Apesar de uma exposição de originais no Centro Cultural Banco do Brasil (2005) no Rio e em SP ter tido público recorde na época, o trabalho dele ainda é pouco compartilhado nas redes. O que fazer pra melhorar isso? O livro organizado pelo Gonçalo Jr pode ajudar?

É preciso ir até aonde o povo está, como já dizia Fernando Brandt. Seu trabalho precisa existir nos meios digitais, mídias sociais, nos sindicatos, escolas, faculdades, grêmios estudantis, etc. Seu trabalho precisa habitar os locais mais variados, as periferias, os movimentos sociais. As pessoas precisam conhecer o que foi e como foi a resistência na época da ditadura para compreender como se faz uma resistência, porque a esquerda está muito dissipada, muito pouco aguerrida, precisa atuar, precisa de uma injeção de inspiração. O povo precisa sonhar, precisa aprender a lutar pelos seus direitos, a correr atrás, a se manifestar, mostrar sua indignação, ser protagonista do seu próprio país.

11. O Brasil hoje está ‘sick da vida’ com tantos ataques à democracia, à inclusão social, racial e de gênero, à distribuição de renda? Ou a coisa precisa piorar mais pro povo reagir?

Da maneira como a coisa está, infelizmente, ainda vai piorar e piorar muito mais. Não existe mobilização, não existe consciência de classe, não existe politização, não existe ação, não existe combate, não existe nem mesmo um ensaio para que o nosso lado construa um projeto de país verdadeiramente democrático e livre. As pessoas se contentem apenas em deixar de perder mais direitos e nem isso estão conseguindo. Nosso país está se transformando no inferno na terra e todos continuam querendo, insistindo em viver suas vidinhas como se fosse possível haver normalidade. É muito triste tudo isso, os demônios criaram coragem, estão dançando e rindo de tudo e todos enquanto que os bons criaram vergonha de saírem a luz do sol. Eu nunca poderia imaginar que fossemos chegar a esse ponto. E a tendência é piorar porque o lado de lá está apenas começando e eles não irão parar os ataques enquanto a esquerda não virar o jogo. Não irá aparecer nenhum salvador vindo dos céus para nos libertar de todo mal e iniquidade. É melhor que todos nós acordemos.

12. Como Henfil estaria reagindo à sanha fascista, totalitária e anti-democrática que abocanhou os três poderes?

Eu acho que ele estaria fulo da vida com tudo isso e principalmente, com a incapacidade de mobilização do nosso lado.

13. Henfil foi um dos fundadores do PT, que se propunha a transformar radicalmente a sociedade. Esta décima terceira pergunta é o espaço pra suas considerações, não finais, mas futuristas. É possível ainda transformar o país de forma radical? O humor entra nisso?

É possível, mas para isso ser possível é preciso ser radical, parar de fingir que não existe luta de classes, parar de ficar propondo conciliação porque a nossa burguesia foi quem ultrapassou os limites de institucionalidade. Está tudo errado. O sistema está errado. Não dá para querer salvar o que está destruído. Se o PT quiser MESMO salvar este país vai ter que ser bem mais radical em suas propostas e em suas ações do que foi em 2002. O Brasil não é o mesmo, o mundo não é o mesmo, não há mais espaço para uma normalidade que ninguém está disposto a bancar, vai ser preciso jogar duro e pesado porque o lado de lá já está jogando pesado, sem seguir nenhuma regra, estamos sob o vale tudo de gente que não teme nem a morte e se a gente não fizer alguma coisa não sobrará esquerda para contar a história, provavelmente não sobrará nem Brasil, talvez não sobrará história.

CONTATO

(*) Flavio Roberto Mota é ilustrador, chargista, cartunista, membro da AQC e da Revista Pirralha. flaviormota@gmail.com Oferece serviços de ilustração e quadrinhos através do Estúdio Tris. https://www.facebook.com/FlavioMotaIlustra

Trabalhou como ilustrador, web-designer e assistente de estúdio em Carillo Pastore Euro RSCG, Totem, Terra Networks, McCann Erickson. Estuda na UNESP. Estudou Animação 2D/3D no CAV – Centro de Audiovisual São Bernardo do Campo.

https://www.facebook.com/flaviormota Criou a página de Charges e Cartuns: https://www.facebook.com/Groselha.Grafica

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AQC entrevista: Nilson Maia sobre Henfil

1. Como você conheceu o trabalho do Henfil?

Foi no início da década de 70. Adolescente, de família e colégio politizado, sempre esperava ansioso O Pasquim que era lido e compartilhado com os colegas da escola.

2. Qual foi o impacto inicial?

Foi como um contra-ponto das longas análises econômicas ou sociais dos longos textos que se conseguia ler (Caio Prado, Graciliano Ramos, etc..). Era uma coisa moderna, cheirava a novo. O humor sério fazia contra-ponto com o humor de galhofa que era comum na época. Henfil fazia a crítica social e econômica, clara, resumida, em poucos traços ágeis que conseguia driblar a censura prévia a que todas as publicações estavam sujeitas na época

3. O que chamou mais atenção o humor escrito, as gags visuais ou o traço?

O traço simples (que nós, moleques, conseguíamos copiar) e o texto quase telegráfico, mas completo, cheio de crítica.

4. Seu trabalho teve alguma influência?

Não percebo.

5. Qual foi a impacto dos Quadrinhos e Charges do Henfil na Imprensa Sindical e na Esquerda?

No movimento sindical não tenho condição de analisar. Mas na Esquerda, definitivamente, ajudou a tirar ranço sério e chato, compreensível pela situação que a ditadura impunha, que tinha a esquerda da década de 70.

E entre seus amigos?

Ajudou-nos a entender que o humor pode ser sério e que mesmo em situação tão grave como se vivia na ditadura militar, havia espaço para rir. Mesmo que fosse vendo o Fradim fazendo top-top para a gente.

Quais eram os comentários das pessoas?

“O Henfil é foda!”

6. Acompanhava as entrevistas do Henfil na Imprensa?

Sim.

Teve alguma que lhe marcou?

Uma desenho o Orelana e a Graúna no ombro do Zeferino de costas, olhando para o horizonte dizento “Há uma esperança”

Porquê?

Era o final da década de 70, ou início de 80 e se antevia a possibilidade do fim da ditadura

7. O que achou da iniciativa da Editora Noir em reunir estas entrevistas em um livro?

Ótimo!

Que efeito acha que este livro terá em você e nos demais leitores?

Um registro histórico importante que trará reflexões sobre a atual situação política, econômica e social de hoje, que de certa forma tem muito em comum com a da época do surgimento de Henfil e seus personagens

8. Conheceu o Henfil multimídia, atuando na TV e no Cinema?

Pouco acompanhei essa faceta do Henfil. Fui um voraz consumidor do Henfil no papel.

9. Pra você, qual é o tamanho da falta que Henfil faz?

É uma falta sem dimensão. Infinita.

10. As novas gerações conhecem pouco do trabalho do Henfil. O livro organizado pelo Gonçalo Jr pode ajudar a mudar esse panorama?

Sim. Tudo que relembrar Henfil, além de satisfazer os velhos, fará com que os jovens percebam a dimensão universal e atemporal de sua obra. Henfil é uma espécie de Quino brasileiro.

11. O Brasil hoje está ‘sick da vida’ com tantos ataques à democracia, à inclusão social, racial e de gênero, à distribuição de renda. A coisa precisa piorar mais pro povo reagir?

Não.

12. Como Henfil estaria reagindo à sanha fascista, totalitária e anti-democrática que abocanhou os três poderes?

Gosto de acreditar que se Henfil ainda desenhasse nos dias de hoje, teria criado um militar fascista, um político miliciano e, certamente, um pastor louco!

13. Henfil foi um dos fundadores do PT, que se propunha a transformar radicalmente a sociedade. Esta décima terceira pergunta é o espaço pra suas considerações, não finais, mas futuristas. É possível ainda transformar o país de forma radical?

Apesar de difícil, o PT provou que é possível modificar o país e diminuir a indecente concentração de renda. Apesar de não ter dado conta da reação da “elite” econômica e ter sucumbido, ao meu ver, com muita mansidão ao golpe de 2016, ainda há espaço para avançar e formar novas lideranças progressistas dentro do próprio PT. Afinal, por mlelhor que seja, Lula não é eterno.

O humor entra nisso?

O Humor está em nós. Vocês (Bira e seus colegas cartunistas) só ajudam a nós -seres rudes e insensíveis de tanto calo nas costas- a percebermos melhor a divindade do Humor que está em tudo e em todos. Forte abraço, meu amigo (e parceiro de uma charge!!). Saudades.

Nilson Borlina Maia é Engenheiro Agrônomo (ESALQ 1981). Mestre e Doutor em Solos e Nutrição de Plantas Especialista em destilação e produção de óleos essenciais de Plantas Aromáticas.

Sócio Fundador da Linax Óleos Essenciais – Direção Científica Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas – Seção de Plantas Aromáticas e Medicinais. 1988-2019 Professor de Ecologia PUCAMP 2000-2001 Professor de Ecologia da PUC – SP 1995-2002 Pesquisador Embrapa- Programa Energia 1985-1988 Centro de Tecnologia Copersucar 1982-1985

Detalhe: a foto de perfil de Nilson Maia no Facebook é a Graúna, personagem imortal de Henfil, o apelido do Nilson na ESALQ era Fubeca e o colega de ESALQ Luiz Rangel cometeu o desatino de deixar sua rara coleção de Fradins, que agora vai presentear o cartunista e amigo Bira.

https://www.facebook.com/nilson.maia.54

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AQC entrevista: Lor sobre Henfil

1) Como você conheceu o trabalho do Henfil?

Conhecia Henfil pelo Pasquim, admirava seu trabalho e encontrei com ele num dos salões de Piracicaba, em 1976, talvez.

2) Qual foi o impacto inicial?

Uma pessoa agressiva e crítica, duas qualidades naquela época.

3) O que chamou mais atenção: o humor escrito, as gags visuais ou o traço?

Os cartuns e personagens de quadrinhos, além do traço, é claro.

4) Seu trabalho teve influência direta?

Sim, e muita. Queria ser crítico como ele, fazer desenhos simplificados e diretos como os dele. Estive hospedado em sua casa em São Paulo por uns dias e recebi muitas dicas dele sobre como fazer um quadrinho politicamente engajado. Trocamos algumas cartas sobre isto. Veja aqui um relato sobre estes momentos https://lorcartunista.blogspot.com/2018/01/henfil-o-palestino.html

5) Qual foi a impacto dos Quadrinhos e Charges do Henfil na Imprensa Sindical? E na esquerda?

Henfil influenciou a todas os cartunistas da minha geração que tinham uma perspectiva de esquerda. Tentamos fazer em nossos nichos o que ele fazia no Pasquim e na grande imprensa.

6) Acompanhava as entrevistas do Henfil na Imprensa? Teve alguma que lhe marcou?

Sim, tudo o que ele falava era importante para nós. Sua tentativa frustrada de trabalhar nos Estados Unidos foi a maior lição sobre colonialismo cultural que poderíamos ter ao vivo.

7) O que achou da iniciativa da Editora Noir em reunir estas entrevistas em um livro? Que efeito acha que este livro terá em você e nos demais leitores?

Boa ideia: será um prazer rever e repensar aquele tempo.

8) Henfil era um profissional multimídia, atuando na TV e no Cinema. O que achou das produções do cartunista em TV Homem e Tanga, deu no New York Times?

Achava sua tentativa de se adaptar a outras mídias atrevida e necessária, mas os resultados não foram bons. Deu no New York Times é um desastre como filme. A TV Homem tem momentos muito bons.

9) Pra você, qual é o tamanho da falta que Henfil faz?

Peço novamente que veja o texto que escrevi no Blog sobre sua morte. Minha dor está colocada lá e não estou com forças para reviver tudo aquilo neste momento.

10) As novas gerações conhecem pouco do trabalho do Henfil. Apesar de exposições e do enorme esforço do Instituto Henfil, criado pelo filho Ivan Cosenza, o material de Henfil ainda é pouco compartilhado nas redes. O que fazer pra melhorar isso?

Acho que toda arte, incluindo os cartuns, são manifestações históricas. Somos datados. Cada época tem a sua linguagem, suas questões e soluções. Acho ilusório tentarmos recuperar o impacto do Henfil ou de qualquer um de nós numa época diferente daquela em que ele atuou com grande repercussão popular.

11) O Brasil hoje está ‘sick da vida’ com tantos ataques à democracia, à inclusão social, racial e de gênero, à distribuição de renda… Como Henfil estaria reagindo à sanha fascista, totalitária e anti-democrática que abocanhou os três poderes?

Acho que estaria reagindo com as armas que dispunha (e dispomos): escrevendo, desenhando e se posicionando contra o bolsonarismo. Apesar de sua argúcia política, tenho a impressão de que ele se surpreenderia com a parcela da população que se revelou de extrema direita no Brasil.

12) Como Henfil estaria reagindo à sanha fascista, totalitária e anti-democrática que abocanhou os três poderes?

Provavelmente com a fúria dos justos que ele exibia diante da ditadura e da miséria social.

13) Henfil foi um dos fundadores do PT, que se propunha a transformar radicalmente a sociedade. Esta décima terceira pergunta é o espaço pra suas considerações, não finais, mas futuristas. É possível ainda transformar o país de forma radical? O humor entra nisso?

Sim, Henfil foi um dos fundadores do PT e hoje talvez estivesse num partido mais combativo (como o PSOL, talvez) por causa dos acordos que o PT fez com o centrão e outros desvios bem conhecidos do sonho inicial. Quanto a transformar o país, acredito que uma nova sociedade pode evoluir do capitalismo, mas somente se isso for acontecendo aos poucos e transformando o mundo como um todo. Os desafios são aparentemente insuperáveis. Há momentos em que fico cético de que conseguiremos superar a crise climática e a desigualdade econômica, sem falar no poderio militar nuclear que ainda existe sobre nossas cabeças. Construímos uma sociedade cujo funcionamento depende do crescimento exploratório das pessoas e do planeta. Não sei se existe uma maneira de mudar esta estrutura que se tornou automática. Além de tudo, somos guiados pelo acaso com nenhum ou pouquíssimo livre arbítrio. Não creio que estejamos bem equipados para mudar o mundo antes que sejamos extintos como civilização. Mas não me resta nenhuma opção além de acreditar que devemos tentar.

Contatos:

rodrigues.loc@gmail.com https://www.facebook.com/luiz.rodrigues.77736https://lorcartunista.blogspot.com

LOR é cartunista desde 1973, publicou 5 mil charges, ilustrações e cartuns em diversos órgãos de imprensa. Foi premiado em salões internacionais de humor e recebeu o “Troféu Angelo Agostini” de Mestre do Quadrinho Nacional em 2006 (SP). Publicou livros com cartuns e quadrinhos, ilustrou livros de ciências e literatura; cartilhas sobre saúde, direitos humanos, preservação ambiental e construção da cidadania. LOR também é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais em 1972, foi Professor Titular na UFMG. Foi Pesquisador do CNPq, publicou artigos e realizou orientações de iniciação científica, mestrado e doutorado.

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AQC entrevista: Gazy Andraus sobre Henfil

1. Como conheceu o trabalho do Henfil?

Eu era adolescente e vi alguns números da série do Fradim, na casa de primos em MG. Mas ao mesmo tempo, pouco depois, ele começou a aparecer no programa televisivo da Globo, o “TV Mulher”, fazendo a esquete “TV Homem” (que era um quadro de humor em preto e branco). Eu assistia e gostava muito. E depois, quando fui chegando à maturidade comecei a entender melhor as situações críticas que Henfil inseria nos Fradim e nas HQs da Graúna, Zeferino etc.

2. Qual foi o impacto inicial?

Os desenhos e traços caligráficos dele, que eram muito expressivos e eu adorava. E o próprio Henfil na TV Homem (dentro da TV Mulher) que era muito hilário.

3. O que chamou mais atenção: o humor escrito, as gags visuais ou o traço?

Tudo junto e misturado: as expressões incrivelmente verossímeis, ainda que caricaturais do desespero do Fradim quando o Baixim o punha em maus lençóis, o sofrimento pueril da Graúna, a sapiência ativista do Bode Orelana…eram desenhos e sequências impactantes, pois traziam expressões fortíssimas.

4. Seu trabalho teve influência direta?

Não, porque meu traço não é de humor e nem caricatural. Mas há certa semelhança na criação “automática”. Li numa entrevista dada por Henfil que quando ele estava dentro de sua criação, se tivesse que desenhar um carro, ele saía excelente. Mas se pedissem a ele um, fora de seu contexto criativo, saía ruim, segundo ele. Fiz a analogia com meu processo criativo: se estou na fluidez do momento da criação (quase como uma escrita desenhada surrealista direta à nanquim), saem minhas artes com impacto que devem ter (fantástico-filosófico). Mas se não estou imbuído deste momentum, minha criação é fraca. Quando li a fala de Henfil, imediatamente entendi que ele tinha um processo criativo em que o meu era similar, apesar dele fazer humor ácido e crítico e eu HQs de cunho filosófico e fora do caricatural!

5. Qual foi a impacto dos Quadrinhos e Charges do Henfil na Imprensa Sindical?

Para mim, o que importava mais era a situação de miséria que ele mostrava do Brasil com os personagens da caatinga. Eu não tinha esta verve política atual, pois eu era ainda um jovem adolescente que lia gibis de humor e de heróis. Mas entendia a “seriedade” das denúncias que ele trazia em suas artes de humor ácido, ligeiro e inteligentes.

6. Acompanhava as entrevistas do Henfil na Imprensa?

Sim. Além da que relatei na questão 4, tinha uma outra que, se não me engano, ele deu à revista Caros Amigos, que foi uma longa entrevista mas muito inusitada e até com pontos espiritualistas com tópicos incríveis que eu jamais havia lido antes!

7. O que achou da iniciativa da Editora Noir em reunir estas entrevistas em um livro?

Eu não sabia desta iniciativa, mas apoio. Principalmente – esqueci-me de dizer – adorava ler as cartas que ele enviava à mãe, de quando morou nos EUA e as publicava na sua série do Fradim.

8. Conheceu o Henfil multimídia na TV e no Cinema?

Como disse, conheci-o mais nos quadrinhos e na TV homem. Também e li Henfil na China que muito me marcou igualmente.

9. Qual é o tamanho da falta que Henfil faz?

Não sei como ele estaria nos tempos atuais. Mas a cada um – penso – lhe é dado seu tempo e seu afazer. Ele foi fenomenal na sua época e denunciou pra valer o “mostra a sua cara, Brasil”. Atualmente há outros cartunistas como Latuff e mesmo Laerte, e Angeli, que até dão conta do recado, em certa instância. Mas realmente, a pungência do Henfil marcou uma época que foi preciosa nas artes gráficas, da denúncia, pelos cartuns e charges dele. Memso nos EUA, não entendiam o humor dele e ainda fechavam seus desenhos e punham bendays (parece que não conseguiam aceitar os desenhos caligráficos e gestálticos dele, que a gente une mentalmente ao visualizar – neste ponto, éramos mais avançados que o norte-americano médio, aparentemente, na degustação da arte dos desenhos).

10. As novas gerações conhecem pouco do trabalho do Henfil. O que fazer pra melhorar isso? O livro organizado pelo Gonçalo Jr pode ajudar?

Creio que sim. Os livros ajudam a manter a memória. Exposições também. E, claro, trabalhos de pesquisa acadêmicos.

11. O Brasil hoje está ‘sick da vida’ com tantos ataques à democracia, à inclusão social, racial e de gênero, à distribuição de renda? Ou a coisa precisa piorar mais pro povo reagir?

Acho que sempre esteve. Cada período, de seu jeito. Mas é inegável que nalguns períodos a coisa toma mais vulto que noutros, como neste (des-)governo atual.

12. Como Henfil estaria reagindo à sanha fascista, totalitária e anti-democrática que abocanhou os três poderes?

Acho que ele estaria sendo caçado, até, e/ou ameaçado de morte, talvez.

13. Henfil foi um dos fundadores do PT, que se propunha a transformar radicalmente a sociedade. Esta décima terceira pergunta é o espaço pra suas considerações, não finais, mas futuristas. É possível ainda transformar o país de forma radical? O humor entra nisso?

Impossível que todos comunguem de um mesmo pensamento radical e/ou político. O que se necessita talvez, é um pouco mais de coerência, além de “cor” – de coração e amor. Henfil amava a vida, amava sua mãe e amava a arte. Isto transparecia mesmo quando ele parecia bradar lutando. Creio que o que falta é isto. Este governo conseguiu matar a compaixão e o amor, e fincou a bandeira exclusiva do ódio.

Gazy Andraus é membro da AQC, um dos organizadores do Troféu Angelo Agostini, pós-doutorando pelo PPGACV da FAV-UFG (Bolsista CAPES-PNPD), Doutor pela ECA-USP, Mestre em Artes Visuais pela UNESP, Pesquisador e membro do Observatório de HQ da USP, Criação e Ciberarte (UFG) e Poéticas Artísticas e Processos de Criação (UFG). Também publica artigos e textos no meio acadêmico e em livros acerca das Histórias em Quadrinhos (HQs) e Fanzines, bem como também é autor de HQs e Fanzines na temática fantástico-filosófica.

E-mail: gazyandraus@ufg.br, yzagandraus@gmail.com, Sites e blogs: http://tesegazy.blogspot.com/ , https://yzagandraus.wixsite.com/gazy/home , http://classichqs.blogspot.com/ , http://conscienciasesociedades.blogspot.com/, Site de Gazy Andraus (WIX) https://yzagandraus.wixsite.com/gazy (Site de arte, fanzines, HQs, ilustrações e artigos e textos acadêmicos) No facebook: https://www.facebook.com/gazy.andraus Instagram: https://www.instagram.com/gazyandraus/ e Twitter: GazyAndraus (@AndrausGazy):https://twitter.com/AndrausGazy Fanzines: https://issuu.com/gazyandraus/docs/3d_imagens-zine-separadas-1-pp; https://issuu.com/gazyandraus/docs/projeto-3d-imagens-volii-ppoint_sequencia

Canal GaZine no youtube no canal “Gazy Andraus”, acerca de fanzines e afins.

Todos os episódios aqui: http://tesegazy.blogspot.com/p/gazine.html

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AQC entrevista: Paulo Batista sobre Henfil

1. Como você conheceu o trabalho do Henfil? Lembra da ocasião?

Eu não consigo dizer, precisamente, onde e quando eu vi pela primeira vez um desenho do Henfil. Ali na virada dos anos 70 pra 80, eu adolescente comecei a me interessar muito pelos cartuns que eu via nos jornais. Recortava tudo e guardava em cadernos. Também comecei a ir atrás de revistas. Foi assim que eu conheci mesmo toda aquela turma de cartunistas da época e a geração imediatamente anterior, do Pasquim. Henfil veio nessa onda. Tudo aquilo foi pra mim muito impactante, ao ponto de eu resolver que queria fazer também. Agora, na minha memória afetiva, o que mais me marcou com relação ao Henfil foi ver os desenhos dele iconicamente ligados à toda aquela luta pelo fim da ditadura empresarial-militar, por eleições diretas, por uma nova constituição…

2. Qual foi o impacto inicial?

Como eu disse antes, aquelas coisas todas foram fundamentais, fizeram eu decidir o que queria ser…

3. O que chamou mais atenção o humor escrito, as gags visuais ou o traço?

Tudo. O traço simples, a linguagem direta. Era um puta jeito de conversar com o povo.

4. Seu trabalho teve influência direta? Se teve, em que sentido?

Sobretudo com relação ao comprometimento político. Me mostrou que o humor gráfico precisa posicionamento, mais do que político em relação à conjuntura, posicionamento e compromisso ideológico. Neutralidade é balela. Eu procuro jamais me afastar desse compromisso.

5. Qual foi a impacto dos Quadrinhos e Charges do Henfil na Imprensa Sindical? E na esquerda? E entre seus amigos? Quais eram os comentários das pessoas?

Como eu nasci profissionalmente na imprensa sindical, e meus velhos camaradas de sempre também sempre estiveram ligados nisso, Henfil foi referência pra todo mundo, pra todo esse meu círculo desde aquele tempo.

6. Acompanhava as entrevistas do Henfil na Imprensa? Teve alguma que lhe marcou? Porquê?

Acaba que eu vi muita coisa de arquivo, tipo entrevista no Vox Populi da TV Cultura de 78. Assim é impossível não ser marcante, sabendo o que rolava e o que veio depois…

7. O que achou da iniciativa da Editora Noir em reunir estas entrevistas em um livro? Que efeito acha que este livro terá em você e nos demais leitores?

Ótimo. A gente precisa desses documentos. É a nossa história, nossa como cartunistas e nossa como brasileiros.

8. Henfil era um profissional multimídia, atuando na TV e no Cinema. O que achou das produções do cartunista em TV Home e Tanga, deu no New York Times?

Engraçado essa coisa do multimídia, acho que nem se usava essa expressão naquela época, né? No fundo porque tudo é a mesma obra, muda a plataforma e o jeito de fazer algumas coisas. Talvez hoje o meio seja tratado com mais relevância do que o conteúdo. Henfil foi gênio, andou por qualquer plataforma com maestria.

9. Pra você, qual é o tamanho da falta que Henfil faz?

Não tem como medir o tamanho dessa falta. Mas tem a obra, absolutamente atual. Não morre nunca.

10. As novas gerações conhecem pouco do trabalho do Henfil. Apesar de uma exposição de originais no Centro Cultural Banco do Brasil (2005) no Rio e em SP ter tido público recorde na época, o trabalho dele (apesar do enorme esforço do Instituto Henfil, criado pelo filho Ivan Cosenza) ainda é pouco compartilhado nas redes. O que fazer pra melhorar isso? O livro organizado pelo Gonçalo Jr pode ajudar?

Sim, acho que pode ajudar mesmo. Agora, a geração atual desconhece ou passa ao largo dessa questão da autoria. Eu penso que isso é um problema bem resultado dessa cultura da internet meio terra onde as coisas circulam sem que se dê créditos pra quase nada como se tudo fosse meme. Uma encrenca isso…

11. O Brasil hoje está ‘sick da vida’ com tantos ataques à democracia, à inclusão social, racial e de gênero, à distribuição de renda? Ou a coisa precisa piorar mais pro povo reagir?

Eu nem gosto de colocar as coisas na forma “o povo não reage”. Isso me soa um tanto elitista. O povo acerta e erra, como sempre foi, muitas vezes por questões práticas, imaginando na ideia vendida como solução para os problemas que tão pegando. Acho que a gente tem de jogar esse jogo, não tem por onde, e não entrar nessa de culpar o pobre quando a coisa sai errada.

12. Como Henfil estaria reagindo à sanha fascista, totalitária e anti-democrática que abocanhou os três poderes?

Henfil estaria na luta. Aliás, acho que está de qualquer forma. Afinal ele também deixou legado, armas pra enfrentar essa onda…

13. Henfil foi um dos fundadores do PT, que se propunha a transformar radicalmente a sociedade. Esta décima terceira pergunta é o espaço pra suas considerações, não finais, mas futuristas. É possível ainda transformar o país de forma radical? O humor entra nisso?

A transformação é sempre a busca. A minha formação é em História, e eu penso a partir de uma visão contemporânea que refuta aquela antiga tradição positivista, linear. A coisa é um grande espiral. Nem se ganha nem se perde definitivamente, se joga sempre no jogo das tensões sociais. A luta não é escolha, é imperativa. A coisa da isenção é totalmente falsa. Nisso o papel da gente pelo humor, pela palavra, pelas ações, enfim, seja como for sempre vai ser parte disso.

(*) Paulo Batista é cartunista. Chargista colaborador do portal Brasil de Fato e do Blog do Menon. Edita e publica desenhos e HQs em livros e zines pelo selo PB Editorial. https://www.facebook.com/artepbatista @paulopbatista no instagram e no twitter.

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Expo de quadrinhos e cartuns pandêmicos

OFELIANO Eduardo Ebenezer Ofeliano de Almeida (natural de SP, radicado no RJ). Desenhista de HQ e de storyboards. Publicou o Leão Negro em co-autoria com Cynthia Carvalho em Portugal e no Brasil pela Meribérica. Tem trabalhado com storyboards em filmes como Cidade de Deus, Outras Estórias, Deus é Brasileiro, Caramuru e O Auto da Compadecida e telenovelas e séries como Coração de Estudante, Desejos de Mulher, A Grande Família, Labirinto, A Justiceira, O Clone e A Casa das Sete Mulheres. Fez uma história em quadrinhos onde o cartunista Péricles encontra seu personagem, O Amigo da Onça, a HQ deu origem ao curta-metragem A Última do Amigo da Onça de 2005. Em 2006 foi premiado na categoria melhor argumento no Festival Guarnicê de Cinema. www.Lambiek.net/artists/o/ofeliano Ofeliano de Almeida – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org) https://www.facebook.com/Ofeliano-De-Almeida-899107576804716

BRUM Rodrigo Brum (natural do RJ, radicado em Natal, RN) Chargista do jornal Tribuna do Norte, do jornal do Sindicato dos Bancários do RN e do programa Bora RN (TV Band-RN). Autor das tiras Brummmmm !!!, Barriga de Rato e O Menino da Laje 8. Vencedor do prêmio Angelo Agostini (cartunista/2015), Vencedor do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (artes/2016 e 2018), segundo lugar no concurso de cartum “Nova Previdência Social: melhor para quem?” (2019), um dos 10 selecionados para o edital de cartuns anti-racistas promovido pela ARTIGO 19 e Coalizão Negra por Direitos (2020) e um dos vencedores do Prêmio “Destaque Vladimir Herzog Continuado” (2020). Ex-colaborador da revista MAD Brazil. ______________________________ https://www.facebook.com/rabiscosdobrum https://www.facebook.com/BrumChargista/ https://www.facebook.com/BarrigaDeRato/ https://twitter.com/Brummmmm Instagram: @rabiscosdobrum

YKENGA Bonifacio Rodrigues de Mattos (RJ) Iniciou profissionalmente a carreira em 1970, no O Pasquim. Passou por algumas redações: O Dia, O Povo, Última Hora, O Fluminense, Jornal dos Sports, Tribuna da Bahia, O Povo – de Fortaleza-, Libèracion da Suécia, La Juventud do Uruguai, Starchel da Bulgária, dentre outros. Ilustrou livros com textos de Martinho da Vila, Novos Talentos, da ABL, o Catálogo do salão Internacional de Caricatura de Montreal (Canadá) e publicou trabalhos autoria. Expôs no Yomiury Shimbum-Japão, Angouleme-França, salão Internacional de Caricatura do Canadá, fez uma individual no Museu da Imagem e do Som-RJ, na Casa do Humor e na Sátira de Gabrow-Bulgária. Faz a sua crítica à realidade, através do humor explicito em seus desenhos e é um ativista das causas negras. https://www.facebook.com/ykenga.mattos Site do Ykenga https://www.ykenga.com.br ykenga@gmail.com

EDRA Élcio Danilo Russo Amorim (Caratinga, MG). Cartunista / Produtor Cultural / Design Gráfico / Jornalista / Editor. – Iniciou na profissão de cartunista no Correio Braziliense – Brasília / 1980 – Premiado e selecionado em vários salões de humor no Brasil e no exterior. – Realizador do Salão Internacional de Humor de Caratinga. – Idealizador/ Fundador da Casa Ziraldo de Cultura e da Gibiteca Turma do Pererê. – Membro da Comissão Julgadora de Premiação do Salão de Humor do Piauí (2005), Brasília (2005), Piracicaba (2018), Belém (2018) e China (2019). – Tem trabalhos publicados em diversos jornais e revistas brasileiros e do exterior. – 31 livros publicados, com destaque para o livro «Ziraldo – Ao Mestre Com Carinho», (Melhoramentos) premiado com o Troféu HQ MIX. (2019). – Membro da equipe internacional do MAC – Morocan Association of Cartoon e Cartoons Anthology (Romênia) – Colabora para importantes editoras do país, tais como: Melhoramentos, Positivo, Moderna, FTD, Leya Edições, Pitágoras, Base Editorial (PR), Kroton, Alto Astral, FUNEC, Organização Educacional Farias Brito (CE) e ilustrações e capas para diversos autores. – Presidente da Associação Estação Cultural de Caratinga – Idealizador da 1ª Feira Literária de Caratinga (2018) – Editor fundador do jornal A Semana (1984) e Chargista do Diário de Caratinga, durante 13 anos. Colabora com diversos sites de humor, com destaque para o Chargeonline e Brazilcartoon. www.cartunistaedra.blogspot.com www.chargesdoedra.blogspot.com www.casaziraldodecultura.blogspot.com https://www.facebook.com/cartunista.edra

SYNNÖVE Synnöve Hilkner (Finlândia, radicada no Brasil). Além de cartunista, é, artista visual, ilustradora e ativista cultural. Tem trabalhos apresentados em diversos salões de humor pelo mundo e, em 2019, foi premiada no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, com uma escultura-caricatura. No mesmo salão já recebeu também Menção Honrosa, em 2016. No ano de 2020, recebeu o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, o prêmio destaque, com a “Charge Continuada #SomosTodosAroeira”. Em 2018 fez a curadoria e participou da mostra “Humorosas” no Museu de Arte Contemporânea de Campinas, onde reuniu mais de 20 mulheres artistas na área do humor. Como ilustradora, tem algumas publicações de livros e de capa de CD para o Spotify. Formada em Comunicação Social, pela PUC Campinas, Synnöve é chargista e colunista para a mídia digital “Agência Social de Notícias”, também escreve para a revista de humor “Supapo” e participa do coletivo da Revista “Pirralha”. Synnöve trabalha e dá aulas em seu estúdio, o Atelier C9, em Campinas, onde semanalmente acontecem reuniões com cartunistas e artistas, com a coordenação do artista Paulo Branco. facebook.com/synnoveartist synnoveartist@gmail.com

FELIPE MANHÃES É arquiteto, quadrinhista e sócio da Wendy Game Studio, onde desenvolve roteiro e arte da HQ intitulada “As histórias não contadas de Ed & A Frase Secreta” em parceria com Alexandre Vasconcelos. Publica semanalmente as tiras “A menina, o gato e o ex-gato” no Instagram, Twitter e também produz fanzines. Membro do coletivo carioca “Rio em Quadrinhos”. https://www.facebook.com/akminarrah instagram.com/fil.manhaes.hq

ALISON ANDREI Cartunista, ilustrador, quadrinhista, designer de personagens, palhaço, ator e criador do Alfredo, Quarentena-Man e A vida de um baixinho na sociedade, histórias distintas que compõe sua obra. Em 2020, durante a pandemia, criou o Herói que salvaria o mundo, se não fosse um grande bobalhão. O Quarentena-man ganhou espaço na mídia regional, sendo manchete de alguns portais de notícia. https://www.facebook.com/alison.andrei www.alisonandrei.com alison_andrei19@hotmail.com

LIZ FRANÇA (Natural de Pernambuco) Formada em Artes Plásticas pela UFPE e ilustração e animação pelo IPCA, Portugal. Tem mais de 15 anos de experiência profissional nas áreas de ilustração, cartum, caricatura e outras invenções. Neste período destaca-se os quase 6 anos ao serviço do Jornal “Folha de Pernambuco”, como também suas participações em exposições e salões de humor no Brasil e exterior, sendo premiada em alguns deles. Atualmente trabalha como freelancer ilustrando livros, fazendo caricas e, vez por outra, despeja uns rabiscos na internet. lizcartum@gmail.com https://www.facebook.com/liz.franca.9

GUABIRAS Carlos Henrique Guabiras (Fortaleza, Ceará) Chargista do Jornal O POVO (1998-2019), quadrinhista na revista MAD, fanzineiro. Publicou 59 revistas independentes com quadrinhos e cartuns! http://flow.page/guabiras Criador prolífico e irrequieto, já publicou mais de 5 mil tiras e 59 revistas independentes como Lixo Humano, Quadrinhos Punks, Asilados por Paneladas, Guabiras Só Quadrinhos, Marmitinha, Tripa de Soim, entre outras. Levou o humor arretado cearense para todo o Brasil e até pra N. York. Guabiras é uma panela de pressão de idéias e não larga a guerrilha de publicar seus próprios fanzines e vendê-los nas feiras culturais da cidade e eventos de Quadrinhos em todo Brasil. https://www.somosvos.com.br/guabiras-cartunista-arretado/ https://www.facebook.com/guabiras.cartunista

WILLIAM MEDEIROS (Campina Grande, PB, radicado em João Pessoa desde 1998). Desde os anos 1980 atua no humor e no design gráfico. Aos 15 anos de idade, começou a publicar caricaturas no jornal Diário da Borborema, de Campina Grande. Graduado em Desenho Industrial pela UFPb (Hoje UFCg). Diretor de arte na Eureka Comunicação, em Campina Grande de 1996 a 1998. Diretor de criação da Rede Paraíba de Comunicação de 1998 a 2016. Designer gráfico na Agência UM, João Pessoa, de 2016 a 2017. Designer gráfico no Mantra Group de 2017 a 2019. De 1997 a 2014, ilustrou todas as capas da revista Brasília em Dia, até sua desativação em 2013, chegando à marca de mais de 800 capas ilustradas. Atua como ilustrador e designer gráfico no mercado editorial e publicitário de vários estados do Brasil. Foi premiado em diversos salões de humor, entre eles Piracicaba, Natal, Fortaleza, Porto Alegre, Aracajú, Amazônia e João Pessoa. Em 2013 foi selecionado para estar entre os homenageados do 40º Salão de Humor de Piracicaba. Depois de diversos livros publicados em parceria, em 2013 lançou “Traços de Trinta”, seu primeiro livro que resume sua trajetória de atuação como cartunista. https://william.com.br/ https://www.facebook.com/williamjmedeiros

NAT Natália Forcat (argentina radicada no Brasil). Cartunista e ilustradora. Atuou na Revista da Folha de S. Paulo, Caros Amigos, Playboy e Isto É Minas. Teve cartuns selecionados em vários salões, como Piracicaba, Pernambuco e Irã. nataliaforcat@yahoo.com.br https://www.facebook.com/nat.forcat http://natcartoons.daportfolio.com/

BIRA Bira Dantas (nascido em SP, radicado em Campinas) Trabalha com HQ, ilustrações e charges desde 1979.Foi desenhista da revista em quadrinhos “Os Trapalhões” (Bloch) de 1980 a 82, e intercalador de desenho animado no Estúdio Briquet (Bond Boca) em 85, quando fez parte da AQC (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas de SP). Colaborou em revistas como Pântano, Tralha, Porrada, Megazine, Bundas, Em Ação (Caterpillar), EATON, IBM, 3M, Rockwell Fumagalli, Anglo, Bundas e jornais como Retrato do Brasil, Folha da Tarde (SP), Diário do Povo (Campinas), Pasquim21 e jornais Sindicais. Ilustrou livros pra Ed. Atual (O Caderno de Perguntas de Rebecca) e pra Ática (Curso de Inglês) através da Agência de Design e Editoração Grafos. Participou de livros cooperativados da Editora Virgo como “Brasil, 500 anos”, “Fome de ver estrelas”, “Tiras de Letras”, entre outros. Publicou quadrinhos literários pela Escala Educacional (Memórias de um Sargento de Milícias, D. Quixote e O Ateneu). Organizou exposições da AQC (Brasil-África, Brasil-Paraguai, Zalla para sempre) no Memorial da América Latina e Biblioteca Manoel Zinck de Campinas. Atualmente é contratado pelo Sinergia e Sindipetro. Em 2005 foi palestrante no WCC (World Comics Conference) em Bucheon, Coréia do Sul, onde lançou o BiraZine #1 e publicou HQ na Revista Quantum Spies. Publicou na Revista Front (Via Lettera) e na Quadreca (USP), na revista de HQ Ziniol (Polônia), Camiño de Rato. Em 2011 foi organizador da Comitiva Coreana de Manhwa em São Paulo. Participou do Festival de Quadrinhos em Angoulême (França) e da Revista Graphite (Portugal). Em 2012 participou do Bicof (Bucheon Comics Festival, na Coréia do Sul), em 2013 do FIBDA (Festival de BD da Argélia). Em 2014 dirigiu, com Artie Oliveira, o documentário “Desvendando Angelo Agostini” e foi jurado de premiação no FIBDA (Argélia) onde organizou a expo “Quadrinhos, 145 années de BD au Brésil”. Em 2016 lançou dois SketchBooks pela Ed. Criativo e livro de tiras do Tatuman. https://chargesbira.blogspot.com/ https://www.facebook.com/bira.dantas.5 biradantas2000@gmail.com

GUTO Guto Camargo (SP) Jornalista e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, profissionalmente trabalha como web designer do Diário do Comércio. Atua como freelancer na área de desenho desde os anos 80 tendo participado de vários salões no Brasil e no exterior. gutoadecamargo@gmail.com https://www.gibinanet.jor.br/

SUNÇA Felipe Assumpção (MG) É publicitário da Rádio UFMG Educativa e professor de pintura digital na Casa dos Quadrinhos. É o culpado pela maior rixa da melhor idade “Genô Vs Gertrú”, uma série de quadrinhos lançada no formato gibi e publicada online. Publica charges, semanalmente, no jornal Super Notícias. Têm um personagem que se chama Botamem, com o qual produz tiras, cartuns e animações. Já lançou três HQs e uma coletânea de tiras do Bota. Têm um podcast “O Cartunista Frustrado”, escreve críticas de cinema para o site Cinema e Cerveja e contos e crônicas de humor em seu blog Salve-se quem Puder. Seu programa de rádio é o “Onda Rabiscada” e é membro fundador do podcast de humorístico Falando com a Bunda. Ele desenha vacas @eudesenhovacas e se aventura na cozinha @suncanacozinha. fantasticomundodesunca.org/linksdosunca O Sunça é um atleticano calejado pela vida. Um publicitário, rtv e cartunista mineiro. Ele é Mestre e Doutorando em auto-sabotagem desde 1986. www.fantasticomundodesunca.org/linksdosunca Site / Portólio – www.fantasticomundodesunca.org fantasticomundodesunca@gmail.com https://www.facebook.com/sumpcao

THIAGO LUCAS (Recife, PE). É historiador formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pós-graduado em História do Nordeste pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), nesse período desenvolveu uma pesquisa sobre a charge como discurso crítico sobre a “Indústria da Seca” no nordeste brasileiro. Seu interesse por charges e caricaturas surgiu aos 14 anos de idade, quando começou a acompanhar os desenhos publicados nos jornais de Pernambuco, desde então, construiu um sonho e uma certeza para a sua vida: “ser chargista”. Para ele, interpretar o mundo por meio do humor gráfico é uma forma de resistência e engajamento diante de um mundo tão desigual e excludente. A partir de então se especializou na área da representação imagética e desenvolveu alguns trabalhos profissionais, entre eles, no jornal Folha de Pernambuco durante o período de 2009 a 2015, atuando como chargista e ilustrador, e, atualmente, com a mesma função no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (PE). Dentre as publicações, destacam-se as suas participações nas obras Ao Mestre Com Carinho – livro biográfico em homenagem aos 85 anos de Ziraldo, organizado por Edra Amorim, O Santo Revelado – Fotobiografia de Dom Helder Camara, organizado por Augusto Lins Soares e o catálogo da Muestra Internacional de las Artes de Humor, promovido pela Universidad de Alcalá de Henares, da Espanha. Além disso, suas charges, ilustrações e caricaturas encontram-se publicadas em revistas, sites, jornais e livros didáticos. Também já foi premiado em diversos salões de humor no Brasil e exterior, além de ter participado de várias exposições e catálogos de artes gráficas ao redor do mundo. thiagolucas10@yahoo.com.br https://www.instagram.com/thiagochargista/?hl=pt-br https://www.facebook.com/thiagolucasarte https://www.behance.net/thiago_lucas

TRILHO Trilho César (Jundiaí, SP) Cartunista, chargista e caricaturista. Prêmios: 1º lugar no Salão de Humor de Jundiaí por 5 vezes. 1º lugar Salão de Humor de Hortolândia. 1° lugar Salão de Humor de Cerquilho. 2º lugar Salão de Humor de Campo Limpo Paulista. Participou da exposição GEORGE BACOVIA na Romênia. Menção honrosa no 14º. Festival de Humor “AT CARAGIALE`S HOME/ ROMÊNIA. Foi selecionado para o mapa cultural Paulista por 5 vezes. Trabalhou por dez anos para o jornal de Jundiaí Regional com charges e tiras diárias, também publica charges para várias entidades sindicais. Lançou as revistas em quadrinhos: Brasil 2000 vol.1 e 2 Cartilha da Natália. trilhocid55@gmail.com https://www.facebook.com/TrilhoCesar http://bloggdotrilho.blogspot.com/

FERNANDO DOS SANTOS (SP) Quadrinhista, chargista e cartunista. Publicou Os Estapafúrdios Ursinhos Coloridos na revista Mad e é co-autor no Projeto Humor em Quadrinhos. Paulistano, nascido e criado na zona leste da cidade de São Paulo, começou sua epopéia quadrinhística produzindo junto com um bando de comparsas o lendário fanzine “Nossa Visão”; participou também do projeto Cartoon Brasil; anos depois criou o fanzine “FERCOM!”; é coautor do projeto “Humor em Quadrinhos” (financiado pelo programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em 2008 e 2009); é membro da Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP). Foi um dos responsáveis pela realização da revista “PICLES”; ministra oficinas culturais de histórias em quadrinhos através do projeto “Fanzine nas Zonas de Sampa” entre outros. Faz parte dos coletivos Seca de Nanquim e Quadrinhos Inquietos. fernandocomics@gmail.com https://fernando-dos-santos.wixsite.com/portfolio https://www.facebook.com/fernando.humoremquadrinhos https://www.instagram.com/fernandoquadrinhos/

MARCELOH Marcelo Herbst Ferreira (SP) Chargista, ilustrador, quadrinhista e cartunista, foi professor de História e caricaturista do Jornal O Estado de São Paulo. Milita nas causas progressistas e nos movimentos anti-fascistas. Faz parte do Conselho Editorial da Revista Pirralha. Estudou História da arte na instituição de ensino FFLCH USP. marcelosanfer@gmail.com https://www.facebook.com/marcelosanfer

PAULO CAPILÉ Paulo Roberto de Lima (Campinas / SP) Desenhista, Ilustrador e Artista Plástico autodidata; Faz caricaturas por encomendas, a arte em que mais gosta de atuar no mundo das artes; Além de ter atuado na área de pinturas artísticas para particulares em minha cidade já participei de alguns projetos e parcerias: LIVRO FILOSOFIA PARA O ENEM – caricatura de Gaston Bachelard, em parceria com Kernard Kruel Fagundes; SKETCH BOOK DE RODOLFO ZALLA TRIBUTO – Editora Criativo; ZINE HOMENAGEM AO PERSONAGEM NICODEMO – de Bia Kassar; EXPOSIÇÃO 101 SPIRITS; REVISTA BENJAMIN PEPPE- de Paulo Miguel dos Anjos; Assíduo participante da Semana dos Quadrinhos na Biblioteca Zink em Campinas; Sempre em busca de desafios no mundo Artísitico de preferência com caricaturas. “Se a arte imita a vida que a façamos com bom humor…” capile.paulo@gmail.com https://www.instagram.com/capile.paulo/ https://www.facebook.com/pauloroberto.delima.58

1OOOTON Milton de Faria e Souza (RJ) Arquiteto formado pela FAUF RJ. Diplomado em Publicidade e Marketing pelo SENAI / Rio de Janeiro. Programador Visual e Gráfico da Gráfica Mauá / RJ. Ilustrador, cartunista e chargista de vários periódicos de Associações e Sindicatos de classe. Ganhador de dois prêmios no V Salão Ferroviário. Ganhador – 3º lugar, Prêmio e Troféu no Salão de humor de Mogi-Guaçu, SP Ganhador de duas menções honrosas no 2° FESTIMENC. Cartunista convidado para a 1ª Mostra de Humor em Vigilância Sanitária, patrocinada pela ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Exposição, classificações, salões nacionais e internacionais (destaques): Salões Brasileiros: 35° Salão Internacional de humor de Piracicaba / SP, 19º Salão Carioca de Humor / RJ, 1° Salão Internacional de Humor Ecológico de Campos / RJ, IV Salão Internacional do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu / PR, 19º, 20º, 21°, 22° e 23° Salão Nacional de Humor de Volta Redonda / RJ. Salões Internacionais (International Cartoon Contests): 6th e 7th International Cartoon Contest Tabriz / Iran , 4th International Cartoon Contest Urbanization and Life / Índia, XIX e XX International Competition on Drawing, Jaka bede / Polônia, “G8” International Cartoon Web Contest 2008 / Azerbaijão. VIII Black Cat Humor Contest / Azerbaijão miltonfsouza@gmail.com https://www.facebook.com/faria.miltonde.5

ALEXANDRE PAIXÃO Alexandre Lima Paixão (SP) é filósofo, cartunista e desenhista. Nascido em Campinas-SP, embora se considere um cidadão de Amparo-SP, onde passou a maior parte de sua vida, começou seu interesse por arte em 2010, quando ingressou em uma escola de desenho artístico. Busca trazer aspectos reflexivos, políticos e filosóficos na arte, bem como imagens do inconsciente. Sua obra sofre grande influência da literatura, em especial de Franz Kafka. Atualmente divulga sua arte em exposições, bem como no Facebook e no Instagram. https://www.facebook.com/alexandrelimapaixao https://www.instagram.com/alpaixao92/

MARCOS VENCESLAU Marcos Venceslau (SP) é artista plástico, Ilustrador, Cartunista e Quadrinhista. Participou do grupo Subterrâneo. Criou e participou grupo Mafagafos e do Coletivo Quarto Mundo. Atualmente participa do Grupo Quadrinhos Inquietos. Participa da AQC-ESP e do Troféu Ângelo Agostini. Produziu 50 fanzines Subterrâneo, 6 fanzines especiais Subterrâneo, Revistas Piratas 1, 2 e Tiras, Revista ‘Inquietude’. ‘Quando o dia se torna cinzas’ e com a Editora Criativo, ‘Sketchbook Custom’ e ‘Dicas e Truques de Nanquim’. https://www.facebook.com/MarcosVenceslau https://www.facebook.com/search/top/?q=marcos%20venceslau%20quadrinhos https://www.facebook.com/ateliernanderu/ http://piratashq.blogspot.com.br/ http://quadrinhosinquietos.blogspot.com.br/

JULIANO KAAPORA Juliano Oliveira (SP) é oriundo das matas, ilustrador, quadrinhista e pai do Gael. Depois de colaborar com o Coletivo Petisco em Nova Hélade e Acelera SP (de Cadu Simões). Publica na revista de terror CALAFRIO. Está produzindo uma nova HQ em parceria com Gian Danton para o segundo semestre de 2021. julianoilustrador@gmail.com www.julianoilustrador.com.br https://www.facebook.com/juliano.oliveirakaapora http://juliano-outromundo.blogspot.com

SIDÃO Aparecido Campos Benedito (SP), desenhista e professor de desenho, mais conhecido como Sidão, Cidão Cartoon ou Sydon Lee, é um destes incansáveis combatentes do mundo das HQs, no Brasil. Não importa o estilo charge, cartum, caricatura, Super Herói, Mangá, Humor… ele produz e ensina lá em sua cidade Santa Isabel, no Vale do Paraíba. Lá ele também agita o movimento cultural na Praça das Artes e publica a revista em Quadrinhos Os Brucutus, distribuída gratuitamente, financiada por anunciantes. Sua produção pode ser conferida na página do FB e no Blog Quadrinhos Inquietos, onde participou com a HQ “O meu lado vazio”. https://www.facebook.com/profile.php?id=100009314183432 desenhacidao@gmail.com

ANDRÉ BARROSO (RJ) Formado no curso de pintura da escola de Belas Artes da UFRJ e de arquitetura/ urbanismo, formado no curso de pós-graduação em Educação e patrimônio cultural e artístico pela UNB, urbanismo e arte & cultura Barroca. Fez o curso livre de pintura da Escola de Artes Visuais do parque Laje, curso livre de pintura da Escola Guinard (MG) e o curso de infografia avançada pela MIAMI AD School/ESPM (SP) e cursou com Mario Tascón e John Grimwade na faculdade de Navarro, Espanha, curso de infografia para profissionais (Show don’t tell). Foi ilustrador de jornais diários como O Fluminense, Diário da tarde (MG), Jornal do Sol (BA), O Dia, Jornal do Brasil, Extra e Diário Lance; além do semanário pasquim e colaboração com a Folha de São Paulo, Pasquim e Correio Braziliense. Entre outros prêmios, possui O prêmio Carioca de Humor, dois da Society of Newspaper Design e Wladimir Herzog. Tem um livro infantil chamado O gato que conheceu a história, pela editora Kimera e o livro de quadrinhos Codinome Boto. Pela editora Datacoop. Publicou vários quadrinhos pela imprensa, entre eles Lisa ¨& Rô, Vida Tosca e Guto Napão. Hoje é representado pela FotoArena. andrelbarroso@yahoo.com.br Instagram: @andrebarrosoebanda https://www.facebook.com/andrebarrosoarte https://www.facebook.com/andre.l.barroso

Cartunista-repórter em profissão de riscos. Chargista/Infografista de jornal e Doodle Artist. Foi ilustrador, infografista do Jornal A Tribuna (Santos) por 17 anos. Fez charges ao vivo no programa Em cima da hora. Participa do Projeto Mais Cores com Desenhos, Pinturas e Graffitis no Centro de Santos. Tem feito caricaturas ao vivo de Bandas de Rock, num projeto do SESC Santos. O Caricaturista Repórter Alex Ponciano acompanhou de perto a festa de 22 anos do The Bombers . Além de ouvir alguns sons inéditos da banda, fez essas belezuras de caricaturas. O Caricaturista Repórter Alex Ponciano acompanhou de perto a festa de 22 anos do The Bombers no Sesc Santos. Além de ouvir alguns sons inéditos da banda, fez essas belezuras de caricaturas. ponciano.alex@gmail.com https://www.facebook.com/AlexPonciano.arte instagram.com/alexponciano_arte fotolog.terra.com.br/alexponciano

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Exposição de quadrinhos e cartuns pandêmicos

Com ‘live’ as 14h00, convidado especial: #FrancoDeRosa. O link estará aqui amanhã! AQC e Revista Pirralha convocam para a exposição virtual #QUADRINHOS E #CARTUNS PANDÊMICOS Ou como tudo poderia ser bem pior. Sim, tudo sempre pode piorar. É ruim ter um presidente que não se importa com a #SaúdePública? Claro que sim. Mas pode piorar. Pode aparecer um presidente que queira destruí-la. O governo #Temer suspendeu os investimentos federais em Saúde e Educação por 20 anos. Foi muito ruim. Mas podia piorar e piorou! O atual governo (aquele que não acredita em pandemia, em vacina, nem em Terra global) tem se esmerado em desmontar tudo, aliás foi uma das primeiras frases do “você sabe quem”: – Eu não vim aqui construir nada. Vim destruir. O atual mandatário do país jurou acabar com o “#MaisMédicos”, programa que permitiu o acesso à Saúde a mais de 60 milhões de brasileiros. Ele -você sabe quem- negou que a Covid19 fosse uma pandemia, disse que era uma “gripezinha, resfriadinho” e que só “bundões e maricas” pegavam. Já são mais de #180MilMortos, estima-se que em 2021 chegue aos 200 mil. Enquanto isso, o governo jogou dinheiro fora investindo na produção de #cloroquina, desaconselhada em casos de covid19. O pior foi ver o #TCU reclamar que, no auge da pandemia, o ministério da saúde não tinha usado nem 1/3 da verba destinada ao seu combate emergencial. Piorou quando descobrimos que o presidente “desviou” R$ 7,5 milhões doados do ministério da saúde (para comprar testes rápidos de #covid19) para um programa da primeira-dama, que por sua vez “desviou” para um programa missionário evangélico da ministra damares alves (por favor, em letras minúsculas, revisão). Pior foi saber que o governo federal deixou estragar 6,8 milhões de testes de covid19 no aeroporto de Guarulhos. Um prejuízo de R$ 290 milhões. Mas tudo isso poderia ser pior se não houvesse RESISTÊNCIA! – Manifestantes e parentes de mortos pela covid19 colocando cruzes nas areias de praias cariocas – Profissionais de saúde em Brasília reclamando da falta de segurança para tratar os pacientes – Cientistas, médicos, enfermeiros, jornalistas, humoristas, chargistas, cartunistas e quadrinhistas denunciando toda sorte de mazelas que este país combalido tem sofrido desde que a pandemia ou este governo pandêmico começaram. Se a sociedade brasileira não tivesse esta turma de luta, de briga, que usa a informação contra as #FakeNews que correm pelos grupos de WhatsApp… ESTARIA BEM PIOR. Recebemos 30 trabalhos que vieram com a missão de retratar, denunciar, mobilizar, desmascarar, fazer pensar, deixar com raiva e até… fazer rir nesta exposição virtual que acontecerá a partir de 30 de janeiro, dia do Quadrinho Nacional, no Blog da AQC e nas páginas no facebook da AQC e da Revista Pirralha. Temas como quarentena, falta de trabalho, de dinheiro ou de noção, auxílio-emergencial, uso de máscaras, negacionismo, tramas internacionais. Valeu tudo para fazer humor, só não valeu passar pano para um governo que, no mínimo, vem sendo chamado de #genocida. #FiqueEmCasa! #VemVacina #CoronaVac

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Aberta a votação do 36º Prêmio Angelo Agostini

Com um grande atraso devido aos percalços da pandemia, mas é com orgulho que comunicamos que está aberta a votação pública para o 36º Troféu Ângelo Agostini, premiando as produções lançadas em 2019. Premiação promovida pela Associação de Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP).

A premiação, no seu segundo ano, está composta de duas fases. A primeira com a votação de jurados ligados à área, que compuseram uma lista de indicados ao prêmio para a votação final pública.

A votação estará aberta de 11 a 31 de janeiro 2021, e é aberta a qualquer pessoa interessada na valorização da produção nacional de história em quadrinhos, sejam profissionais de história em quadrinhos, jornalistas, colecionadores, leitores e todos. De qualquer estado Brasileiro ou residente em outros países.

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Metal Fantasia, editada por André Carim

(Por Gian Danton) “Metal Fantasia é uma publicação do Múltiplo Estúdio lançada em setembro de 2020. A proposta é uma revista mix nos moldes da famosa Heavy Metal (cuja logo a Metal Fantasia emula). A revista abre com “Vampiros”, de Cláudio Dutra, uma história de terror que lembra muito as HQs da fase clássica da revista calafrio. O traço do artista nessa história remete a dois artistas emblemáticos da calafrio: Rodolfo Zalla e Eugenio Colonese. Na história, dois visitantes chegam em uma casa no interior de Goiás e são obrigados a passar a noite por conta de uma criatura que está matando pessoas e animais. Mas o maior perigo parece estar dentro da própria casa. Há uma sacada interessante no desenho: todos os personagens são hachureados, exceto pela moça Lucine, que é mostrada com traços simples, o que dá a ela uma aparência de iluminada. Luís Iorio participa da revista com três histórias curtas: “Pedragon”, “Jogos de guerra” e “Baltar, o mata-monstros”. Dessas, a melhor sem dúvida é a última, de traço muito bem elaborado, demonstrando que o autor se sente mais à vontade no gênero espada e magia. Bira Dantas surpreende com a história “A invocação de Belial”. Mais conhecido pelas histórias de humor, ele consegue criar uma bela sátira política com uma história de pura fantasia. A edição traz ainda “Dimensão do delírio – olhos das trevas”, de Ângelo Júnior, sobre um soldado com delírios. Essa história, infelizmente não traz créditos, que só aparecem na página inicial da revista. Metal Fantasia é uma ótima iniciativa, embora tenha problemas, o principal deles é o caráter muito literário da publicação. Muitas histórias têm apenas textos narrativos, como se fossem textos literários ilustrados. Ainda assim, é uma publicação de respeito, que merece mais edições e, esperamos, se torne um sucesso. Vale destacar ainda a belíssima capa de Cláudio Dutra.” CCXP chegando e muitos projetos estarão sendo lançados na versão virtual do evento… fique de olho e aproveite para apoiar ou adquirir os impressos! Em BREVE você verá novidade sobre a revista Adriana, A Agente Laranja e Lagarto Negro e sobre a revista METAL FANTASIA # 2!!! Quadrinhos autorais e independentes é com o SELO MÚLTIPLO!!! Contatos com André Carim para fazer pedidos: andrecarim@outlook.com https://www.facebook.com/andrecarim

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Suplemento de Quadrinhos por Alvaro de Moya e Reinaldo de Oliveira

(Por João Antonio Buhrer) “Este suplemento de quadrinhos foi editado, como disse no título, por dois nomes importantes do mundo dos quadrinhos, aqui do Brasil. Alvaro e Reinaldo quiseram reviver no Brasil o começo dos quadrinhos, nos anos 1930, quando eram publicados nos jornais, em historinhas de continuação. O próprio nome e o logotipo evocam o Suplemento Juvenil, pioneiro aqui no Brasil neste tipo de narrativa gráfica. Era um suplemento publicado encartado num jornal chamado Jornal Jovem, em 1967. Este é o segundo número, que não creio deva ter ido muito adiante, naquela época o leitor já estava acostumado com gibis de histórias completas. Sei disso porque, naquela época, eu era leitor fervoroso destas revistinhas. Ou seja, falo por experiência própria. As páginas deste suplemento não tinham numeração muito lógica, portanto não estranhem estarem fora de numeração. Muitas não estão nem numeradas, mas falando a verdade pouca diferença faz pois as páginas são independentes.”